• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Adversidades locais, e externas, se concretizam em outubro

Encerramos o mês de outubro em um ambiente de enorme incerteza

Por Dan Kawa

03/11/2021 | 7:24 Atualização: 03/11/2021 | 7:24

Receba esta Coluna no seu e-mail
Saber mais sobre o IPCA e onde investir quando ele está em alta é fundamental para ter sucesso no mercado de ações. (Foto: Pixabay)
Saber mais sobre o IPCA e onde investir quando ele está em alta é fundamental para ter sucesso no mercado de ações. (Foto: Pixabay)

Nos últimos meses utilizei este espaço para chamar a atenção aos riscos que se desenvolviam nos cenários locais e externos. Outubro, infelizmente, foi marcado pela aceleração (e, talvez, concretização) de alguns dos riscos internos, aliados à deterioração dos riscos internacionais.

Leia mais:
  • Até quando teremos inflação e juros em alta?
  • A desaceleração econômica da China pode afetar a economia do Brasil?
Cotações
18/03/2026 17h18 (delay 15min)
Câmbio
18/03/2026 17h18 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Comecemos pelo Brasil. No campo inflacionário, a esperada acomodação da inflação não aconteceu. Os números acabaram mostrando um cenário de inflação alta, acima das expectativas (do mercado e do BCB) e cada vez mais espalhada, em itens mais permanentes do que transitórios.

Do ponto de vista de crescimento, os dados correntes mostram alguma acomodação, mas ainda sem uma confirmação ou sinal claro de uma desaceleração mais aguda.

Publicidade

Voltando à inflação, os desenvolvimentos fiscais foram os mais negativos (para não dizer assustadores) para os fundamentos do País ao longo do mês. Após uma enorme pressão, uma parte da equipe econômica cedeu aos anseios políticos por mais gastos (a outra parte da equipe técnica acabou pedindo exoneração), encontrando um caminho para contornar o teto dos gastos.

De maneira resumida, o teto dos gastos foi um mecanismo criado para disciplinar a classe política e ajudar a educá-la em como promover gastos dentro de suas possibilidades, ou seja, que sejam compatíveis com suas receitas e o seu nível de endividamento.

Qualquer medida na direção de alterar esse mecanismo, mesmo que de maneira constitucional, cria um precedente, uma jurisprudência que, na visão dos economistas e do mercado, é extremamente deletéria para os fundamentos do Brasil. Dentro deste arcabouço, especula-se, inclusive, que podemos estar diante de uma mudança de regime fiscal, de volta aos idos dos anos de 2010 a 2015, em que o País vivenciou momentos bastante conturbados, de crescimento baixo e inflação elevada.

A reação diante da escolha por este caminho foi quase que imediata. Observamos uma rodada de revisões baixistas para o crescimento de 2022, ao mesmo tempo em que revisões para cima da inflação ocorriam. Nos mercados, vivenciamos forte queda da Bolsa, alta do dólar e abertura das taxas de juros.

Publicidade

Estes movimentos criam um “efeito bola de neve”, em que eventuais impactos positivos de curto-prazo na atividade econômica da medida, são rapidamente compensados pelos enormes impactos negativos e estruturais de juros mais elevados e condições financeiras mais contracionistas.

Encerramos o mês de outubro em um ambiente de enorme incerteza, sem que este tema tenha sido endereçado. As pressões políticas continuam intensas e, neste momento, vislumbro que este ambiente deve perdurar até as eleições do ano que vem.

No cenário internacional, três temas merecem atenção. Primeiro, o tema “inflação” voltou definitivamente à pauta, com dados acima das expectativas e mostrando aceleração da inflação em grande parte do mundo. Este pano de fundo levou a uma mudança de postura por parte de alguns bancos centrais e mudança de sinalização, por parte de outros.

Se, antes, existia um discurso em uníssono de que a inflação era transitória e não necessitava de atuação, agora, alguns bancos centrais optam por sinalizar para a necessidade de uma atuação mais intempestiva (caso do Reino Unido). Outros países optaram por sinalizar para o começo de um processo de redução do QE (caso dos EUA e Zona do Euro) e, por fim, alguns outros simplesmente deixam de “defender” certos patamares de taxas de juros de mercado (como na Austrália).

Publicidade

Este pano de fundo levou a uma forte abertura de taxa de juros ao redor do mundo, mais concentrada nas partes curtas das curvas. Não vi sinais de contágio generalizado para outros mercados, mas alguns movimentos podem ser vistos “por debaixo da superfície”.

Segundo, os números provenientes da China confirmaram uma desaceleração do crescimento do país. Os dados de alta frequência mostram que a pressão negativa na economia continua, sem sinais de arrefecimento. O mercado imobiliário parece “congelado”. Os “policy makers” adotaram postura mais proativa na última metade do mês, mas apenas de maneira pontual, localizada e ainda tímida. Não parece haver disposição para uma atuação mais agressiva e generalizada, como ocorreu em 2008, 2011-12, 2015-16 e na pandemia no ano passado.

Vimos mais três empresas do mercado imobiliário anunciarem o não pagamento de suas obrigações. Para completar, o país convive com uma crise energética, que gera apagões e racionamentos pontuais e localizados. A política de “Covid Zero” ainda gera enormes transtornos à economia, pois o país fecha certas localidades a qualquer sinal de um novo ciclo pandêmico.

Finalmente, uma acomodação do crescimento econômico global era esperada após a recuperação em “V” verificada após a pandemia do ano passado. Somada à desaceleração da China, há sinais mais concretos de desaceleração do crescimento na Europa e em alguns países emergentes. Por ora, e a exceção da China, ainda não vemos motivos maiores para preocupação nesta frente. Contudo, a velocidade, magnitude e duração dessa desaceleração será fundamental para medirmos a saúde da economia global nas próximas semanas.

Publicidade

Fechamos o mês acreditando que os antes “ventos a favor” do cenário externo deixaram de soprar, mas ainda não está claro que estamos diante de “ventos contrários”. No cenário local, na ausência de uma mudança radical de postura política, há clara e inegável piora nos fundamentos do País. Nunca é tarde para voltar atrás e reverter situações dramáticas. Sigo rezando pelo melhor, mas preparado para o pior!

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Inflação
  • Juros
  • Riscos
  • Taxa de juros

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Imposto de Renda 2026: Receita anuncia as regras deste ano; veja todas as mudanças

  • 2

    Como investir em renda fixa com guerra no Irã e queda da Selic: CDI, prefixado ou IPCA+

  • 3

    Warren Buffett tem uma regra simples para a aposentadoria — e muita gente ignora

  • 4

    Ibovespa fecha em alta com Focus e IBC-Br no radar, em meio à guerra no Oriente Médio

  • 5

    Ibovespa hoje fecha em alta com novo salto do petróleo e decisões do Fed e Copom no radar

Publicidade

Quer ler as Colunas de Dan Kawa em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: dicas de ouro de como escolher o modelo certo de declaração
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: dicas de ouro de como escolher o modelo certo de declaração
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: em qual período do dia não é possível enviar a declaração?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: em qual período do dia não é possível enviar a declaração?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que significa o sinal de erro na declaração?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que significa o sinal de erro na declaração?
Imagem principal sobre o Perdeu o cartão do Bolsa Família? Entenda se você consegue pedir a 2ª via
Logo E-Investidor
Perdeu o cartão do Bolsa Família? Entenda se você consegue pedir a 2ª via
Imagem principal sobre o Auxílio-reclusão: entenda qual é a duração do benefício
Logo E-Investidor
Auxílio-reclusão: entenda qual é a duração do benefício
Imagem principal sobre o Salário-maternidade: saiba qual é a duração do benefício
Logo E-Investidor
Salário-maternidade: saiba qual é a duração do benefício
Imagem principal sobre o Vai se aposentar? Entenda se você pode sacar o FGTS
Logo E-Investidor
Vai se aposentar? Entenda se você pode sacar o FGTS
Imagem principal sobre o Dupla Sena: quando os sorteios regulares serão pausados em 2026?
Logo E-Investidor
Dupla Sena: quando os sorteios regulares serão pausados em 2026?
Últimas: Colunas
Com PDD em nível recorde, bancos refletem novo ambiente de risco e juros elevados
Einar Rivero
Com PDD em nível recorde, bancos refletem novo ambiente de risco e juros elevados

O sistema bancário está provisionando mais, devido ao crescimento da economia e o maior risco de crédito

18/03/2026 | 14h21 | Por Einar Rivero
Enquanto o país torcia pelo Oscar, o Brasil perdia relevância econômica
Vitor Miziara
Enquanto o país torcia pelo Oscar, o Brasil perdia relevância econômica

Indicadores como dívida pública, juros elevados e alta nas recuperações judiciais levantam alertas sobre a economia

17/03/2026 | 16h00 | Por Vitor Miziara
Fundo matrioska: o problema das taxas em camadas
Luciana Seabra
Fundo matrioska: o problema das taxas em camadas

Luciana Seabra analisa a questão dos fundos de investimento em ouro da XP e explora o tema das taxas em camadas

17/03/2026 | 14h02 | Por Luciana Seabra
Ouro a US$ 6.200 e Selic em risco? O dilema de Ormuz e o choque que pode travar a queda dos juros
Marco Saravalle
Ouro a US$ 6.200 e Selic em risco? O dilema de Ormuz e o choque que pode travar a queda dos juros

Escalada dos preços do petróleo impõe um obstáculo substancial ao ciclo de queda da Selic, previsto para começar nesta semana

16/03/2026 | 14h19 | Por Marco Saravalle

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador