Nesse cenário, o índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia com perda de 0,88%, a 461,83 pontos. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,91%, a 6.963,64 pontos.
“Embora os mercados europeus tenham conseguido registrar ganhos modestos ontem, está se tornando cada vez mais aparente que há pouca direção para os mercados de ações no momento”, diz o analista-chefe de mercados da CMC, Michael Hewson.
Com a piora dos índices futuros de NY pela manhã e, depois, a abertura negativa no mercado americano, as bolsas europeias foram perdendo fôlego.
Divulgadas hoje, as vendas no varejo do Reino Unido recuaram 0,9% em agosto ante julho, ante previsão de alta de 0,8%. Nos EUA, o índice de sentimento do consumidor até aumentou na leitura preliminar de setembro, mas abaixo do esperado.
“Preços em alta, debates sobre se a inflação é transitória ou persistente, se a economia global está desacelerando e se os bancos centrais podem reduzir seus programas de compra de títulos sem causar ondulações no mercado”, resume Hewson, da CMC, sobre os fatores de cautela.
Em discurso hoje, o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, disse que os preços na zona do euro podem superar a expectativa da instituição neste ano, devido aos problemas nas cadeias de produção, que restringem a oferta, enquanto a demanda aumenta.
Em outras praças, o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, caiu 1,03%, a 15.490,17 pontos, com perda de 2,75% nos papéis da Volkswagen. O CAC 40, de Paris, por sua vez, registrou queda de 0,79%, a 6.570,19 pontos. No mercado francês, as ações da ArcelorMittal cederam 4,16%. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,98%, a 25.709,56 pontos, na mínima do dia.
Nas praças ibéricas, o índice PSI 20, de Lisboa, registrou perda de 0,71%, a 5.299,37 pontos, no menor nível do dia. Na contramão, o Ibex 35, de Madri, subiu 0,31%, a 8.760,90 pontos, mas também na mínima do dia.