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O que os criptoativos ensinam

Diretor no Mercado Bitcoin desde 2018, Tota tem 23 anos de experiência no mercado financeiro. Agora no universo dos criptoativos, ele une o seu forte background em tecnologia e profundo conhecimento de produtos financeiros para desmistificar o mercado de ativos digitais.

Escreve mensalmente, às sextas-feiras

Fabricio Tota

Muito além do Metaverso de Mark Zuckerberg

Em outubro, a palavra “metaverso” bateu a expressão “vacina covid-19” no Google Trends

Mark Zuckerberg, criador do Facebook, que mudou o nome para Meta. (Foto: Meta/Divulgação)
  • A decisão de Mark Zuckerberg de mudar o nome da sua empresa para Meta abriu uma corrida com outras empresas pelo metaverso
  • Embora Zuckerberg tenha ajudado a difundir o termo, assim como Elon Musk fez com o bitcoin no primeiro semestre, o conceito de metaverso já vem sendo explorado pelo mundo cripto

O mundo vive uma grande pandemia há quase dois anos. Com ela, mergulhamos na internet em busca de termos como lockdown, teste, máscara e vacinas. Passamos dois anos debruçados entre números, medidas, a esperança de uma vacina ou de um remédio.

Apesar dessa grande preocupação, em outubro, a palavra “metaverso” bateu a expressão “vacina covid-19” no Google Trends, por exemplo. Será que as pessoas estão mais preocupadas com o mundo digital do que com o real?

Isso tem uma explicação simples. Foi em outubro que a empresa controladora do Facebook, do WhatsApp e do Instagram passou a se chamar Meta em alusão ao metaverso, ambiente – ou ambientes – onde as pessoas podem interagir entre si de forma digital. Além de as buscas no Google terem explodido, a decisão de Mark Zuckerberg de mudar o nome da sua empresa para Meta abriu uma corrida com outras empresas pelo metaverso.

Embora Zuckerberg tenha ajudado a difundir o termo, assim como Elon Musk fez com o bitcoin no primeiro semestre, o conceito de metaverso já vem sendo explorado pelo mundo cripto há um certo tempo e muitas pessoas têm buscado aplicações práticas para explorar essa ideia no futuro próximo – ou até mesmo no presente.

Para explicar melhor o que é esse tal metaverso, vamos voltar um pouco no tempo, para os primórdios da internet comercial, nos anos 1990. Naquela época, usávamos o termo ciberespaço para descrever a internet, que era mais um conceito do que propriamente algo prático, como a explosão do comércio on-line, notícias em tempo real, enciclopédia digital etc.

Hoje não se usa mais ciberespaço. Outras expressões correntes daquela época também caíram em desuso, como “entrar na internet”. Quem é que entra na internet hoje em dia? A gente simplesmente está na internet o tempo todo: no celular, no relógio, no computador, nos dispositivos móveis, no carro.

Ou seja, ainda não tínhamos noção do que a internet se transformaria. Dá para dizer que o metaverso hoje é mais ou menos o que era a internet lá atrás: um grande conceito. Para muitos, a visão corrente é de que cada empresa criará o seu próprio metaverso. Assim, vários deles poderão coexistir ao longo do tempo. Seria uma competição parecida com a que houve ao longo da história da internet.

No entanto, na equação do metaverso uma variável pode fazer com que tudo seja diferente: os criptoativos. Esse é o ponto-chave sobre como nossa vida digital já está mudando. Mais especificamente, dentro dos criptoativos, existe algo chamado NFT, os tokens não fungíveis: um ativo digital, único, propriedades de cada um de nós e que só são possíveis por causa da blockchain. Essa é a tecnologia que permite dizer que o ativo é seu – e só seu – nas suas carteiras digitais.

Outra questão importante é a ideia da descentralização, tão fundamental no universo cripto. As pessoas não querem ficar presas a uma empresa, a um ambiente só. Querem transitar de um ambiente para o outro, carregando sua vida digital nas costas. As pessoas querem ser de fato donas de seus próprios ativos – digitais – e agora isso é possível.

Um empreendedor americano, Shaan Puri – criador do Bebo, que foi comprado pelo Twitch – tem uma descrição bastante interessante do metaverso: é o momento em que a vida digital é mais valiosa do que a vida não digital. Para ele, o Metaverso é um movimento mais antigo do que a gente imagina, que vem acontecendo gradualmente há 20 anos.

Hoje sequer faz sentido falar sobre o que é real e o que é virtual. Particularmente prefiro digital e não-digital: você é aquilo que faz nas redes sociais, nos aplicativos de comunicação, você vive nesses ambientes. E daqui para frente, você viverá nesses ambientes com seus itens digitais também, que são muito mais comuns do que há cinco anos. Imagine como será daqui a cinco ou dez anos.

Esses itens digitais irão funcionar para diversas outras atividades que também existem no nosso mundo não digital. Dentro de um metaverso, por exemplo, você vai querer usar artigos de marcas conhecidas. Você vai querer que a sua representação, ou quem você é dentro de um determinado metaverso, represente um estilo ou mostre alguns signos dentro desses ambientes.

Esqueça sobre um Second Life melhorado. Não é isso. Metaverso é mais uma revolução enorme que a nossa geração, felizmente, vivenciará.

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