• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Termômetro dos investimentos revela uma preocupante tendência na Bolsa

Fator crucial para a situação vem do nível elevado da Selic, que influencia diretamente o custo do crédito. Entenda

Por Einar Rivero

29/05/2024 | 7:47 Atualização: 29/05/2024 | 7:47

Receba esta Coluna no seu e-mail
Chão de fábrica. (Imagem: unai em Adobe Stock)
Chão de fábrica. (Imagem: unai em Adobe Stock)

O indicador Capex/Depreciação é uma métrica essencial para avaliar o vigor dos investimentos das empresas não-financeiras listadas na Bolsa brasileira, a B3. Ele representa a proporção entre investimentos (Capex) e a desvalorização (ou depreciação) dos bens de capital (imóveis e maquinário, por exemplo) que determinada organização já possui, o que nos dá uma visão clara de sua disposição para reinvestir em ativos produtivos.

Leia mais:
  • Riscos e oportunidades no mercado de aluguel de ações. Veja as mais caras
  • Valorização da Latam surpreende, mas há desafios para o setor
  • Um olhar mais profundo sobre a alta do dólar e o Ibovespa
Cotações
19/04/2026 11h33 (delay 15min)
Câmbio
19/04/2026 11h33 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A análise desse indicador ao longo dos últimos quatro anos revela uma preocupante tendência de queda nos investimentos, com uma volta a patamares observados em meados de 2021, quando o mercado ainda sofria com o efeito negativo da pandemia.

A mediana do Capex/Depreciação das empresas não-financeiras alcançou seu pico mais recente em março de 2022, com 162,17%. O ambiente econômico era relativamente favorável naquele período, impulsionado pela confiança dos empresários no processo de recuperação pós-pandemia. Desde então, observamos um declínio constante na mediana do Capex/Depreciação, marcando 112,88% em março de 2024.

Imagem mostra gráfico da mediana do indicador Capex/Depreciação.
(Crédito: Einar Rivero/Elos Ayta Consultoria)

A importância do Capex/Depreciação

O Capex/Depreciação indica expansão e modernização dos ativos das empresas. Níveis de investimento maiores que os de depreciação significam que os empresários estão ampliando sua capacidade produtiva, apostando em novas tecnologias e renovando equipamentos. Trata-se de um comportamento típico de quando há confiança na economia e expectativa de crescimento.

Publicidade

Um Capex/Depreciação em queda, por outro lado, sugere que o mercado está cauteloso. Em contextos de incerteza econômica, com alta da inflação, das taxas de juros e da volatilidade do mercado, as empresas tendem a ser mais conservadoras, priorizando a proteção do caixa e a redução de riscos.

Por que a mediana é relevante?

A escolha da mediana como medida estatística é particularmente relevante quando se analisa um conjunto grande e diversificado de empresas, caso das não-financeiras listadas na B3. A mediana está menos suscetível a distorções causadas por valores extremos, proporcionando uma visão mais precisa e representativa do comportamento central da amostra. Em outras palavras, ela nos oferece um retrato fiel das tendências de investimento da maioria das empresas, sem ser influenciada por algumas poucas empresas com investimentos excepcionalmente altos ou baixos.

Explicações para a queda recente do Capex/Depreciação

A atual trajetória descendente do Capex/Depreciação pode ser atribuída a diversos fatores, a começar pelo ambiente macroeconômico desafiador, marcado por políticas monetárias restritivas e por incertezas políticas que afetam diretamente o apetite por investimentos.

Um fator crucial que contribui para essa queda é o nível elevado da Selic, que influencia diretamente o custo do crédito. Quando a taxa básica de juros é alta, o custo de financiamento para as empresas aumenta, desencorajando os investimentos. Nesse contexto, os gestores tendem a cortar ou adiar gastos significativos em Capex, focando em otimizar operações e preservar dinheiro em caixa.

Isso explica em grande parte a retração nos planos de expansão das empresas, o que pode ter consequências significativas para o crescimento econômico a longo prazo. Pouco investimento em capital resulta em menor capacidade de inovação e competitividade.

Perspectivas Futuras

Para reverter essa tendência, o País precisa de um ambiente econômico mais estável e previsível, no qual as empresas sintam confiança para voltar a investir. Políticas econômicas indutoras, juntamente com a recuperação da confiança empresarial, serão fundamentais para impulsionar essa necessária recuperação do Capex/Depreciação. A redução da taxa Selic é uma ferramenta poderosa para atingirmos esse objetivo, diminuindo o custo de financiamento e incentivando investimentos.

O declínio do Capex/Depreciação na B3 reflete, em suma, um momento de cautela e incerteza entre as empresas não-financeiras e reverter essa tendência é fundamental para que o País tenha crescimento sustentável no longo prazo. Empresas e investidores precisam estar atentos a esses movimentos, pois eles fornecem pistas valiosas sobre o clima econômico geral.

Pontos fora da curva

Toda regra tem suas exceções. Em meio a um cenário econômico de incerteza e de elevação das taxas de juros, há setores da economia brasileira que demonstram resiliência notável, mantendo níveis de investimento acima da depreciação de seus ativos.

Publicidade

Esses 14 setores conseguiram manter a mediana do indicador Capex/Depreciação acima de 100% em março de 2024, isto é, eles continuam apostando na expansão e modernização de seus ativos produtivos. Falamos aqui de áreas cruciais, como energia elétrica, comércio e distribuição, água e saneamento, siderurgia e metalurgia ou material de transporte.

Como quase sempre é o caso, os dados financeiros permitem conclusões diversas – e não necessariamente excludentes. No caso do índice Capex/Depreciação, há claros motivos para preocupação e o Brasil precisa reverter a atual tendência negativa para garantir uma economia mais moderna e produtiva no futuro. No entanto, mesmo em meio às dificuldades, há setores que mantém níveis satisfatórios de investimento, sinais de otimismo e confiança que os investidores não podem ignorar.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • B3
  • b3sa3
  • Brasil
  • depreciações
  • Economia
  • Empresas
  • Inflação
  • Investimentos
  • mercado
  • Mercado financeiro
  • Taxa de juros

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Cenário é positivo para dividendos da Petrobras, apesar do vaivém do petróleo

  • 2

    Por que a Petrobras (PETR4) impulsiona e trava o Ibovespa rumo aos 200 mil pontos

  • 3

    Irã reabre Ormuz e petróleo tomba ao menor nível em um mês

  • 4

    Ibovespa hoje destoa de NY e fecha em queda com tombo do petróleo e pressão da Petrobras; dólar recua abaixo de R$ 5

  • 5

    Veja quem tem direito ao maior dividendo em 15 meses do FII logístico do BTG

Publicidade

Quer ler as Colunas de Einar Rivero em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: veja como consultar o extrato do INSS do segurado falecido
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: veja como consultar o extrato do INSS do segurado falecido
Imagem principal sobre o 4 gratuidades e descontos que idosos com mais de 60 anos têm direito
Logo E-Investidor
4 gratuidades e descontos que idosos com mais de 60 anos têm direito
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: passo a passo para pais autorizarem filhos a movimentar a conta pelo Caixa Tem
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: passo a passo para pais autorizarem filhos a movimentar a conta pelo Caixa Tem
Imagem principal sobre o 13º salário antecipado do INSS: estes idosos não têm direito ao valor em 2026
Logo E-Investidor
13º salário antecipado do INSS: estes idosos não têm direito ao valor em 2026
Imagem principal sobre o Idosos com dívidas de empréstimos podem renegociar atrasos, mas em uma situação específica
Logo E-Investidor
Idosos com dívidas de empréstimos podem renegociar atrasos, mas em uma situação específica
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: passo a passo para mães autorizarem filhos a movimentar o dinheiro pelo Caixa Tem
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: passo a passo para mães autorizarem filhos a movimentar o dinheiro pelo Caixa Tem
Imagem principal sobre o Gás do Povo: passo a passo para encontrar um ponto de revenda no app Meu Social
Logo E-Investidor
Gás do Povo: passo a passo para encontrar um ponto de revenda no app Meu Social
Imagem principal sobre o 13º salário antecipado do INSS: veja o período de pagamento no estado de SP em 2026
Logo E-Investidor
13º salário antecipado do INSS: veja o período de pagamento no estado de SP em 2026
Últimas: Colunas
Vale do Silício: por que o novo ativo de 2026 não é a IA
Ana Paula Hornos
Vale do Silício: por que o novo ativo de 2026 não é a IA

O cansaço mental virou um risco para o seu patrimônio, assim como a "sustentabilidade humana" se tornou a estratégia de elite para evitar decisões impulsivas

18/04/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos
De agência a motor de crescimento: a comunicação como verdadeiro ativo de negócio
Carol Paiffer
De agência a motor de crescimento: a comunicação como verdadeiro ativo de negócio

Comunicação estratégica ganha status de alavanca de valor e passa a influenciar crescimento, reputação e valuation das empresas

17/04/2026 | 15h13 | Por Carol Paiffer
Se o governo não fosse o maior sócio das empresas, seria possível dobrar a remuneração dos colaboradores?
Fabrizio Gueratto
Se o governo não fosse o maior sócio das empresas, seria possível dobrar a remuneração dos colaboradores?

Empresas brasileiras gastam mais de 1.500 horas por ano apenas para cumprir obrigações tributárias. É tempo que não gera receita, não melhora produto, não atende cliente

16/04/2026 | 14h53 | Por Fabrizio Gueratto
Dívida das empresas brasileiras bate R$ 2,1 trilhões e expõe um novo risco
Einar Rivero
Dívida das empresas brasileiras bate R$ 2,1 trilhões e expõe um novo risco

Mesmo com melhora na estrutura financeira, empresas listadas na B3 veem encolher o “colchão” entre geração de caixa e juros, o menor em quase uma década

15/04/2026 | 14h41 | Por Einar Rivero

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador