Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre com entrega prevista para julho caiu 0,44%, a US$ 4,2920 por libra-peso. Na comparação semanal, houve avanço de 3,25%, o mais forte desde março de 2020. Já na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses subia 0,03%, a US$ 9.423,00 por tonelada, às 14h40 (de Brasília), 2,99% acima do nível da última sexta-feira.
O cobre é amplamente utilizado em projetos de infraestrutura, e o anúncio do pacote de US$ 1,2 trilhão nos EUA, que agora tem de ser aprovado pelo Congresso, foi observado. No entanto, há preocupações de que o elevado preço do metal incentive migração para materiais mais baratos, como alumínio, que também pode ser usado para fiação elétrica. “Discussões sobre a questão da substituição estão começando a se difundir mais, de olho no popular mundo de projetos de infraestrutura”, diz o chefe-executivo da corretora Kingdom Futures, Malcolm Freeman.
Os preços do cobre e de outros metais se “recuperaram um pouco”, aponta o Commerzbank. O banco alemão avalia que é “provável que notícias da Rússia tenham contribuído para isso”, com o ministro da Economia do país anunciando que planeja introduzir uma tarifa de exportação sobre aço e produtos siderúrgicos, bem como sobre cobre, níquel e alumínio, a partir de 1º de agosto. A Rússia exporta cerca de 72% do seu cobre, especialmente para países europeus, e o Commerzbank aponta que caso a taxa seja imposta, os mercados de venda “presumivelmente serão menos abastecidos, o que poderia levar a preços mais altos”.
Entre outros metais negociados no pregão eletrônico da LME, a tonelada do zinco caia 0,21%, a US$ 2.910,00, a do estanho ganhava 0,71%, a US$ 30.850,00, a do níquel avançava 0,83%, a US$ 18.560,00, a do chumbo tinha alta de 0,50%, a US$ 2.231,50, e a do alumínio ganhava 2,30%, a US$ 2.496,00.