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Receio com a futura política fiscal de Lula derrubou a Bolsa

O problema da PEC da Transição é não explicar de onde viriam os recursos para as despesas extras

Por Ivan Barboza, sócio-gestor do Ártica Asset

13/12/2022 | 8:06 Atualização: 13/12/2022 | 8:06

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Lula (PT) será presidente pela terceira vez. FOTO: PEDRO KIRILOS / ESTADÃO
Lula (PT) será presidente pela terceira vez. FOTO: PEDRO KIRILOS / ESTADÃO

Após o resultado das eleições presidenciais, vemos uma nova onda de pessimismo na bolsa brasileira. O IBOV caiu 2% em novembro, mas na prática a queda foi bem pior do que aparenta, já que esse valor está mascarado pelo movimento de VALE3, que corresponde a 18% da carteira do índice. O papel subiu 28%, na contramão do mercado. Excluindo VALE3, o IBOV teria caído 9% no mês.

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O principal motivo da queda é o receio com a política fiscal do próximo governo de Lula (PT), que recentemente propôs ao Congresso Nacional uma PEC para permitir gastos extras de R$ 198 bilhões por ano além do teto de gastos ao longo de todo o mandato. Para dar a estes números a devida proporção, o orçamento fiscal do governo para 2023 é de R$ 1,9 trilhão. Assim, a proposta batizada de “PEC da Transição” autorizaria um aumento real de 9% nessas despesas do governo.

O problema da PEC da Transição é não explicar de onde viriam os recursos para as despesas extras. Por isso, o mercado teme que elas sejam financiadas através do aumento da dívida pública. Esse cenário tem dois problemas: o primeiro é que recorrer a mais endividamento para sustentar despesas correntes sinaliza irresponsabilidade fiscal por parte do governo, fazendo com que o mercado atribua maior risco aos títulos públicos e passe a exigir taxas de juros mais altas.

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O segundo é que, ao expandir gastos públicos, o governo aumenta a pressão inflacionária justamente em um momento em que o Banco Central luta contra a inflação. Dessa forma, provavelmente o BC manteria a taxa de juros elevada por mais tempo, dificultando o crescimento econômico por um período mais longo.

Porém, o cenário pessimista ainda é apenas uma possibilidade. O primeiro passo, a aprovação da PEC da Transição, sequer aconteceu. O PT deseja que ela passe no Congresso ainda este ano, mas temas polêmicos costumam demorar para tramitar no Legislativo e são bastante diluídos ao longo do processo.

A PEC pode ser aprovada com termos mais brandos ou pode não ser aprovada esse ano, voltando à pauta apenas após o novo Congresso assumir em 2023, com parlamentares que tendem a ser menos favoráveis à medida.

Além disso, variáveis macroeconômicas são bastante imprevisíveis. Em dezembro de 2020, o Sistema Expectativas, que reúne projeções das principais instituições financeiras e de economistas do país, apontava para uma taxa Selic de 4,5% em 2022. Isso ilustra quão rápido o ambiente macroeconômico pode mudar e, consequentemente, frustrar as expectativas de mercado.

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Mesmo com todas essas incertezas, uma das razões pelas quais já vemos uma reação forte a este cenário repleto de dúvidas, é a grande presença de investidores internacionais na Bolsa de Valores (B3). Estes, por sua vez, ficam inseguros vendo os próprios brasileiros em discussões fervorosas sobre responsabilidade fiscal, e tendem a reduzir sua exposição a investimentos na bolsa brasileira (que geralmente são pouco representativos em seu portfólio), até que o cenário se estabilize.

Neste ambiente nebuloso, é preciso focar nos fatos. Sabemos que acabamos de passar por anos de problemas econômicos causados pela pandemia. O retorno à normalidade, por si só, já traria uma melhor perspectiva para o futuro próximo. Outro ponto é que os preços das ações estão longe de seu pico, em patamares comparáveis aos vistos durante a crise do subprime, em 2009, e à crise do governo Dilma, em 2015.

Com esses preços, o risco de investimento em ações pode ser mais baixo do que o tom das notícias atuais sugere. Mesmo em um cenário macroeconômico medíocre, há ações com expectativa de retorno bem acima da atual taxa básica de juros.

Investimentos em bolsa sempre terão um risco de perda em cenários muito adversos e há a possibilidade de passarmos por alguns anos ruins, mas fica a provocação de que grandes investimentos só são feitos indo contra o consenso de mercado. Não poderia ser diferente, já que as ações ficam muito mais caras quando o humor geral é otimista.

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Assim, é preciso manter serenidade para tomar decisões sensatas mesmo em meio às turbulências, selecionar investimentos em excelentes negócios e esperar a tempestade passar.

* Ivan Barboza é sócio-gestor do Ártica Asset Management, cujo fundo de ações Ártica Long Term FIA rendeu mais de 30% ao ano desde sua criação, em 2013.

 

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