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Investimento não é cassino

Fabrizio Gueratto é especialista em investimentos, com mais de 15 anos de experiência, além de ser o apresentador e financista do Canal de YouTube 1Bilhão Educação Financeira, com mais de 300 mil inscritos e 12 milhões de visualizações em pouco mais de 1 ano de trabalho. Atualmente, com 36 anos de idade, Fabrizio é palestrante e autor do livro “De Endividado a Bilionário”.

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Fabrizio Gueratto

O que esperar das ações da Oi após BTG Pactual comprar InfraCo

Com a venda do último ativo, Oi se aproxima de concluir a fase de recuperação judicial

Logo da Oi
Logo da Oi. Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Em leilão realizado na última quarta-feira (7), a Oi (OIBR3 e OIBR4) acertou a venda do último de seus grandes ativos. A InfraCo agora pertence ao BTG Pactual (BPAC11), único a fazer uma oferta pela empresa de fibra óptica. Por R$ 12,9 bilhões, o BTG se tornou dono de 57,9% da empresa, já a Oi, ficará como sócia minoritária, com 42,1% da companhia.

As negociações com o BTG Pactual, que aconteciam de forma exclusiva, já vinham desde fevereiro. Com a conclusão do acordo, a Oi ruma para o fim da fase de recuperação judicial iniciada em 2016.

A venda ainda precisa ser aprovada pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), mas as chances dos órgãos vetarem a venda é baixa, já que não demanda tanta complexidade quanto outros processos.

O que acontece com a Oi (OIBR3 e OIBR4) agora?

Encerrada a venda de ativos, sob o comando do CEO Rodrigo Abreu, o início da segunda fase de recuperação deve começar pela transformação da companhia de telefonia em uma empresa totalmente focada em fibra óptica, a fim de ganhar o mercado de banda larga fixa, no qual se vê uma possibilidade alta de crescimento.

A transição de setor passa pela venda da Oi móvel para as rivais TIM (TIM3), Vivo (VIVT3) e Claro. Atualmente o serviço que conta com mais de 30 milhões de assinantes, também precisará passar pelos órgãos reguladores. E, diferente da InfraCo, no caso do serviço de telefonia, o próprio CADE já informou que usará o prazo determinado de até 330 dias, que terminaria ao fim deste ano, para aprovar ou não a transação.

Isso porque a análise para o serviço móvel é muito mais complexa e existe o risco de restrições. Inclusive os órgãos reguladores têm demonstrado bastante preocupação com o aumento da concentração de mercado e se o Brasil comporta apenas três operadoras de telefonia. Entretanto é bom lembrar que a Oi já não possuía mais força para bater de frente com suas rivais, então este motivo não preocupa tanto a empresa.

Apesar de tudo, Abreu está confiante na recuperação total da empresa, de acordo com ele, a estimativa é de mais de 15 milhões de assinantes do serviço de fibra da Oi ainda este ano, isso por conta da expansão feita pela empresa nos últimos meses que tem sido muito bem-sucedida.

Investidores da Oi (OIBR3 e OIBR4) devem se preocupar?

Parte do otimismo dos investidores se dá pela presença de Rodrigo Abreu e do executivo israelense, Amos Genish, fundador da GVT, e que no momento é a pessoa mais cotada para assumir a frente da nova InfraCo. Ambos já fizeram este tipo de negócio antes, e isto traz um track record de segurança.

A Copel Telecom, por exemplo, foi vendida por cerca de quinze vezes o EV/Ebitda (valor de mercado mais dívida líquida sobre geração de caixa da empresa), porém possui um crescimento inferior ao da InfraCo. Com um múltiplo desse, em dois anos, a InfraCo poderia estar valendo R$ 40 bilhões, muito acima do valor oferecido pelo BTG Pactual.

Por isso especialistas dizem que existe um movimento de valorização na Oi, Outro fator determinante se dá também pelo fato da empresa possuir a maior infraestrutura de fibra óptica do país.

Leia mais sobre a venda da InfraCo e assista ao vídeo exclusivo sobre o as ações da Oi (OIBR3 e OIBR4):

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