• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Empresas de capital aberto ou de controle fechado? Veja um panorama da concentração acionária na B3

Levantamento revela que, de 374 empresas de capital aberto, apenas 326 tiveram negociações em 2025

Por Einar Rivero

05/03/2025 | 15:58 Atualização: 05/03/2025 | 15:58

Receba esta Coluna no seu e-mail
Espaço da B3, a Bolsa de Valores brasileira. Foto: Divulgação/B3
Espaço da B3, a Bolsa de Valores brasileira. Foto: Divulgação/B3

Afinal, quantas empresas de capital aberto estão listadas na B3? A pergunta parece banal, pois uma rápida pesquisa na internet revelará que a Bolsa brasileira abriga 374 empresas desse tipo.

Leia mais:
  • O que este indicador pode revelar sobre risco e retorno na Bolsa brasileira
  • A métrica que todo investidor deveria acompanhar antes de comprar ações na B3
  • OPINIÃO: Análise com as empresas listadas na B3 mostra se a bolsa brasileira está barata
Cotações
21/04/2026 19h30 (delay 15min)
Câmbio
21/04/2026 19h30 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Acontece que um levantamento da Elos Ayta revelou um dado intrigante: desse total, só 326 tiveram negociações em 2025. As 48 empresas restantes ou nunca foram negociadas, ou não registraram operações desde 2024.

Reformulada, a pergunta revela um problema mais profundo (e nada banal): afinal, quantas empresas de fato abertas estão listadas na B3? Para responder, precisamos falar sobre concentração acionária.

Centralização

Das 326 empresas que tiveram movimentações neste ano, nada menos que 131 delas (40% do total) têm um único acionista como detentor de mais da metade das ações ordinárias. Se ampliarmos o critério, incluindo empresas em que dois acionistas possuem mais de 50% dos papéis, encontraremos 199 companhias (ou 61% do total).

Publicidade

Ou seja: a enorme maioria das empresas brasileiras de capital aberto é controlada de forma altamente centralizada.

Quando olhamos para as diferentes faixas de concentração acionária, temos 35 empresas com mais de 90% de suas ações nas mãos de um único acionista; em outras 55 companhias, essa porcentagem está concentrada na mão de dois acionistas.

Em 40 empresas, um único acionista detém entre 50% e 60% das ações. O mesmo vale para outras 46 empresas quando consideramos dois acionistas principais.

Capital aberto de mentirinha?

Isso revela que boa parte das companhias de capital aberto listadas na B3 são, na verdade, empresas de controle fechado com ações negociadas em bolsa. Nesses casos, a influência dos investidores minoritários sobre os rumos da empresa é praticamente nula. Afinal, se a dispersão de capital é muito baixa, os minoritários terão meios efetivos de exercer seu papel ou serão meros coadjuvantes em um palco dominado pelos acionistas principais?

Publicidade

Empresas de capital aberto são, por definição, organizações que captam recursos junto ao mercado e, em contrapartida, oferecem participação acionária a um universo amplo de investidores. Uma concentração muito alta de ações ordinárias tende a quebrar essa lógica.

Empresas nas quais um único acionista (ou um grupo reduzido de acionistas) detém mais de 50% das ações não precisam seguir decisões estratégicas consensuais.

O impacto é visível em termos de governança corporativa. Se esse modelo mais concentrador pode ser vantajoso em termos de agilidade e alinhamento de interesses, ele também levanta preocupações sobre transparência, governança e o risco de práticas que eventualmente favoreçam o agente controlador em detrimento dos demais acionistas.

Concentração vs. liquidez

Alta concentração acionária também pode se traduzir em redução da liquidez.

Quando poucas mãos detêm grande parte das ações, o número de papéis efetivamente disponíveis para negociação diminui. Isso torna as ações menos atrativas para investidores institucionais e pode aumentar a volatilidade, já que pequenos volumes negociados são capazes de gerar variações significativas nos preços dos papéis.

Publicidade

Além disso, um mercado com menor liquidez pode impactar negativamente o valuation das empresas, dificultando futuras captações de recursos e tornando a B3 menos atrativa.

Ações preferenciais

Outro ponto que diferencia o mercado acionário brasileiro de mercados mais desenvolvidos é a relevância das ações preferenciais.

Enquanto nos Estados Unidos, por exemplo, praticamente todas as empresas listadas na bolsa possuem apenas ações ordinárias, no Brasil ainda há uma forte presença de papéis preferenciais, que muitas vezes são negociados com maior liquidez do que as ações “comuns”.

As ações preferenciais, por não oferecerem direito a voto, são amplamente utilizadas pelas empresas como uma forma de captar recursos sem diluir o controle acionário dos principais acionistas. Mas isso cria um desalinhamento entre controle e propriedade, permitindo que grupos reduzidos de investidores tomem decisões a despeito dos interesses da maioria.

O mercado brasileiro é peculiar: por aqui, o investidor deve observar não apenas o percentual de concentração das ações ordinárias, mas também a estrutura de capital da empresa, para entender qual é o real poder de decisão dos acionistas e quais são os riscos de governança corporativa.

Descentralização já!

Quando compro ações de uma empresa listada na B3, estou de fato adquirindo um pedaço do poder decisório sobre essa empresa?

Publicidade

Ou será que estou simplesmente apostando no bom desempenho de um ativo que é controlado por um grupo restrito – ou seja, estou “torcendo” para as decisões dos principais acionistas me tragam benefícios, mas não disponho de ferramentas para influenciar no processo?

Dadas as características particulares do mercado brasileiro, a realidade muitas vezes condiz com essa segunda hipótese. Várias companhias listadas na Bolsa são controladas por famílias, por grupos empresariais ou pelo Estado. Isso influencia desde a forma como as empresas distribuem dividendos até a postura de seus gestores em relação a fusões, aquisições e estratégias de crescimento.

Uma boa dose de descentralização seria bem-vinda no mercado brasileiro de capitais. Dispersão acionária tende a criar um ambiente mais dinâmico, mais competitivo e – por que não? – mais justo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Acionistas
  • Ações
  • B3
  • Bolsa de valores
  • Empresas
  • mercado
  • Mercado de capitais

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje fecha em leve alta com tensão no Oriente Médio e disparada do petróleo; dólar cai ao menor valor em 2 anos

  • 2

    Inflação projetada para 2026 sobe e influencia Tesouro Direto; entenda o impacto dos juros mais altos sobre os títulos públicos

  • 3

    Cresce a compra e a venda de ativos problemáticos no País: maioria busca retorno mínimo de 20%, diz EY

  • 4

    Petróleo hoje dispara e fecha acima de 5% com tensão no Oriente Médio e pressiona cenário global

  • 5

    Bolsa cara ou barata? Onde encontrar dividendos de até 13%

Publicidade

Quer ler as Colunas de Einar Rivero em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: alunos podem movimentar a Poupança Social Digital pelo Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: alunos podem movimentar a Poupança Social Digital pelo Caixa Tem?
Imagem principal sobre o Carteira do Idoso: 2 benefícios que pessoas com 60 anos ou mais conseguem com o documento
Logo E-Investidor
Carteira do Idoso: 2 benefícios que pessoas com 60 anos ou mais conseguem com o documento
Imagem principal sobre o Gás do Povo: é possível consultar se o vale de recarga está disponível pelo Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Gás do Povo: é possível consultar se o vale de recarga está disponível pelo Caixa Tem?
Imagem principal sobre o Microaposentadoria: 5 dicas para você planejar pausas curtas, sem comprometer o orçamento
Logo E-Investidor
Microaposentadoria: 5 dicas para você planejar pausas curtas, sem comprometer o orçamento
Imagem principal sobre o Idosos têm quantos anos para renegociar suas dívidas e salvar as finanças? Veja o prazo
Logo E-Investidor
Idosos têm quantos anos para renegociar suas dívidas e salvar as finanças? Veja o prazo
Imagem principal sobre o Idosos conseguem renegociar dívidas de cartão de crédito, mas como isso deve ser feito?
Logo E-Investidor
Idosos conseguem renegociar dívidas de cartão de crédito, mas como isso deve ser feito?
Imagem principal sobre o Carteira do Idoso: saiba como emitir o documento e conseguir 50% de desconto em passagens de ônibus
Logo E-Investidor
Carteira do Idoso: saiba como emitir o documento e conseguir 50% de desconto em passagens de ônibus
Imagem principal sobre o Starlink residencial: quanto custa o plano família e o que vem no pacote?
Logo E-Investidor
Starlink residencial: quanto custa o plano família e o que vem no pacote?
Últimas: Colunas
Quanto custa ir ao Rock in Rio Lisboa – e como o preço se compara ao Brasil
Quanto custa?
Quanto custa ir ao Rock in Rio Lisboa – e como o preço se compara ao Brasil

Ingressos partem de €89 em Portugal, enquanto edição brasileira chega a R$ 870; veja os detalhes

21/04/2026 | 17h50 | Por Quanto custa?
O banco dos aposentados que paga acima da média e quer atrair o investidor de dividendos
Katherine Rivas
O banco dos aposentados que paga acima da média e quer atrair o investidor de dividendos

Banco focado em aposentados combina dividendos acima da média com nova frente de crescimento no consignado privado

21/04/2026 | 06h30 | Por Katherine Rivas
Vale do Silício: por que o novo ativo de 2026 não é a IA
Ana Paula Hornos
Vale do Silício: por que o novo ativo de 2026 não é a IA

O cansaço mental virou um risco para o seu patrimônio, assim como a "sustentabilidade humana" se tornou a estratégia de elite para evitar decisões impulsivas

18/04/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos
De agência a motor de crescimento: a comunicação como verdadeiro ativo de negócio
Carol Paiffer
De agência a motor de crescimento: a comunicação como verdadeiro ativo de negócio

Comunicação estratégica ganha status de alavanca de valor e passa a influenciar crescimento, reputação e valuation das empresas

17/04/2026 | 15h13 | Por Carol Paiffer

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador