• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Tarifaço dos EUA: dificuldades para o mundo e as oportunidades para o Brasil

Guerra tarifária instaurada pelos EUA eleva cautela mundial, mas abre margem para benefícios comerciais

Por Bruno Funchal

09/04/2025 | 9:24 Atualização: 09/04/2025 | 11:10

Receba esta Coluna no seu e-mail
Entenda os impactos das tarifas dos EUA para o Brasil. (Foto: Adobe Stock)
Entenda os impactos das tarifas dos EUA para o Brasil. (Foto: Adobe Stock)

Dia 2 de abril foi um dia marcante para a economia mundial. Os Estados Unidos anunciaram aumentos substanciais nas tarifas de importação para todo o mundo, redesenhando uma nova ordem mundial para comércio com impacto ainda difícil de ser previsto com precisão. O aumento médio das tarifas impostas fica ao redor de 20 pontos percentuais, com uma tarifa mínima de 10 p.p. por pais, elevando a tarifa a um nível mais alto desde 1909 na economia americana.

Leia mais:
  • Trump pausa tarifas: Nasdaq tem maior alta diária desde 2001, Ibovespa sobe 3% e dólar cai
  • China diz que "lutará até o fim" após Trump ameaçar impor ainda mais tarifas
  • Pressão política pode conter tarifas de Trump, mas Brasil ainda sentiria efeitos no câmbio
  • Dividendos à prova de Trump: 19 ações baratas da Bolsa para proteger sua carteira do caos
Cotações
30/04/2026 22h39 (delay 15min)
Câmbio
30/04/2026 22h39 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Apesar de ser difícil de fazer qualquer previsão neste momento, dadas as respostas que serão dadas pelos países, como a dura retaliação da China e a resposta da União Europeia (anunciada no momento que escrevo esta coluna), algumas consequências macroeconômicas podem ser previstas a partir da hipótese de que o mundo está mais fechado ao comercio global.

Desde a década de 80, o mundo vive movimentos de globalização, com uma China mais aberta, o fim da União Soviética, a maior integração entre países vizinhos e blocos econômicos para comércio, como União Europeia, Nafta, Mercosul e Asean. Essa maior integração trouxe ganhos no crescimento e na geração de renda. De acordo com uma publicação do Fundo Monetário Internacional (FMI) de 2007, essa maior integração traz um aumento médio de crescimento de 1,5 a 2 pontos percentuais por ano.

Publicidade

Esse movimento de integração tem sido diminuído, em vários sentidos, tanto em relação a questões imigratórias quanto a comerciais. O exemplo mais recente foi o Brexit. Os efeitos têm sido significativos para a Inglaterra, sendo estimado um Produto Interno Bruto (PIB) de longo prazo de 3% a 6% menor do que sem o Brexit, 20% menos comércio e de 20% a 30% menor investimento estrangeiro, por conta desse movimento.

A partir disso, podemos dizer que é possível esperar uma desaceleração da economia americana e da economia global, vinculada à magnitude da guerra tarifária, e que o aumento de preços que podem se traduzir em inflação.

Algumas estimativas já começam a ser feitas, apontando uma queda de PIB americano em torno de 2%, e de 1% do PIB global. Em paralelo, aumentos de preços podem afetar os americanos diretamente.

O S&P 500 caiu mais de 9% em dois dias, enquanto que a Treasury (títulos emitidos pelos EUA) de 10 anos se valorizava, indicando uma busca por ativos mais seguros. Investidores temem que as tarifas dos EUA possam desencadear uma guerra comercial global, aumentar a inflação e reduzir o crescimento econômico, possivelmente forçando o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a cortar taxas de juros, apesar das pressões inflacionárias.

Publicidade

A retaliação da China e da UE traz mais um elemento de volatilidade e de desvalorização para os mercados. Em paralelo, aumentos de preços podem afetar os americanos diretamente. De acordo com o Yale Budget Lab, o cidadão médio americano pode enfrentar um aumento de preços de 2,3%, o que representa um aumento médio de gasto anual de USD 3.800.

Como o Brasil será afetado pelas tarifas dos EUA?

Esses efeitos se espalham de forma bastante heterogênea em todo o mundo, dependendo de quão afetado foi cada país. O Brasil é um bom exemplo de quem pode acabar se beneficiando, no relativo, apesar de encarar um mundo com maiores preços e menor crescimento. O Brasil acabou sendo “premiado” com a tarifa mínima de 10%

Com essa reconfiguração no tabuleiro comercial global, agora é hora de analisar as oportunidades que surgem e como aproveitar as mudanças de preços relativos que fazem com que nossos produtos fiquem mais baratos que os asiáticos para aumentar o comercio com os Estados Unidos. Além disso, aproveitar os novos preços relativos para aumentar nossas penetrações na Asia em substituição aos produtos americanos.

Alguns exemplos surgem de imediato. O setor de calçados pode se beneficiar da redução brutal de competitividade dos produtos asiáticos da China, Vietnam e Indonésia nos Estados Unidos, bem como produtos têxteis e de vestuário com a maior taxação da India e de Bangladesh, e, da mesma forma, a exportação de aviões pode ser beneficiada com a maior taxa sobre produtos do Canada, uma vez que a canadense Bombardier é a principal concorrente da Embraer.

Na Ásia, com a China reagindo às tarifas americanas, o Brasil pode ampliar suas exportações à China em várias frentes como a soja, que já foi beneficiada na guerra comercial em 2018. A China tende a evitar a soja americana por questões de segurança alimentar e geopolítica.

Publicidade

Outros setores potencialmente beneficiados são papel e celulose e minério. Assim, a realocação de cadeias globais, com EUA e China reduzindo o comércio entre si, abre espaço para exportadores alternativos ocuparem nichos tanto nos EUA quanto na China — e o Brasil pode se posicionar bem em alguns desses casos.

Com todos esses movimentos de grande magnitude é muito difícil estimar o efeito exato, até porque precisamos saber onde as negociações vão acabar, mas uma coisa é certa, teremos um futuro com mais volatilidade e com um volume de comercio menor, com menor integração entre os países. Isso leva a um crescimento global menor que nos afeta, mas pode ser suavizado se for bem administrado e se nossa liderança souber aproveitar as oportunidades dessa nova ordem mundial de comercio com as tarifas dos EUA.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Brasil
  • tarifas de Trump

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    IPCA acima da meta muda rota da Selic e mercado prevê corte menor pelo Copom

  • 2

    Dólar cai ao menor nível desde 2024, mas cenário é frágil; veja o que esperar para maio

  • 3

    Ibovespa hoje tem 6ª queda seguida após Federal Reserve manter juros nos EUA; dólar sobe

  • 4

    Superquarta: mercado vê risco no recado dos bancos centrais; veja o pior cenário para o investidor

  • 5

    Copom confirma Selic a 14,5%: onde investir com segurança agora

Publicidade

Quer ler as Colunas de Bruno Funchal em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Álbum da Copa do Mundo 2026: veja quanto custam os modelos na pré-venda
Logo E-Investidor
Álbum da Copa do Mundo 2026: veja quanto custam os modelos na pré-venda
Imagem principal sobre o Restituição do IR 2026: por que idosos com 80 anos devem ficar atentos à ordem de prioridade?
Logo E-Investidor
Restituição do IR 2026: por que idosos com 80 anos devem ficar atentos à ordem de prioridade?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: os alunos conseguem solicitar o cartão do programa pelo Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: os alunos conseguem solicitar o cartão do programa pelo Caixa Tem?
Imagem principal sobre o IR 2026: este grupo de pessoas tem grandes chances de receber a restituição no 1º lote
Logo E-Investidor
IR 2026: este grupo de pessoas tem grandes chances de receber a restituição no 1º lote
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: é possível consultar se o dinheiro está rendendo pelo Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: é possível consultar se o dinheiro está rendendo pelo Caixa Tem?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: é possível retornar ao programa depois de cancelar o benefício?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: é possível retornar ao programa depois de cancelar o benefício?
Imagem principal sobre o 13º salário antecipado do INSS: estes idosos não têm direito ao valor
Logo E-Investidor
13º salário antecipado do INSS: estes idosos não têm direito ao valor
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: como funciona o rendimento do dinheiro de quem decide permanecer na conta poupança?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: como funciona o rendimento do dinheiro de quem decide permanecer na conta poupança?
Últimas: Colunas
Por que só os FIDCs de primeira linha sobreviverão nos próximos 10 anos
Fabrizio Gueratto
Por que só os FIDCs de primeira linha sobreviverão nos próximos 10 anos

O avanço dos FIDCs para R$ 800 bilhões marca o fim do amadorismo e exige tecnologia para enfrentar a alta inadimplência

30/04/2026 | 14h34 | Por Fabrizio Gueratto
ETFs no Brasil: crescimento consistente e uma alternativa eficiente para o investidor
Einar Rivero
ETFs no Brasil: crescimento consistente e uma alternativa eficiente para o investidor

Patrimônio mais que dobra em dois anos, base de investidores avança e diversificação consolida ativo como peça cada vez mais relevante na carteira do brasileiro

29/04/2026 | 14h22 | Por Einar Rivero
Ibovespa sobe no ano com dinheiro de fora — mas o barato já ficou para trás?
Vitor Miziara
Ibovespa sobe no ano com dinheiro de fora — mas o barato já ficou para trás?

Fluxo estrangeiro explica a alta do ano, não os fundamentos. Com o valuation já acima da média, o investidor precisa recalcular o jogo

28/04/2026 | 17h45 | Por Vitor Miziara
A (última?) decepção com o Banco do Brasil reacende o alerta
Marco Saravalle
A (última?) decepção com o Banco do Brasil reacende o alerta

Após frustrar expectativas, banco lança dúvidas sobre risco político e enfraquece a tese de dividendos

27/04/2026 | 14h18 | Por Marco Saravalle

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador