
Nas semanas em que o Comitê de Política Monetária se reúne para analisar a taxa de juros, a expectativa do mercado é saber se a decisão será hawkish ou dovish.
Calma, esses são apenas jargões de política econômica e você provavelmente não achará tão complexo saber mais um economês.
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Vou começar explicando o por quê o falcão, uma ave de rapina, está representado no termo hawkish.
Se os formuladores de política econômica decidem elevar a taxa básica de juros, eles estão tomando uma decisão hawkish.
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O aumento de juros normalmente acontece quando é preciso segurar a inflação.
O Hawkish vê a inflação como um sério problema e toma uma decisão rápida, para acabar com ela.
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É a estabilidade de preços que importa.
E o hawkish não se importa em sacrificar a atividade econômica e, até, provocar um aumento do desemprego.
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Isso acontece porque taxas de juros mais altas desestimulam o investimento no capital produtivo.
Algumas vezes, claro, é preciso tomar decisões duras.
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Por isso o hawk, ou falcão: qual animal seria mais frio, rápido e com uma visão de longo alcance?
No fim dos anos 1990, quando Armínio Fraga assumiu o Banco Central, ele precisou tomar uma decisão nessa direção.
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A Taxa Selic chegou a bater em 45%, algo que parece impensável atualmente.
Afinal, o Brasil vive um período em que os juros básicos da economia estão nas mínimas históricas, na casa de apenas um dígito.
O País passa por um momento dovish, mas essa é uma história para um próximo dia.
Eu sou o Márcio Kroehn, editor-chefe do portal einvestidor ponto com ponto br, e esse foi o Minuto E-Investidor de hoje.
Até o próximo.