No exterior, as bolsas europeias e os índices futuros de NY recuam nesta manhã de segunda-feira, reagindo a crescentes tensões entre EUA e China sobre a origem da pandemia do coronavírus e a dados fracos de atividade industrial na Zona do Euro e Alemanha. O presidente norte-americano, Donald Trump, disse ontem que não vai reduzir mais tarifas de produtos comercializados com a China e responsabilizou o país pela pandemia do coronavírus. No Brasil, segue no radar dos investidores o ruído político em meio a crise de saúde.
Ontem, o Brasil ultrapassou a marca dos 100 mil infectados pela nova doença e 7 mil mortos confirmados. A agenda do Congresso também será monitorada pelos investidores. Pode ir a votação hoje na Câmara o projeto de auxílio aos estados e municípios que, uma vez aprovado, poderá seguir para sanção presidencial amanhã. Outro destaque da semana é a decisão do Copom na quarta-feira. A maioria do mercado acredita em um corte de 0,5 p.p., levando a taxa Selic para o patamar de 3,25%. A safra de balanços corporativos do 1T20 também ganha relevância nesta semana com a divulgação do Itaú, Banco do Brasil, Ambev e B2W, dentre outros. O Ibovespa tende a um pregão de queda nesta segunda-feira, em linha com os seus pares internacionais, devendo ainda se ajustar a queda dos ativos brasileiros negociados no exterior, na última sexta-feira, quando a bolsa brasileira permaneceu fechada em função do feriado.