Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre com entrega prevista para dezembro subiu 3,05%, a US$ 4,2520 por libra peso, enquanto a tonelada do metal para três meses avançava 3,28% na London Metal Exchange (LME), a US$ 9.314,00, às 14h17 (de Brasília).
O sentimento por risco de investidores ganhou fôlego hoje, na esteira de relatos de que a Hengda Real Estate Group, uma das subsidiárias da Evergrande, honrará pagamentos a credores amanhã (23). A notícia foi uma sinalização positiva ante a grave crise de liquidez da incorporadora imobiliária chinesa, cuja situação fiscal traz preocupações de impactos amplos sobre os mercados.
Além disso, a Ásia Markets informou que a China pretende reestruturar a companhia, a dividindo em três e deixá-la sob controle estatal. Por fim, ainda no noticiário chinês, o governo injetou mais US$ 18,5 bilhões nos mercado financeiro hoje, de acordo com agência de notícias estatal Xinhua.
A perspectiva de que o Partido Comunista pode intervir em meio à crise da companhia acalmou investidores. A Capital Economics prevê “uma reestruturação gerenciada da Evergrande, que priorize os compradores de casas e, depois deles, os fornecedores”, segundo afirma a consultoria em relatório enviado a clientes.
De acordo com a analista Anna Stablum, da corretora Marex, o cobre também foi apoiado pelo retorno dos mercados financeiros na China, após terem permanecido fechados na segunda e terça-feira, por conta de um feriado local.
Entre outros metais negociados na LME, no horário citado acima, a tonelada do alumínio subia 3,18%, a US$ 2.938,50, enquanto a do níquel tinha alta de 1,67%, a US$ 19.170,00, a do chumbo cedia 1,40%, a US$ 2.120,00, a do estanho ganhava 3,10%, a US$ 35.055,00, e a do zinco avannçava 1,17%, a US$ 3.031,00.