• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Como a lealdade familiar pode prejudicar financeiramente os jovens

Sentimento de dívida pode sobrecarregar aqueles que quebram com o ciclo de pobreza familiar

Por Evandro Mello

23/07/2022 | 7:00 Atualização: 22/07/2022 | 14:03

Receba esta Coluna no seu e-mail
Sentimento de lealdade à família pode impedir ascensão profissional e financeira dos mais jovens. Foto: Envato Elements
Sentimento de lealdade à família pode impedir ascensão profissional e financeira dos mais jovens. Foto: Envato Elements

Romper com um padrão familiar, ousar sonhar e criar um caminho para atingir seus objetivos são viradas de chave capazes de mudar o mundo.

Leia mais:
  • Você já fez um raio-X da sua vida financeira?
  • As ferramentas para ajudar os jovens a saírem do comodismo financeiro
  • Como a tecnologia e a ciência influenciam as decisões financeiras
Cotações
14/04/2026 20h40 (delay 15min)
Câmbio
14/04/2026 20h40 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Mas se por um lado existe o trabalho duro e a satisfação pessoal por trás de cada pessoa que alcançou patamares inimagináveis para o seu contexto familiar, por outro isso gera uma carga de responsabilidade e cobrança capazes de colocar tudo a perder.

Pode reparar que em toda entrevista de garoto pobre que se destacou no futebol ou na música a resposta para a pergunta “qual o seu maior sonho?” tende a ser “ajudar a minha família”.

Publicidade

Nas aulas da Multiplicando Sonhos, esse padrão se repete. A maioria dos jovens sonha em poder dar uma vida melhor à sua família e se sente responsável por isso à medida em que tem acesso à informação e ao ensino superior. É o caso do Cauê Henrique de Souza, 20 anos, que foi aluno da MS na Escola Estadual Dom Pedro I, no extremo leste de São Paulo, em 2019.

Cauê, que cresceu na periferia, hoje estuda Medicina graças a uma bolsa de estudos que conseguiu por meio do Prouni, programa federal que oferece bolsas em universidades particulares do Brasil.

Para ele, isso só foi possível por conta do incentivo e apoio dos seus pais, avós e tios.

“Depois que eu me formar, quero ajudar meus pais por meio do meu trabalho. Considero isso um sonho e um gesto de agradecimento e retribuição por tudo o que fizeram por mim”, diz Cauê. “Minha família não tinha condições de pagar os melhores colégios de São Paulo, mas sempre me apoiaram e correram atrás, junto comigo, de oportunidades. Foi assim que consegui bolsas de estudos em colégios, cursinhos pré-vestibular e agora na faculdade”.

Lealdade familiar

Segundo Valéria Maria Meirelles, doutora em psicologia clínica com ênfase em psicologia do dinheiro e membro do Conselho Científico da Multiplicando Sonhos, esse sentimento de “dívida” com a família acontece por conta da teoria das lealdades familiares, que diz que tendemos a nos sentir responsáveis, ligados e dependentes do nosso núcleo familiar.

Publicidade

“Quando um jovem de família pobre tem muito sucesso, há um imaginário de que ele é obrigado a cuidar de todos daquele sistema familiar que não tiveram o mesmo sucesso. E isso pode gerar uma série de problemas”, explica Valéria.

Jovens que se sentem responsáveis pela família desde cedo tendem a desenvolver um estado de autocobrança muito grande. Sentem-se pressionados a terem uma alta performance o tempo inteiro e podem acabar passando dos próprios limites em relação aos estudos e trabalho, o que gera situações de adoecimento psíquico e pode levar inclusive a um burnout.

Não quer dizer que ajudar a família não seja algo positivo ou até mesmo nobre. Não há problema nenhum em colaborar para o bem-estar de quem está perto de você, em determinado ponto da sua vida, passa a ter uma condição financeira e/ou uma posição social que te permitam fazê-lo.

O problema é quando isso está atrelado a uma ideia de obrigação ou passa a prejudicar a pessoa de alguma forma.

Publicidade

“É preciso autoconhecimento e entendimento sobre essas relações familiares. O jovem deve entender que o seu sucesso é, claro, uma consequência do esforço dos pais, mas também do seu próprio esforço, de forma que ele consiga se apropriar das próprias competências”, diz Valéria. “Em alguns casos, é necessário também colocar limites para que o jovem não acabe carregando a família – não só os pais, mas também irmãos, sobrinhos, tios etc. – nas costas”.

Tirando o peso dos ombros

É obrigação dos pais e do Estado oferecer a todos os jovens condições dignas de vida e acesso a oportunidades. Esta deveria ser uma regra se vivêssemos em um mundo justo. Como não vivemos, tendemos a supervalorizar coisas básicas, como o apoio e inventivo dos pais para que estudemos até o ensino superior.

Entender que você não só pode como merece ter uma vida bem-sucedida é tão fundamental quanto sonhar. O amor, apoio e carinho da sua família deve ser retribuído na mesma moeda: com amor, apoio e carinho, sem cobranças.

Não é culpa sua que outras pessoas da sua família não tiveram as mesmas oportunidades que você. Ajude-os como puder. Muitas vezes, mais do que ajuda financeira, o seu familiar precisa de alguém que acredite nele tanto quanto acreditaram em você.

Por fim, ao Cauê, meu ex-aluno e agora professor voluntário da Multiplicando Sonhos, relembro o que ele mencionou como seu objetivo profissional:

Publicidade

“Tenho como objetivo profissional me tornar um médico bem capacitado e especializado no que desejo a fim de realizar um trabalho diferenciado, apoiado grandes nomes da área da Medicina, contribuindo e agregando conhecimentos novos. A parte financeira, acredito que vem como consequência do bom trabalho que irei realizar”.

Certamente, ao realizar esses objetivos, seus pais, tios e avós já se sentiram realizados.

Assim como o Cauê está rompendo com o padrão familiar, sonhando e criando o seu próprio caminho para atingir seus objetivos, sonho em encontrar muitos “Cauês” nas escolas da vida, que sejam capazes também de virar a chave e mudar o mundo!

Colaboração: Giovanna Castro e Andréa Tavares

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Comportamento
  • Conteúdo E-Investidor
  • dinheiro
  • Finanças

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Sem IOF, cartões com criptos avançam no Brasil e prometem taxa de câmbio menor

  • 2

    Resgates de crédito privado somam R$ 12,3 bi em 3 semanas — e acendem alerta no mercado

  • 3

    Ibovespa bate novo recorde com falas de Trump, dólar abaixo de R$ 5 e petróleo perto de US$ 100

  • 4

    Ibovespa bate 18º recorde do ano e se aproxima dos 200 mil pontos

  • 5

    Dólar abaixo de R$ 5, menor nível desde 2024: é hora de comprar? Veja como aproveitar

Publicidade

Quer ler as Colunas de Evandro Mello em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Logo E-Investidor
FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Imagem principal sobre o 8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Logo E-Investidor
8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Imagem principal sobre o Starlink mini para viagem: o que está incluso para quem viaja?
Logo E-Investidor
Starlink mini para viagem: o que está incluso para quem viaja?
Imagem principal sobre o Starlink mini para viagem: quanto custa o plano ilimitado?
Logo E-Investidor
Starlink mini para viagem: quanto custa o plano ilimitado?
Imagem principal sobre o FGTS: veja como cadastrar uma conta bancária para receber o benefício
Logo E-Investidor
FGTS: veja como cadastrar uma conta bancária para receber o benefício
Imagem principal sobre o Gás do Povo: passo a passo para consultar a situação do vale pelo celular
Logo E-Investidor
Gás do Povo: passo a passo para consultar a situação do vale pelo celular
Imagem principal sobre o Feriados no Rio de Janeiro: veja os dias e se podem emendar em 2026
Logo E-Investidor
Feriados no Rio de Janeiro: veja os dias e se podem emendar em 2026
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 4 informações novas na pré-preenchida que facilitam a declaração
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 4 informações novas na pré-preenchida que facilitam a declaração
Últimas: Colunas
Bets travestidas de previsões invadiram o mercado financeiro
Vitor Miziara
Bets travestidas de previsões invadiram o mercado financeiro

Popular no exterior, o mercado de revisões começa a ganhar espaço no Brasil, mas levanta preocupações sobre o risco de estimular apostas disfarçadas de investimentos

14/04/2026 | 14h18 | Por Vitor Miziara
Estrangeiro compra Bolsa; brasileiro foge para a renda fixa — o que explica essa divisão
Marco Saravalle
Estrangeiro compra Bolsa; brasileiro foge para a renda fixa — o que explica essa divisão

Juros elevados travam o capital doméstico, enquanto estrangeiros usam o Brasil como proteção em meio ao choque global de commodities

13/04/2026 | 14h43 | Por Marco Saravalle
Autocuratela: quem decide quando você não pode mais decidir?
Samir Choaib
Autocuratela: quem decide quando você não pode mais decidir?

O caso envolvendo herdeira das Casas Pernambucanas reacende um ponto ignorado por famílias ricas: quem decide quando você não pode mais decidir?

11/04/2026 | 06h00 | Por Samir Choaib
Entre mísseis e commodities: Brasil resiste — mas não está imune ao mundo fragmentado
Eduardo Mira
Entre mísseis e commodities: Brasil resiste — mas não está imune ao mundo fragmentado

Choque geopolítico mexe com petróleo, inflação e juros, enquanto o país se beneficia de commodities e diferencial de taxas — mas segue exposto aos efeitos indiretos da crise

10/04/2026 | 14h50 | Por Eduardo Mira

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador