Publicidade

Minuto E-Investidor

Por que o conflito de interesse ganhou os holofotes

A troca de farpas entre Itaú e XP chegou a todo investidor e correntista de banco. Quem conhece o mercado financeiro entendeu o que tudo aquilo significava, mas a maioria das pessoas não.

Não cabe aqui entrar no mérito de quem está certo ou errado nesta discussão.

Publicidade

Invista com o apoio de conteúdos exclusivos e diários. Cadastre-se na Ágora Investimentos

Mas, interessa, sim, falar sobre o tema principal que não pode ficar escondido: o conflito de interesse que prejudica o investidor.

O que isso significa? Para explicar, vou fazer uma rápida volta no tempo.

Publicidade

Quando a XP surgiu, ela precisava competir com os grandes bancos.

Mas os bancos tinham as agências bancárias, que formam um importante canal de distribuição dos produtos financeiros.

Publicidade

Para ganhar escala e competir, a XP criou o modelo de agentes autônomos exclusivos. Ou seja, escritórios que funcionam como filiais e ajudam a vender os investimentos oferecidos pela casa.

Com uma força maior de vendas, a competição aumentou. Assim como os escritórios filiados, que foram ganhando incentivos para vender mais.

Publicidade

Um deles é a remuneração atrelada justamente à venda de produtos.

É o chamado rebate, ou seja, parte dos ganhos daquela venda voltam para o vendedor.

Publicidade

O problema desse modelo é que ele fica viciado.

A tendência é o vendedor oferecer aquele que dá o maior retorno para ele e não necessariamente o melhor para o investidor.

Publicidade

Se essa prática já é questionável em outros mercados, como a venda de materiais de construção, por exemplo, imagina quando falamos de ativos financeiros que formam o patrimônio de uma pessoa.

Claro que nunca ninguém vai assumir que faz isso. Mas só de existir essa possibilidade é preciso desconfiar.

Seria possível escolher um produto similar com uma taxa de incentivo menor?

O que se questiona, sempre, é se o que tem sido feito é o melhor para o investidor.

Um caminho para o fim desse problema é trocar a comissão e os incentivos nos produtos por uma taxa fixa atrelada ao crescimento do patrimônio do investidor.

Assim, quanto mais rentabilidade o investidor tiver, mais esse consultor de investimentos vai ganhar.

É uma maneira de jogar no mesmo time e acabar com o conflito de interesses.

Eu sou o Márcio Kroehn, editor-chefe do portal einvestidor ponto com ponto br, e esse foi o Minuto E-Investidor de hoje.

Até o próximo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O que este conteúdo fez por você?
Imagem de background da newsletter Imagem de background da newsletter no mobile
News E-Investidor

Assine a nossa newsletters e receba notícias sobre economia, negócios e finanças direto em seu e-mail