O primeiro semestre de 2020 vai ficar marcado na memória de todos nós pela pandemia do coronavírus.
E é justamente essa crise na saúde global que levou investidores do mundo todo a repensarem suas carteiras.
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Em momentos como esse, de pânico e incerteza, a busca é sempre por ativos de proteção e de preservação do capital.
É quando o ouro se destaca e acumula forte valorização.
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O metal já foi o padrão do sistema monetário mundial, um período em que os países tinham de ter reservas em ouro, mas isso deixou de existir no início da Primeira Guerra Mundial.
Atualmente, ele é parte importante da indústria de joias e serve como proteção em momentos de incerteza
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Na crise de 2008, por exemplo, provocada pelo subprime, os crédito podres de empréstimos imobiliários nos Estados Unidos, também houve valorização do ouro.
Mas os 52,97% de alta no primeiro semestre de 2020 tiveram um segundo fator, além da procura dos investidores por um porto seguro.
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O fenômeno está ligado ao fechamento de minas ao redor do mundo, por conta da pandemia.
Com uma oferta menor, é natural que o preço do ativo suba com uma procura maior.
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Por isso, o valor do metal disparou e engordou as carteiras de quem usou o ouro como ativo no primeiro semestre.
E o que deve acontecer daqui para a frente?
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Como o ouro é parte do mercado de joias, que depende do crescimento da economia para ir bem, é provável que ocorra uma redução de consumo enquanto a recuperação econômica dos países estiver patinando.
Mas, como a crise de saúde não vai ser resolvida no curto prazo, os investidores devem continuar contribuindo para formação de preços.
Eu sou o Márcio Kroehn, editor-chefe do portal einvestidor ponto com ponto br, e esse foi o Minuto E-Investidor de hoje.
Até o próximo!