• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Regulação cripto no Brasil: avanços e desafios após a consulta pública do BC

A consulta do Bacen foi bastante abrangente, mas alguns tópicos chamam atenção

Por Fabricio Tota

02/02/2024 | 11:56 Atualização: 02/02/2024 | 11:56

Receba esta Coluna no seu e-mail
Criptoativos (Foto: Envato)
Criptoativos (Foto: Envato)

A recente consulta pública conduzida pelo Banco Central do Brasil é mais um marco crucial na regulação de criptoativos no País. Essa abertura para ouvir o mercado reflete um passo essencial na direção de um ecossistema cripto mais seguro e definitivamente regulado, posicionando o Brasil à frente de diversas outras jurisdições mundo afora.

Leia mais:
  • Há um céu de brigadeiro no mundo cripto?
  • Caso Binance: entre a culpa e o caos, uma lição de ética para o mercado cripto
  • Um ano da queda da FTX: o que aprendemos desde então?
Cotações
17/02/2026 12h17 (delay 15min)
Câmbio
17/02/2026 12h17 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Consultas públicas representam uma prática democrática vital, permitindo que reguladores coletem feedbacks diversificados antes de finalizar as regulamentações. Isso não apenas garante que diversas perspectivas sejam consideradas, mas também aumenta a transparência e a aceitação das políticas propostas.

Exemplos internacionais, como a consulta da União Europeia sobre a regulação de criptoativos (MiCA), evidenciam como esses processos podem ajudar a moldar um quadro regulatório equilibrado, refletindo as necessidades de todos os stakeholders e promovendo um ambiente de inovação responsável.

Publicidade

A consulta do Bacen foi bastante abrangente. No total, foram 240 manifestações, tanto de indivíduos quanto de participantes do mercado, associações e instituições financeiras. O regulador propôs 38 questões, que abordaram tópicos que iam desde gestão de riscos e governança até listagem de ativos e pagamentos transfronteiriços.

Contudo, alguns tópicos me chamaram mais a atenção. São temas que impactarão frontalmente o modo como o setor cripto deve evoluir em nosso País e são objeto de discussões acaloradas em foros especializados.

A principal delas, e talvez mais polêmica, é quanto à chamada segregação patrimonial. Esse regime significa tratar separadamente os ativos digitais dos clientes daqueles que pertencem à exchange, ao prestador de serviços. Portanto, a empresa não pode usar os ativos dos clientes para seus exclusivos interesses, como para cumprir suas próprias obrigações.

Essa segregação tem impactos legais, contábeis e até mesmo técnicos na gestão da plataforma de negociações. Diferentemente de um banco, que utiliza os recursos depositados pelos correntistas para conduzir suas atividades, em especial a concessão de crédito, uma exchange tem como uma de suas funções a guarda dos criptoativos de seus clientes, sendo certo que não poderia dispor desses ativos para quaisquer atividades.

Publicidade

Ainda que tudo isso pareça bastante evidente e caiba pouca ou nenhuma discussão sobre o tema, algumas vozes dissonantes surgem nesse debate. Alguns players ditos globais argumentam que, por conta da natureza global do universo cripto, tal segregação poderia ser mais complexa do que parece à primeira vista.

Ora, em diversas indústrias temos players globais: finanças, tecnologia, indústrias em geral. Contudo, esses mercados se adequam, em cada jurisdição, à regulação aplicável.

Na indústria farmacêutica, por exemplo, algumas drogas são liberadas em alguns países enquanto são proibidas ou restritas em outros. Isso não faz com que empresas globais do setor deixem de atuar por conta desse tipo de restrição. Da mesma forma, no mercado cripto esse tipo de argumento não prospera.

Ainda no tema das exchanges que se intitulam internacionais ou globais, a presença e a operação dessas empresas no Brasil lançam um desafio significativo para os reguladores: a chamada arbitragem regulatória. Essas companhias, operando em múltiplas jurisdições, podem explorar lacunas regulatórias, representando um risco tanto para a estabilidade do mercado quanto para a proteção do consumidor. Ou, alguns podem dizer, fragmentado.

Publicidade

Tal fragmentação permite com que a formação de preço e a livre escolha pelo cliente da plataforma que mais lhe agrada sejam fatores inerentes e desejáveis do mercado. A consulta pública busca formas de mitigar os riscos de que haja qualquer tipo de abuso por parte de qualquer participante, promovendo um campo de atuação equitativo. É sobre a criação de regras claras e nivelamento do campo de jogo.

Outro fator notável foi a atração de players tradicionais do mercado financeiro, que demonstraram seu interesse respondendo à consulta. Esse interesse sublinha a crescente relevância dos criptoativos como classe de investimento e o reconhecimento de seu potencial disruptivo. Bancos, infraestruturas de mercado e também associações, tais como Anbima e Ancord, se manifestaram, evidenciando que o mercado financeiro brasileiro quer reforçar a sua atuação no mundo cripto.

A única ressalva que faço é quanto algumas das práticas sugeridas: soluções velhas e datadas para problemas nossos tendem a não funcionar. Ainda que não possamos usar a tecnologia inovadora como subterfúgio para uma regulação omissa, soluções com excessiva centralização e utilização de arquiteturas que funcionam somente porque foram criadas há quase 100 anos e não foram questionadas definitivamente não são a melhor saída para os desafios propostos pelo universo cripto.

A primeira fase da consulta pública representa apenas o começo de um diálogo necessário e contínuo entre o Bacen, as empresas de criptoativos e o setor financeiro tradicional. O sucesso dessa regulamentação dependerá da capacidade de equilibrar segurança, inovação e inclusão financeira, pavimentando o caminho para o futuro do dinheiro digital no Brasil.

Publicidade

Felizmente, temos um regulador que não somente é interessado, mas também muito capacitado para compreender o tamanho do desafio, como já tem sido demonstrado pelo seu pioneirismo no cenário global com o desenvolvimento do Drex, a nossa moeda digital do Banco Central.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Banco Central
  • Conteúdo E-Investidor
  • criptoativos
  • mercado

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Do samba ao pregão: 5 filmes e 1 série sobre mercado financeiro para maratonar no feriado prolongado

  • 2

    Queremos cobrar menos por assinatura e aproximar o investidor, diz CEO da Empiricus

  • 3

    Investidor do Shark Tank que usa IA para tudo diz que a inteligência artificial pode criar o 1º trilionário antes de Elon Musk

  • 4

    Folia sem ficar no vermelho: especialistas ajudam a gastar menos e se planejar para a vida pós carnaval

  • 5

    Do glitter ao hotel: ficou mais caro curtir o carnaval este ano?

Publicidade

Quer ler as Colunas de Fabricio Tota em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Saque FGTS: veja 3 documentos necessários para o trabalhador avulso
Logo E-Investidor
Saque FGTS: veja 3 documentos necessários para o trabalhador avulso
Imagem principal sobre o Imposto de Renda MEI: onde consultar o recibo após a entrega da DASN?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda MEI: onde consultar o recibo após a entrega da DASN?
Imagem principal sobre o IPVA 2026 Bahia: como efetuar o pagamento?
Logo E-Investidor
IPVA 2026 Bahia: como efetuar o pagamento?
Imagem principal sobre o IPVA 2026 Bahia: veja o calendário de vencimento das parcelas
Logo E-Investidor
IPVA 2026 Bahia: veja o calendário de vencimento das parcelas
Imagem principal sobre o Imposto de Renda MEI: como fazer a declaração de 2026?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda MEI: como fazer a declaração de 2026?
Imagem principal sobre o Tele Sena de Carnaval 2026: campanha premiará até R$ 4,7 milhões
Logo E-Investidor
Tele Sena de Carnaval 2026: campanha premiará até R$ 4,7 milhões
Imagem principal sobre o Bolsa Família: o que é o Benefício Primeira Infância (BPI)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: o que é o Benefício Primeira Infância (BPI)?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: o que é o Benefício Extraordinário de Transição (BET)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: o que é o Benefício Extraordinário de Transição (BET)?
Últimas: Colunas
O paradoxo de 2026: investidor estrangeiro toma risco, local busca proteção e a curva longa fecha
Marco Saravalle
O paradoxo de 2026: investidor estrangeiro toma risco, local busca proteção e a curva longa fecha

Enquanto o investidor local mantém postura defensiva e privilegia o CDI, o capital estrangeiro entra com força na B3, apostando no fechamento da curva de juros e na compressão dos prêmios de risco no Brasil

16/02/2026 | 11h00 | Por Marco Saravalle
Imposto sobre grandes fortunas: a tributação que o mundo abandonou e que o Brasil insiste em ressuscitar
Samir Choaib
Imposto sobre grandes fortunas: a tributação que o mundo abandonou e que o Brasil insiste em ressuscitar

O Projeto de Lei Complementar 5/2026 reacende o debate sobre taxar grandes fortunas e evidencia a escolha política de ampliar a arrecadação em vez de controlar despesas públicas

14/02/2026 | 06h30 | Por Samir Choaib
O Brasil corre risco de quebrar em 2027?
Eduardo Mira
O Brasil corre risco de quebrar em 2027?

Com dívida perto de 85% do PIB, déficit nominal ao redor de 8% e juros reais acima de 6%, País enfrenta riscos; entenda

13/02/2026 | 14h36 | Por Eduardo Mira
Quatro gigantes, R$ 216 bilhões e um ano fora da curva: o que os dividendos dos bancos ensinam ao investidor
Einar Rivero
Quatro gigantes, R$ 216 bilhões e um ano fora da curva: o que os dividendos dos bancos ensinam ao investidor

Os quatro bancos desembolsaram R$ 78,6 bilhões apenas em 2025, o equivalente a 36,3% de tudo o que foi pago em cinco anos

12/02/2026 | 16h09 | Por Einar Rivero

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador