A segunda-feira foi marcada por um movimento de aversão ao risco nos mercados americanos com as bolsas por lá encerrando no campo negativo, com destaque para o Dow Jones que terminou a sessão com queda de 2,44%. A principal razão foi a queda forte do preço do petróleo que vem sendo influenciado por uma expectativa de queda significativa da demanda pela commodity. O WTI para junho, o mais líquido, caiu mais de 18%, a US$ 20,43. As bolsas europeias encerraram mistas, com a maioria em território positivo, não obstante ao tombo dos preços do petróleo que pressionou ações ligadas ao setor de energia. Apesar disso, o noticiário sobre o covid-19 trouxe certo alivio aos negócios. No final de semana, a Europa ultrapassou a marca de 1 milhão de casos, mas os dados em vários países indicaram que a pandemia está perdendo força no continente. No Brasil, em dia de forte volatilidade, o Ibovespa começou o dia com uma queda superior a 2%, mas encerrou a sessão próximo da estabilidade (-0,02%), aos 78.973 pontos. Em termos de dados econômicos, os investidores acompanharam a divulgação do Relatório Focus pela manhã que apresentou as novas projeções econômicas do mercado. Para 2020, o mercado projeta uma queda para o PIB de cerca de 3% e uma Selic encerrando o ano em 3%. O dólar, por sua vez, encerrou em alta de 1,35%, cotado aos R$ 5,31/US$. Nesta terça-feira, os mercados por aqui estarão fechados por conta do feriado de Tiradentes e a agenda econômica é vazia. No EUA, amanhã, são esperadas as divulgações dos balanços corporativos de Coca-Cola, Netflix e BHP, referentes ao 1T20.