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Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Research e colunista do E-Investidor

Tudo sobre Renda Fixa

Marilia Fontes é sócia-fundadora da Nord Research e possui 12 anos de experiência de mercado financeiro. Trabalhou como gestora de renda fixa e câmbio em gestoras como Itaú, Mauá e Kondor, em fundos de até R$ 2 bilhões, com operações nacionais e internacionais. Na Empiricus, ela foi a analista fundadora e responsável pelos relatórios: Tesouro Empiricus e Empiricus Renda Fixa. Marilia é mestre em Economia pelo Insper e autora do livro “Renda Fixa NÃO é fixa!”
Twitter: @mariliadf2

Escreve na terceira sexta-feira de cada mês

Marilia Fontes

Renda fixa não é fixa!

Assim como acontece com as ações, temos épocas econômicas que beneficiam determinados títulos

Imagem de seta descendo com cédulas ao fundo, indicando o perigo de investimentos mal feitos
Imagem ilustrativa (Foto: Pixabay)

É impressionante o número de pessoas que ainda investe em renda fixa da forma antiga: comprar um título público e segurá-lo até o seu vencimento.

Essa estratégia ignora um fator impossível de ignorar. Que as coisas mudam!

Explico melhor…

O Tesouro Nacional oferece três tipos de títulos para os investidores, o pré-fixado, o pós-fixado e o IPCA+.

Cada um desses títulos se comporta de uma maneira totalmente diferente, dado o cenário econômico. Os pós-fixados rendem cada vez mais conforme a taxa Selic vai subindo, se beneficiando com retornos maiores.

Os pré-fixados se comportam de forma antagônica e, se as taxas de juros do mercado subirem, ele pode inclusive gerar prejuízo para o investidor.

Por fim, o IPCA+ se beneficia de épocas em que a taxa de juros de mercado esteja caindo, porém a inflação esperada esteja subindo. Uma situação bem específica, e que nem sempre é uma realidade.

Ou seja, ter um título que ganha quando as taxas caem, em uma época que as taxas sobem, é o pior investimento que você pode fazer. Porém, infelizmente, é o que muitas pessoas fazem.

O principal argumento utilizado é o de que, caso o título seja levado ao vencimento, ele renderá exatamente a taxa contratada, não causando prejuízo algum.

Se eu comprar, por exemplo, um pré-fixado de 10 anos a uma taxa de 7%, ao final de 10 anos eu terei um rendimento equivalente a 7% ao ano. Isso é um fato! Porém, se neste período estivermos com uma política expansionista e sem controle fiscal, as taxas de 10 anos poderiam subir para 40%, remunerando muito bem o novo investidor pelo risco incorrido, enquanto você estaria recebendo uma migalha e correndo um risco enorme. Vale a pena?

Além disso, se você precisasse vender esses títulos, depois de 2 ou 3 anos, você certamente amargaria um prejuízo enorme.

Talvez esse exemplo com um título não tenha ficado muito claro para você. Mas se fizermos o mesmo exemplo com uma ação certamente você vai entender.

Imagina que você comprou as ações da Petrobras em 2009 a R$ 30. Porém, ao longo dos anos seguintes você foi percebendo que entraríamos em uma crise violenta por conta de uma política fiscal expansionista. Sua expectativa era a de que as ações cairiam para R$ 5 em 2015, para depois voltar aos R$ 30 em 2019. O que você faria?

Alternativa A: venderia as ações da Petrobrás, esperaria os preços caírem com a crise, e depois compraria as ações novamente.

Alternativa B: manteria as ações, afinal, uma hora a crise iria passar e as ações voltariam para os R$ 30.

Não é claro para você que a alternativa A é muito superior? Você venderia as ações a R$ 30 e compraria depois novamente a R$ 5, tendo toda a valorização novamente?

Não faz sentido você aceitar passar de 2009 a 2015 tendo prejuízo, só porque a ação subirá novamente, não é mesmo?

Claro que você não saberia exatamente para que nível iriam os preços, mas com esse exemplo fica mais fácil entender o meu ponto.

Na renda fixa, assim como nas ações, temos épocas econômicas que beneficiam os preços de determinados títulos e épocas que prejudicam. Você compreender bem como cada título funciona, e quando ele se beneficia é essencial para se investir em renda fixa.

Se eu sei que estamos com um real risco fiscal, com aumento de gastos públicos para o combate ao coronavírus, e sei também que, se o governo perder o controle, os investidores irão demandar taxas maiores para financiar a dívida pública, por que eu iria carregar na minha carteira um título que perde quando as taxas sobem? Ainda mais tendo hoje as taxas de juros em níveis mínimos históricos.

Faz sentido isso? Será que vale a pena carregar um título deste a uma taxa baixíssima, em um momento que o risco está aumentando? É essa a pergunta que o investidor tem que procurar responder.

Travar a taxa atual para o longo prazo pode ser uma estratégia ruim. Mas, principalmente, não estar ciente de como seus títulos se comportam ao longo do tempo, e investir no título errado, é a pior coisa que você pode fazer na construção do seu patrimônio.

Lembre-se: não adianta se matar de trabalhar, e ganhar um dinheiro suado, para depois arriscar tudo isso em investimentos ruins. Conhecer o mínimo do ativo que você está comprando é tão importante quanto fazer um bom trabalho.

Se você ainda não entende muito bem de renda fixa, eu tenho uma boa notícia. Estou aqui exatamente para isso! Para te apresentar este mundo e tirar todas as suas dúvidas.

Vamos juntos!

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