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Colunista

O que Paul Krugman não entendeu sobre os criptoativos

Krugman incorre em um erro bastante ordinário na tentativa de entender os ativos digitais

Por João Marco Cunha, gestor da Hashdex

03/01/2023 | 7:57 Atualização: 03/01/2023 | 7:57

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O bitcoin é a primeira criptomoeda e mantém a liderança entre os maiores tokens em valor de mercado. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)
O bitcoin é a primeira criptomoeda e mantém a liderança entre os maiores tokens em valor de mercado. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Recentemente, diante da crise desencadeada pela derrocada da FXT, o economista ganhador do Prêmio Nobel Paul Krugman usou sua coluna no New York Times para, novamente, maldizer os criptoativos. A despeito de suas inquestionáveis credenciais acadêmicas, Krugman incorre em um erro bastante ordinário na tentativa de entender os criptoativos, que é a confusão entre o bitcoin e os outros.

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Apesar de ser o mais antigo, maior e mais famoso dentre os integrantes da emergente classe dos ativos digitais, o bitcoin é um caso de uso único, bastante diferenciado dos demais. Para entender a classe como um todo, faz mais sentido partir de algum dos diversos outros casos de uso mais tangíveis. A título de exemplo, podemos mencionar o Filecoin, uma rede que provê serviços de armazenamento de arquivos digitais, de forma semelhante ao Dropbox ou ao Google Drive, porém descentralizada.

Nessa rede, os usuários que possuem espaço de armazenamento não utilizado o disponibiliza para a rede mediante um pagamento que é custeado por aqueles que utilizam o espaço para armazenar seus arquivos. As transações são realizadas no token nativo da rede, o filecoin. Esse exemplo ilustra o caso geral da grande maioria dos criptoativos: uma rede com incentivos financeiros para a prestação de serviços de forma descentralizada, com ganhos de eficiência e redução de custos por dispensar intermediários ou contrapartes centrais. O bitcoin é diferente.

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Mas o que, exatamente, o bitcoin é? Essa parece ser outra lacuna no entendimento de Paul Krugman. O bitcoin evolui ao longo do tempo, tanto do ponto de vista tecnológico, com atualizações e melhorias das suas funcionalidades, quanto da tese de investimento predominante. Krugman, conforme ele explica no artigo, entende o bitcoin (e demais criptos, diga-se de passagem) como meios de pagamento descentralizados. De fato, essa é a ideia original apresentada no paper que lançou o conceito do bitcoin em 2008 e foi predominante nos primeiros anos do criptoativo.

Porém essa tese foi evoluindo com o passar do tempo. Notadamente, em 2017, houve uma grande discórdia dentro da comunidade do bitcoin sobre privilegiar sua funcionalidade como meio de pagamento ou suas características como reserva de valor. A grande maioria optou pela segunda alternativa e a dissidência gerou uma nova cripto, o bitcoin cash. Desde então, predomina a ideia de que o bitcoin buscaria ser um substituto para o ouro e não para as moedas fiduciárias, com a vantagem de ser muito mais portátil e resistente ao confisco.

Por essas características, o bitcoin foi tão procurado em situações extremas como a guerra na Ucrânia ou a hiperinflação na Venezuela, por pessoas comuns, e não criminosos, como Krugman sugere. Evidentemente, o bitcoin ainda tem um longo caminho a percorrer para se estabelecer, de fato, como uma reserva de valor, a começar por uma maior estabilidade do preço.

Há, ainda, outros casos de uso em desenvolvimento. A escalabilidade necessária para uso como meio de pagamentos foi delegada às chamadas soluções de segunda camada (layer two), como a Lightening Network. Uma recente atualização, implementada em setembro, permite a criação de tokens na rede do bitcoin. A evolução não parou, mas Krugman continua estacionado no paper de 2008. O eventual fracasso do bitcoin como meio de pagamento não significaria, sequer, o fim do bitcoin, que dirá dos criptoativos como um todo.

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Partindo dessa compreensão equivocada sobre o que são os criptoativos, em geral, e o bitcoin, em particular, Krugman deriva conclusões que, apesar de serem internamente coerentes, são completamente equivocadas, como, por exemplo, que a indústria cripto não seria capaz de sobreviver à regulação. Em 1998, Krugman afirmou, com uma boa dose de ironia: “”Por volta de 2005, ficará claro que o impacto da internet na economia não terá sido maior que o do aparelho de fax”. Sua implicância com os criptoativos poderá criar erros de previsão tão notáveis quanto esse.

Uma boa regulação sobre as empresas que prestam serviços associados a criptoativos é bem vista pela enorme maioria dos agentes envolvidos, inclusive como uma forma de dar a segurança ao público necessária para a adoção em massa da tecnologia.

Além disso, muitos dos serviços oferecidos por essas empresas têm natureza financeira e, como os sucessivos eventos ocorridos nesse ano mostraram, existe efeito contágio. Isso, por si só, já justificaria mais regulação. Como Krugman afirmou na primeira frase de seu artigo, “acontecimentos recentes deixam clara a necessidade de regulação dos criptoativos”. Até essa parte, ele estava correto.

É provável que a atual crise tire os reguladores da zona de conforto e acelere o avanço das regulações ao redor do mundo e, consequentemente, ajude na consolidação dos criptoativos e das blockchains. Da mesma forma que a reputação Krugman mantém-se firme a despeito de algumas previsões desastradas, os criptoativos sobreviverão a mais essa crise.

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* João Marco Cunha é gestor da Hashdex

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