As seguidas quedas da Taxa Selic espalharam algumas frases bastante fortes sobre a renda fixa.
A que mais preocupa o investidor é a tal da “a morte da renda fixa”.
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É verdade mesmo que isso aconteceu?
Sim e não.
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A morte da renda fixa é uma figura de linguagem para mostrar para todo investidor que aquela alta rentabilidade do passado não existe mais.
Afinal, não faz tanto tempo assim os títulos públicos entregavam uma remuneração na casa de dois dígitos para o investidor.
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Em 2016, quando a Selic estava em 14,25% ao ano, um investidor demorava cinco anos para dobrar o seu capital.
Agora, com o juro no seu piso histórico, o tempo para dobrar o capital é de mais de 30 anos.
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Bons tempos em que o seu dinheiro se multiplicava sem esforço.
Por isso, sim, falar da morte da renda fixa é uma maneira de mostrar pra você: ‘olha, pra ter uma rentabilidade parecida com a do passado é preciso correr mais riscos”.
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Isso não significa, de jeito algum, que você precisa mergulhar de cabeça na renda variável, sem se preocupar com nada.
A renda variável, como a bolsa de valores, é um movimento que precisa ser feito com muita cautela.
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Afinal, a segunda parte da resposta é: não, a renda fixa não morreu.
Ela continua sendo bastante importante para a formação da sua reserva de emergência, ou seja, o colchão de liquidez que permite você sacar o dinheiro a qualquer momento.
Mesmo com um retorno pequeno, esse é o alicerce para todo investidor.
Além disso, a renda fixa não se resume apenas aos títulos públicos, que na maioria dos ativos acompanha a taxa Selic.
Há outros, como títulos de dívida corporativa, os chamados créditos privados, que podem entregar rendimentos maiores para você.
E não se esqueça que existe risco por trás de um título de renda fixa.
Sempre o responsável por pagar a remuneração combinada é o emissor.
Nos títulos públicos é o governo federal; nos privados, empresas ou bancos.
Eu sou o Márcio Kroehn, editor-chefe do portal einvestidor ponto com ponto br, e esse foi o Minuto E-Investidor de hoje.
Até o próximo.