• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Por que a Selic a 14,75% é um remédio com muitos efeitos colaterais

Quando o Copom anunciou nova alta da taxa Selic, muitos investidores de renda fixa comemoram. Mas há um custo elevado para a sociedade

Por Eduardo Mira

09/05/2025 | 13:56 Atualização: 09/05/2025 | 14:56

Receba esta Coluna no seu e-mail
Mercado financeiro (Foto: Adobe Stock)
Mercado financeiro (Foto: Adobe Stock)

Quando o Copom anuncia nova alta da Selic, como agora — elevando a taxa para 14,75% ao ano — muitos investidores de renda fixa comemoram. Tesouro Direto, CDBs e fundos atrelados ao CDI passam a render mais. É aquela sensação boa de ver o dinheiro “trabalhando por você”.

Leia mais:
  • A bomba-relógio no comércio global: como a guerra EUA-China ameaça as economias do mundo todo
  • Imposto de Renda 2025: o que os investidores precisam saber sobre a declaração
  • Trump, sua política tarifária e os impactos para a economia mundial
Cotações
05/02/2026 12h45 (delay 15min)
Câmbio
05/02/2026 12h45 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Mas será que essa é uma vitória para todos? Ou estamos diante de um daqueles casos em que o benefício individual esconde um custo coletivo relevante?

O lado oculto dos juros altos

À primeira vista, juros elevados parecem uma ótima notícia para quem investe. Mas, por trás desse cenário, existe um custo invisível — e pesado — que afeta toda a sociedade.

  • O Brasil possui uma das maiores dívidas públicas entre os países emergentes, que ultrapassa os R$ 7 trilhões, conforme dados do Banco Central.
  • Cada ponto percentual a mais na Selic representa cerca de R$ 55 bilhões extras por ano em pagamentos de juros dessa dívida.

Esse valor adicional não surge do nada: o valor necessário para acomodar o novo custo da dívida é retirado do orçamento público, que financia áreas essenciais como hospitais, escolas, universidades, programas sociais, infraestrutura e segurança. Assim, quando os juros sobem, fica cada vez mais difícil investir nestas áreas fundamentais.

Como a Selic alta impacta a economia?

Quando o Banco Central eleva a Selic, o crédito fica mais caro, o consumo diminui, os investimentos recuam — e a atividade econômica desacelera.

O resultado? Menos crescimento, menos empregos e menor arrecadação de impostos. Esse movimento cria um verdadeiro círculo vicioso:

Publicidade

No fim das contas, a política monetária perde eficiência. O país entra num labirinto de baixo crescimento, alto custo social e vulnerabilidade fiscal.

“Mas minha renda fixa está rendendo bem…”

Sim, isso é fato, e embora o investidor de renda fixa comemore rendimentos mais altos, essa vitória é relativa. Se o país cresce menos, a base produtiva enfraquece, o desemprego aumenta e os riscos de instabilidade fiscal e social se elevam.

Publicidade

Com o tempo, isso se traduz em volatilidade nos mercados, perda de valor dos ativos e redução real do poder de compra.

Portanto, enquanto os extratos individuais mostram ganhos, o custo coletivo pode ser alto, recaindo sobre toda a sociedade.

Selic alta: um mal necessário?

É importante dizer que a alta da taxa de juros não deve ser demonizada. Ela é uma ferramenta legítima para o controle da inflação. Entretanto, como qualquer ferramenta de política econômica, deve ser utilizada com cautela e critérios rigorosos, especialmente em um país que enfrenta desafios estruturais complexos.

Precisamos de uma discussão madura quanto ao período aceitável para manter juros elevados, analisar os impactos no futuro fiscal e no crescimento da economia, considerando as consequências para os setores que mais dependem do investimento estatal.

Estratégias para o cenário atual

Recomendo que você mantenha o rigor no gerenciamento de seu plano de investimentos, não negligencie a diversificação e lembre-se que informação continua sendo sua melhor aliada. Siga acompanhando de perto os indicadores econômicos, as decisões do Copom e as tendências do cenário global.

Busque fontes confiáveis, referências acadêmicas e de instituições financeiras reconhecidas para embasar as decisões, lembrando ainda que somente analistas CNPI são credenciados para recomendações de investimento, portanto, mais do que nunca, cuidado com “dicas da internet”.

Publicidade

Aproveito para te convidar a assistir a live que fiz na quarta-feira (7), no meu canal do YouTube analisando como ficam os investimentos com a nova alta da Selic. E lembre-se: o “dinheiro trabalhando por você” nunca é de graça: em algum lugar da economia, alguém está pagando a conta e normalmente ela recai sobre todos nós, enquanto sociedade – portanto, saber proteger seus investimentos é fundamental.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Banco Central
  • Investimentos
  • Renda fixa
  • Taxa de juros
  • Taxa Selic

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Vale some das carteiras de dividendos em fevereiro

  • 2

    Carteiras recomendadas para fevereiro: como investir após o rali histórico do Ibovespa

  • 3

    Transparência no crédito: bancos digitais abrem score e mudam regras do jogo

  • 4

    Ibovespa hoje bate recorde e fecha acima de 185 mil pontos com ata do Copom

  • 5

    XP vê oportunidade rara no Tesouro IPCA+ para ganho de até 91% com queda dos juros

Publicidade

Quer ler as Colunas de Eduardo Mira em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia 2026: o que pode ser consultado na plataforma do programa?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia 2026: o que pode ser consultado na plataforma do programa?
Imagem principal sobre o Tele Sena de Ano Novo 2026: último sorteio será realizado nesta semana; saiba quando
Logo E-Investidor
Tele Sena de Ano Novo 2026: último sorteio será realizado nesta semana; saiba quando
Imagem principal sobre o Gás do Povo: veja como saber se você tem direito pelo CPF
Logo E-Investidor
Gás do Povo: veja como saber se você tem direito pelo CPF
Imagem principal sobre o Gás do Povo: como retirar o botijão usando o CPF?
Logo E-Investidor
Gás do Povo: como retirar o botijão usando o CPF?
Imagem principal sobre o Bolsa Família 2026: saiba onde sacar o benefício em fevereiro
Logo E-Investidor
Bolsa Família 2026: saiba onde sacar o benefício em fevereiro
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia 2026: veja como consultar sua situação no programa
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia 2026: veja como consultar sua situação no programa
Imagem principal sobre o O que é o PrevBarco do INSS? Entenda
Logo E-Investidor
O que é o PrevBarco do INSS? Entenda
Imagem principal sobre o Descontos indevidos no INSS: quem não precisa contestar?
Logo E-Investidor
Descontos indevidos no INSS: quem não precisa contestar?
Últimas: Colunas
Bradesco supera gigantes globais e lidera em pagamento de dividendos entre 2023 e 2025
Einar Rivero
Bradesco supera gigantes globais e lidera em pagamento de dividendos entre 2023 e 2025

Com valorização de quase 100% no triênio, banco brasileiro se consolida como o melhor remunerador entre instituições com ativos acima de US$ 100 bilhões

04/02/2026 | 15h03 | Por Einar Rivero
Vale a pena atualizar o valor dos seus imóveis em 2026?
Yuri Freitas
Vale a pena atualizar o valor dos seus imóveis em 2026?

Regime permite reduzir IR sobre ganho de capital, mas elimina redutores históricos e impõe prazos de carência para venda

03/02/2026 | 17h14 | Por Yuri Freitas
Bitcoin a US$ 20 mil? Essa é a projeção de alguns e, mesmo assim, ainda vale a pena
Vitor Miziara
Bitcoin a US$ 20 mil? Essa é a projeção de alguns e, mesmo assim, ainda vale a pena

Histórico de correções, papel da MicroStrategy e a matemática do risco x retorno entram no radar dos investidores de cripto

03/02/2026 | 15h03 | Por Vitor Miziara
Preço-teto: o antídoto contra decisões emocionais no mercado de ações
Marco Saravalle
Preço-teto: o antídoto contra decisões emocionais no mercado de ações

Ferramenta ajuda a separar preço de valor e impõe disciplina ao investimento em ações focadas em renda

02/02/2026 | 14h11 | Por Marco Saravalle

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador