• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Dissecando um hack: o que o ataque à Bybit, maior roubo da História, mostra aos investidores

O ataque nos lembra que segurança não é apenas tecnologia, o que traz lições para o mercado

Por Fabrício Tota

28/02/2025 | 19:38 Atualização: 28/02/2025 | 21:06

Receba esta Coluna no seu e-mail
As criptomoedas são investimentos considerados de alto risco (Foto: Adobe Stock)
As criptomoedas são investimentos considerados de alto risco (Foto: Adobe Stock)

Na última semana, o mercado de criptomoedas foi palco de um evento histórico – mas, infelizmente, pelos piores motivos. A Bybit, uma das maiores exchanges (corretoras de criptomoedas) do mundo, sofreu um ataque hacker que resultou na perda de US$ 1,4 bilhão, tornando-se não apenas o maior roubo da história das criptomoedas, mas possivelmente o maior roubo da História.

Leia mais:
  • Ataques hackers: empresas ainda mostram vulnerabilidades
  • 10 tendências que moldarão o mercado de criptomoedas em 2025
  • Vale ou Banco do Brasil: quem engordou mais o bolso dos investidores na última década?
Cotações
27/03/2026 15h29 (delay 15min)
Câmbio
27/03/2026 15h29 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O ataque à Bybit foi atribuído ao Lazarus Group, um grupo de hackers ligado ao regime da Coreia do Norte e conhecido por explorar vulnerabilidades no setor cripto e também no setor bancário para financiar atividades ilegais do país, como o desenvolvimento do programa nuclear por lá.

Para se ter dimensão da magnitude desse roubo, vale uma comparação com grandes assaltos da história.

  • O assalto ao Trem Pagador, de 1963, na Inglaterra, considerado um dos mais icônicos da história, envolveu um roubo de 2,6 milhões de libras – que, corrigidos para valores atuais, dariam cerca de US$ 60 milhões.
  • O maior assalto a banco da história do Brasil ocorreu em 2011, em plena Avenida Paulista, quando criminosos invadiram uma agência do Itaú e levaram bens avaliados em aproximadamente R$ 500 milhões na época. Atualizado para os valores de hoje, esse montante ultrapassaria R$ 1 bilhão.

O ataque à Bybit foi mais de cinco vezes maior que o maior assalto bancário já registrado no Brasil.

Mas como hackers conseguem acesso a tanto dinheiro assim?

Essa é a pergunta que muitos especialistas ainda tentam responder. Investigações sugerem que, além de explorar vulnerabilidades técnicas, grupos como o Lazarus Group empregam estratégias sofisticadas – inclusive o infame supply chain attack.

Publicidade

Nessa abordagem, os hackers infiltram seus agentes em empresas ou em seus fornecedores, comprometendo sistemas de segurança antes mesmo de atingir a organização principal. Em outras palavras, ao atacar a cadeia de suprimentos, o grupo consegue acessar dados e sistemas críticos por meio de uma brecha que pode estar no elo mais vulnerável da rede de parceiros.

Para entender o impacto desse tipo de ataque no universo cripto, é importante lembrar como os criptoativos são armazenados. Uma transação é autorizada por meio da combinação de uma chave pública – amplamente conhecida – e uma chave privada, que deve ser guardada com rigor absoluto.,

Corretoras de cripto precisam realizar transações online de forma imediata, semelhante a um Pix, o que as obriga a manter as chaves privadas em dispositivos conectados aos seus sistemas. Se essa chave for comprometida – por exemplo, por meio de um ataque à cadeia de fornecedores – o atacante pode ter acesso irrestrito aos fundos.

Felizmente, existe uma estratégia de mitigação: as corretoras não armazenam 100% dos ativos em um único ambiente vulnerável. Em vez disso, elas distribuem os recursos entre diferentes tipos de carteiras – as hot, warm e cold wallets –, equilibrando a necessidade de agilidade nas transações com a segurança máxima dos fundos.

Camadas de Segurança: a estratégia Hot-Warm-Cold

Exchanges e grandes detentores de criptomoedas utilizam um modelo que define três camadas de armazenamento, cada uma com um nível diferente de acessibilidade e proteção. São as hot, warm e cold wallets. Que podemos traduzir como carteiras quentes, mornas e frias, respectivamente.

Publicidade

A melhor forma de entender essa estrutura é compará-la ao funcionamento do dinheiro físico, cash, em uma loja:

  • Hot Wallet (Caixa da loja) – É o dinheiro que fica no caixa, pronto para ser usado no dia a dia. No caso de uma exchange, são as carteiras conectadas à internet, utilizadas para processar retiradas e depósitos instantaneamente. São rápidas e acessíveis, mas também as mais vulneráveis a ataques, já que estão expostas o tempo todo. Somente uma parte pequena dos fundos fica nessa carteira.
  • Warm Wallet (Cofre na loja) – Representa um meio-termo entre segurança e conveniência. Pense em um cofre nos fundos da loja: o dinheiro não está imediatamente disponível no caixa, mas pode ser acessado quando necessário. Não está disponível para o atendente do caixa, mas, para o gerente, sim. No mundo cripto, warm wallets são usadas para transferências que podem ser necessárias para alimentar a hot wallet, com alguma complexidade para serem realizadas, mas algo relativamente acessível para ser usado quando necessário. Uma parte um pouco maior que o que está na hot fica na warm wallet.
  • Cold Wallet (Cofre em outra localização ultra-segura) – Aqui estamos falando do dinheiro que não fica na loja, mas sim guardado em um cofre altamente seguro em outro local. Cold wallets são armazenadas offline, sem conexão com a internet, totalmente protegidas contra ataques cibernéticos. Seu acesso é altamente restrito e exige múltiplas autorizações e processos rigorosos para qualquer movimentação. Se uma exchange precisa acessar sua cold wallet com frequência, algo está errado no modelo operacional.

Esse sistema existe para balancear segurança e liquidez. O grosso dos fundos deve estar armazenado a frio, é a parte mais sensível da estratégia de armazenamento de criptoativos. E é exatamente por isso que o hack da Bybit levanta tantas dúvidas – pois os hackers conseguiram acessar diretamente os fundos da cold wallet.

No entanto, há indícios de que os hackers conseguiram enganar de alguma forma as pessoas que autorizam essas movimentações. Isso levanta uma grande questão: uma movimentação na cold wallet não deveria ser um processo excepcional, altamente controlado e auditado? Supostamente não deveria ser simplesmente autorizado por meio de uma interface nos dispositivos dos executivos da companhia.

O impacto do ataque e a reação da Bybit

Após o ataque, a Bybit tomou uma decisão difícil, mas acertada: não bloqueou saques e rapidamente comunicou o ocorrido ao mercado. Em crises como essa, a transparência pode evitar um colapso ainda maior.

No entanto, os números falam por si: mais de 35% dos ativos da plataforma foram retirados por clientes nas 48 horas seguintes ao hack, somando o valor roubado e os saques preventivos de clientes assustados.

Isso demonstra um ponto crítico: a confiança é o maior ativo de uma exchange. Quando um evento dessa magnitude ocorre, não é só o prejuízo direto que conta – a fuga de clientes e a perda de credibilidade podem ser fatais para o negócio.

Publicidade

Apesar do choque inicial quando a notícia veio à tona, o mercado não sofreu um colapso de preços após o hack. Essa reação indica que os investidores já aprenderam que o valor dos ativos transcende as eventuais vulnerabilidades dos intermediários.

Os criptoativos, por serem essenciais e amplamente distribuídos, demonstraram resiliência, reforçando que, mesmo em situações como essa, o sistema se sustenta e os preços não se deterioram. Existe uma clara distinção entre ativos e intermediários.

A diferença entre bancos e exchanges – e o mito do “banco quebrado”

Muitas pessoas acreditam que, se um grande número de clientes tentar sacar seus fundos ao mesmo tempo, nenhuma exchange suportaria. Esse é um mito – e a raiz dessa confusão está na diferença entre bancos e corretoras de criptomoedas.

  • Bancos operam com reserva fracionária e criam dinheiro no processo: Quando um banco recebe um depósito de R$ 100, ele não mantém esse valor integralmente disponível. Uma parte mínima é mantida como reserva obrigatória, enquanto o restante é usado para alavancar os empréstimos concedidos pela instituição financeira. Esse dinheiro emprestado volta ao sistema bancário como novos depósitos, permitindo que o banco conceda ainda mais crédito. Esse ciclo expande a oferta monetária — ou seja, os bancos efetivamente criam dinheiro ao multiplicar depósitos por meio do crédito. Se todos os clientes tentassem sacar seus depósitos ao mesmo tempo, o banco não teria liquidez suficiente, pois grande parte desse dinheiro está rodando no sistema financeiro.
  • Exchanges não são bancos – ou pelo menos, não deveriam ser: Exchanges operam – ou deveriam operar – sob o princípio de segregação patrimonial. Se um cliente deposita R$ 100 em uma exchange, esse dinheiro deve estar 100% disponível para saque a qualquer momento. Se uma exchange não consegue lidar com saques em massa, isso é um péssimo sinal – pode significar problemas de liquidez ou, pior, que a empresa estava operando de maneira semelhante a um banco, sem a devida transparência. Exceção feita ao operacional imposto pela estratégia de hot, warm e cold wallets: em uma eventual corrida, aí sim a exchange pode ser ver obrigada a recorrer à sua carteira fria para fazer frente aos pedidos de saque.

Esse tema está no centro da regulação em discussão no Brasil. A segregação patrimonial – isto é, a garantia de que os fundos dos clientes estão completamente separados dos ativos da empresa – precisa ser uma exigência clara para corretoras que operam no país.

Exchanges com investidores institucionais são mais seguras?

Nem todas as exchanges são iguais – e há uma diferença fundamental entre aquelas que têm grandes investidores institucionais e aquelas que cresceram sem passar pelo mesmo nível de escrutínio.

Exchanges como Coinbase, Kraken e Mercado Bitcoin passaram por auditorias rigorosas antes de receberem aportes bilionários de investidores institucionais. Investidores desse calibre não colocam dinheiro em uma empresa sem antes exigir padrões elevados de segurança, compliance e governança. O nível de escrutínio nessas rodadas de investimento é profundo, envolvendo consultorias e auditorias especializadas que analisam cada detalhe dos processos internos, incluindo as sofisticadas estratégias de custódia de criptoativos descritas acima.

Em contrapartida, diversas exchanges globais de grande porte cresceram sem captar grandes rodadas de investimento, sem a mesma pressão por transparência e sem o mesmo nível de auditoria. Algumas dessas empresas podem até adotar boas práticas de segurança, mas a ausência de um crivo institucional aumenta os riscos para o cliente.

O que esse caso ensina para investidores?

O ataque à Bybit nos lembra que segurança não é apenas tecnologia – é também processo, governança e gestão de risco. Algumas lições para qualquer investidor:

  • Para volumes maiores, avalie soluções mais robustas – combinar auto custódia com custódia em exchanges confiáveis pode trazer mais segurança e flexibilidade.
  • Verifique a jurisdição da exchange – está registrada em um país com regulação forte e acessível ou em uma jurisdição obscura? Em caso de problemas, é nesse local que você precisará buscar seus direitos.
  • Em um nível mais profundo, entenda minimamente a governança da exchange – quem são os investidores? A empresa passa por auditorias externas? Adota segregação patrimonial para proteger os ativos dos clientes?

O maior hack da história das criptomoedas não deve ser apenas mais uma manchete impactante – é um alerta que exige reflexão. Nem todas as empresas do setor são iguais, e mesmo aquelas com volumes gigantescos podem esconder fragilidades nas entrelinhas. Reguladores, empresas e investidores precisam olhar para segurança com a seriedade que o tema exige. O que ainda falta ser revelado sobre esse caso? Certamente mais do que sabemos agora.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • cibercrime
  • cripto
  • Segurança

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Contribuintes reclamam de erros na declaração pré-preenchida do IR 2026; saiba como revisar os dados

  • 2

    O mês do petróleo: como a alta de quase 40% da commodity pode criar efeito cascata no mercado

  • 3

    Veja como montar uma “carteira de guerra” para proteger seus investimentos

  • 4

    Dividendos acima da Selic: 16 ações superam os 14,75%, mas nem todas inspiram confiança; veja simulações de renda passiva

  • 5

    Conheça Bill Ackman, o bilionário “pão duro” que economiza em tudo apesar de estar com o bolso cheio

Publicidade

Quer ler as Colunas de Fabrício Tota em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Aposentados e pensionistas do INSS: qual final do benefício recebe hoje (27)?
Logo E-Investidor
Aposentados e pensionistas do INSS: qual final do benefício recebe hoje (27)?
Imagem principal sobre o Benefício de Prestação Continuada: qual final do benefício recebe hoje (27)?
Logo E-Investidor
Benefício de Prestação Continuada: qual final do benefício recebe hoje (27)?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como contribuintes com Parkinson podem solicitar a isenção?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como contribuintes com Parkinson podem solicitar a isenção?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual NIS recebe hoje (27)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual NIS recebe hoje (27)?
Imagem principal sobre o Vai se aposentar? Veja como pedir o saque do seu FGTS
Logo E-Investidor
Vai se aposentar? Veja como pedir o saque do seu FGTS
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: contribuintes com Parkinson têm direito à isenção? Entenda
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: contribuintes com Parkinson têm direito à isenção? Entenda
Imagem principal sobre o Aposentados e pensionistas do INSS: qual final do benefício recebe hoje (26)?
Logo E-Investidor
Aposentados e pensionistas do INSS: qual final do benefício recebe hoje (26)?
Imagem principal sobre o Benefício de Prestação Continuada: qual final do benefício recebe hoje (26)?
Logo E-Investidor
Benefício de Prestação Continuada: qual final do benefício recebe hoje (26)?
Últimas: Colunas
Nem tanto ao céu, nem tanto à terra: o que o governo Trump realmente entregou para o Bitcoin
Fabrício Tota
Nem tanto ao céu, nem tanto à terra: o que o governo Trump realmente entregou para o Bitcoin

Entre expectativa e realidade, Trump impulsionou o Bitcoin, mas o caminho veio com ruído, custo e volatilidade

27/03/2026 | 14h22 | Por Fabrício Tota
EUA não são o destino — são a porta de entrada para investir no mundo
William Castro
EUA não são o destino — são a porta de entrada para investir no mundo

Mercado americano funciona como hub global e amplia acesso a ativos, moedas e estratégias

26/03/2026 | 17h52 | Por William Castro
OPINIÃO. Alguém é obrigado a trabalhar na escala 6x1?
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO. Alguém é obrigado a trabalhar na escala 6x1?

Você já parou para pensar quem realmente vai arcar com isso? Os números parecem administráveis, mas na prática não existe alívio para quem terá de pagar a conta

26/03/2026 | 15h48 | Por Fabrizio Gueratto
Ormuz expõe fragilidade do Brasil: guerra no Irã vai além do petróleo e ameaça fertilizantes, agro e juros
Thiago de Aragão
Ormuz expõe fragilidade do Brasil: guerra no Irã vai além do petróleo e ameaça fertilizantes, agro e juros

Dependência de insumos do Golfo, pressão sobre o agro e dilema da Petrobras ampliam risco inflacionário e travam decisões do Banco Central

25/03/2026 | 16h18 | Por Thiago de Aragão

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador