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Colunista

Como a volta de Trump ao poder impacta o Brasil e os investidores

Presidente eleito dos EUA deu sinais de que tomará medidas protecionistas e nacionalistas quando assumir o cargo

Por Humberto Carvalho é assessor de investimentos da Sail Capital

17/12/2024 | 15:45 Atualização: 17/12/2024 | 15:45

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Donald Trump. Foto: Agência Brasil /Alan Santos
Donald Trump. Foto: Agência Brasil /Alan Santos

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, já deu sinais de que retomará as medidas protecionistas e nacionalistas do primeiro governo (2017-2021) quando voltar à Casa Branca, em janeiro de 2025. Essa mudança de trajetória da política econômica americana – que, por enquanto, nada indica o contrário – trará novas camadas de desafio para o comércio global e volatilidade para os mercados de capitais. Para o investidor, o momento é de cautela e acompanhamento próximo dos desdobramentos econômicos.

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No final de novembro, Trump anunciou a elevação da tarifa de importação americana para produtos da China, Canadá e México a partir do ano que vem. Uma decisão que representa a continuidade da agenda protecionista do primeiro mandato, período marcado pelo início da guerra comercial com a China, restrições severas à entrada de imigrantes ilegais nos EUA, desregulamentação do setor financeiro e foco na produção de energia de matriz fóssil.

São medidas como essas que devem formar a base da política econômica dos EUA nos próximos anos, de acordo com a maioria das projeções de mercado. O “tarifaço” atingirá inicialmente produtos chineses, canadenses e mexicanos, mas há fortes indícios de que Trump vá estender a medida a todos os parceiros comerciais em maior ou menor grau. E o Brasil é um deles.

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Confirmado o cenário de sobretaxa dos importados, haverá desaceleração do comércio global e queda da atividade econômica dos países. Com o mercado americano ficando mais caro para importados, as economias exportadoras venderão menos e vão ajustar para baixo as compras de matérias-primas de outros países.

Para ilustrar, os Estados Unidos são o maior mercado consumidor do mundo e a China é a grande exportadora de bens acabados. Os asiáticos podem, naturalmente, redirecionar parte do comércio com os americanos a outros países, mas não será na mesma intensidade. Se a China exportar menos, vai crescer menos e, assim, diminuir as compras de commodities agrícolas e metálicas do Brasil, que tem no país o seu principal parceiro comercial.

Na mesma lógica de redirecionamento, o Brasil pode negociar com a China parte da venda de produtos agrícolas que iriam para os EUA e garantir o aquecimento do agronegócio. Os reflexos seriam positivos para a balança comercial, mas trata-se de um movimento limitado ao curto e médio prazos que vai durar apenas enquanto as condições do mercado americano forem restritivas.

Para os investidores de renda variável, há perspectivas favoráveis para ações do agronegócio em função do comércio com a China. No setor de energia, os combustíveis fósseis como petróleo, carvão e gás podem ser beneficiados, já que Trump pretende incentivar a produção desses combustíveis. Mas é preciso redobrar a atenção no setor de mineração, havendo possível impacto de diminuição da compra de minério de ferro pela China, em caso de redução da venda de aço chinês aos EUA.

Reflexos macroeconômicos

Além do tarifaço, Trump deve prosseguir com medidas nacionalistas, como o endurecimento da entrada de imigrantes ilegais. Os efeitos serão sentidos no mercado de trabalho americano, com queda da oferta de mão de obra e encarecimento dos custos de serviços. Os produtos ficarão mais caros, inclusive os que serão vendidos a outros países. Para uma economia emergente como o Brasil, que depende da venda de commodities e importações de bens acabados, é um cenário desfavorável.

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Os reflexos macroeconômicos para o Brasil são a alta do dólar, com importações mais caras e saída de capitais estrangeiros. Nos EUA, o encarecimento dos produtos internos vai aumentar a pressão inflacionária e o Fed (banco central dos EUA) precisará aumentar o juro básico. Motivo suficiente para investidores estrangeiros, que estão inclusive no Brasil, migrarem para os títulos do Tesouro e provocar a saída de dólares do país e desvalorização do câmbio.

Reagindo a esse cenário, o Brasil manterá ou elevará suas taxas de juro para conter a inflação e atrair investidores estrangeiros. Esse movimento vai restringir a oferta de crédito e a atividade econômica doméstica.

Cautela com investimentos

Diante de incertezas econômicas acentuadas, a principal recomendação para os investidores é de cautela na hora de montar e desmontar posições. O foco nesse período é decidir a partir do perfil de risco e gestão consistente de portfólio, com diversificação de ativos na medida do possível.

Também importante é a preservação de liquidez, fator chave para atenuar a tomada de decisões no calor do momento e em encontrar oportunidades atrativas. Mas, sobretudo, aguardar os próximos passos sobre o que o governo americano colocará em prática no que se refere às medidas anunciadas, bem como à reação dos países envolvidos.

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