• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Como a lealdade familiar pode prejudicar financeiramente os jovens

Sentimento de dívida pode sobrecarregar aqueles que quebram com o ciclo de pobreza familiar

Por Evandro Mello

23/07/2022 | 7:00 Atualização: 22/07/2022 | 14:03

Receba esta Coluna no seu e-mail
Sentimento de lealdade à família pode impedir ascensão profissional e financeira dos mais jovens. Foto: Envato Elements
Sentimento de lealdade à família pode impedir ascensão profissional e financeira dos mais jovens. Foto: Envato Elements

Romper com um padrão familiar, ousar sonhar e criar um caminho para atingir seus objetivos são viradas de chave capazes de mudar o mundo.

Leia mais:
  • Você já fez um raio-X da sua vida financeira?
  • As ferramentas para ajudar os jovens a saírem do comodismo financeiro
  • Como a tecnologia e a ciência influenciam as decisões financeiras
Cotações
24/01/2026 8h26 (delay 15min)
Câmbio
24/01/2026 8h26 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Mas se por um lado existe o trabalho duro e a satisfação pessoal por trás de cada pessoa que alcançou patamares inimagináveis para o seu contexto familiar, por outro isso gera uma carga de responsabilidade e cobrança capazes de colocar tudo a perder.

Pode reparar que em toda entrevista de garoto pobre que se destacou no futebol ou na música a resposta para a pergunta “qual o seu maior sonho?” tende a ser “ajudar a minha família”.

Publicidade

Nas aulas da Multiplicando Sonhos, esse padrão se repete. A maioria dos jovens sonha em poder dar uma vida melhor à sua família e se sente responsável por isso à medida em que tem acesso à informação e ao ensino superior. É o caso do Cauê Henrique de Souza, 20 anos, que foi aluno da MS na Escola Estadual Dom Pedro I, no extremo leste de São Paulo, em 2019.

Cauê, que cresceu na periferia, hoje estuda Medicina graças a uma bolsa de estudos que conseguiu por meio do Prouni, programa federal que oferece bolsas em universidades particulares do Brasil.

Para ele, isso só foi possível por conta do incentivo e apoio dos seus pais, avós e tios.

“Depois que eu me formar, quero ajudar meus pais por meio do meu trabalho. Considero isso um sonho e um gesto de agradecimento e retribuição por tudo o que fizeram por mim”, diz Cauê. “Minha família não tinha condições de pagar os melhores colégios de São Paulo, mas sempre me apoiaram e correram atrás, junto comigo, de oportunidades. Foi assim que consegui bolsas de estudos em colégios, cursinhos pré-vestibular e agora na faculdade”.

Lealdade familiar

Segundo Valéria Maria Meirelles, doutora em psicologia clínica com ênfase em psicologia do dinheiro e membro do Conselho Científico da Multiplicando Sonhos, esse sentimento de “dívida” com a família acontece por conta da teoria das lealdades familiares, que diz que tendemos a nos sentir responsáveis, ligados e dependentes do nosso núcleo familiar.

Publicidade

“Quando um jovem de família pobre tem muito sucesso, há um imaginário de que ele é obrigado a cuidar de todos daquele sistema familiar que não tiveram o mesmo sucesso. E isso pode gerar uma série de problemas”, explica Valéria.

Jovens que se sentem responsáveis pela família desde cedo tendem a desenvolver um estado de autocobrança muito grande. Sentem-se pressionados a terem uma alta performance o tempo inteiro e podem acabar passando dos próprios limites em relação aos estudos e trabalho, o que gera situações de adoecimento psíquico e pode levar inclusive a um burnout.

Não quer dizer que ajudar a família não seja algo positivo ou até mesmo nobre. Não há problema nenhum em colaborar para o bem-estar de quem está perto de você, em determinado ponto da sua vida, passa a ter uma condição financeira e/ou uma posição social que te permitam fazê-lo.

O problema é quando isso está atrelado a uma ideia de obrigação ou passa a prejudicar a pessoa de alguma forma.

Publicidade

“É preciso autoconhecimento e entendimento sobre essas relações familiares. O jovem deve entender que o seu sucesso é, claro, uma consequência do esforço dos pais, mas também do seu próprio esforço, de forma que ele consiga se apropriar das próprias competências”, diz Valéria. “Em alguns casos, é necessário também colocar limites para que o jovem não acabe carregando a família – não só os pais, mas também irmãos, sobrinhos, tios etc. – nas costas”.

Tirando o peso dos ombros

É obrigação dos pais e do Estado oferecer a todos os jovens condições dignas de vida e acesso a oportunidades. Esta deveria ser uma regra se vivêssemos em um mundo justo. Como não vivemos, tendemos a supervalorizar coisas básicas, como o apoio e inventivo dos pais para que estudemos até o ensino superior.

Entender que você não só pode como merece ter uma vida bem-sucedida é tão fundamental quanto sonhar. O amor, apoio e carinho da sua família deve ser retribuído na mesma moeda: com amor, apoio e carinho, sem cobranças.

Não é culpa sua que outras pessoas da sua família não tiveram as mesmas oportunidades que você. Ajude-os como puder. Muitas vezes, mais do que ajuda financeira, o seu familiar precisa de alguém que acredite nele tanto quanto acreditaram em você.

Por fim, ao Cauê, meu ex-aluno e agora professor voluntário da Multiplicando Sonhos, relembro o que ele mencionou como seu objetivo profissional:

Publicidade

“Tenho como objetivo profissional me tornar um médico bem capacitado e especializado no que desejo a fim de realizar um trabalho diferenciado, apoiado grandes nomes da área da Medicina, contribuindo e agregando conhecimentos novos. A parte financeira, acredito que vem como consequência do bom trabalho que irei realizar”.

Certamente, ao realizar esses objetivos, seus pais, tios e avós já se sentiram realizados.

Assim como o Cauê está rompendo com o padrão familiar, sonhando e criando o seu próprio caminho para atingir seus objetivos, sonho em encontrar muitos “Cauês” nas escolas da vida, que sejam capazes também de virar a chave e mudar o mundo!

Colaboração: Giovanna Castro e Andréa Tavares

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Comportamento
  • Conteúdo E-Investidor
  • dinheiro
  • Finanças

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Bancos e corretoras travam disputa por R$ 41 bi do FGC: veja as ofertas agressivas para clientes ressarcidos por CDBs do Master

  • 2

    Will Bank liquidado e site fora do ar: devo pagar a fatura em aberto do banco?

  • 3

    FGC do Banco Master desencadeia corrida bilionária entre XP e BTG por realocação de CDBs

  • 4

    O risco de investir em CDBs após Master e Will Bank: o que a taxa de retorno esconde sobre liquidez e emissor do ativo

  • 5

    Ibovespa hoje bate recorde de fechamento pelo 3º dia seguido e encerra acima de 175 mil pontos

Publicidade

Quer ler as Colunas de Evandro Mello em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Como o valor do IPTU em São Paulo é calculado?
Logo E-Investidor
Como o valor do IPTU em São Paulo é calculado?
Imagem principal sobre o Foi demitido em 2026? Entenda como fica o saque-aniversário do FGTS
Logo E-Investidor
Foi demitido em 2026? Entenda como fica o saque-aniversário do FGTS
Imagem principal sobre o Gás do Povo: o que é e como consultar a migração para a modalidade gratuita
Logo E-Investidor
Gás do Povo: o que é e como consultar a migração para a modalidade gratuita
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (23)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (23)?
Imagem principal sobre o 5 situações em que o saldo retido do FGTS pode ser liberado
Logo E-Investidor
5 situações em que o saldo retido do FGTS pode ser liberado
Imagem principal sobre o 4 formas para solicitar a aposentadoria para servidores públicos
Logo E-Investidor
4 formas para solicitar a aposentadoria para servidores públicos
Imagem principal sobre o Como fica a aposentadoria para professores que são servidores públicos federais em 2026?
Logo E-Investidor
Como fica a aposentadoria para professores que são servidores públicos federais em 2026?
Imagem principal sobre o Aposentadoria de professores: como receber o primeiro pagamento do INSS?
Logo E-Investidor
Aposentadoria de professores: como receber o primeiro pagamento do INSS?
Últimas: Colunas
Por que estamos cada vez mais vulneráveis ao golpe do amor
Ana Paula Hornos
Por que estamos cada vez mais vulneráveis ao golpe do amor

Talvez a pergunta mais honesta hoje não seja como identificar um golpista, mas porque estamos mais vulneráveis a ele

24/01/2026 | 07h14 | Por Ana Paula Hornos
Quando educação encontra cultura, o aprendizado ganha vida
Carol Paiffer
Quando educação encontra cultura, o aprendizado ganha vida

Empresas podem contribuir no processo de transformação pessoal e tornar o conhecimento parte da vida

23/01/2026 | 14h19 | Por Carol Paiffer
Guardem dinheiro: em breve, o brasileiro vai precisar se aposentar com 75 anos
Fabrizio Gueratto
Guardem dinheiro: em breve, o brasileiro vai precisar se aposentar com 75 anos

Previdência Social já consome mais de 12,3% do PIB e deve ultrapassar a barreira de R$ 1 trilhão anuais

22/01/2026 | 15h23 | Por Fabrizio Gueratto
Empresas da B3 voltam a valer R$ 5 trilhões e reacendem o debate sobre um novo ciclo no mercado brasileiro
Einar Rivero
Empresas da B3 voltam a valer R$ 5 trilhões e reacendem o debate sobre um novo ciclo no mercado brasileiro

Alta histórica do Ibovespa reflete reprecificação de ativos, fluxo estrangeiro e uma mudança gradual na percepção de risco sobre o Brasil

22/01/2026 | 11h00 | Por Einar Rivero

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador