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Colunista

A cada seis apostadores esportivos, há um investidor da Bolsa. Por que isso preocupa?

Discrepância destaca a necessidade de melhorar a educação financeira e promover investimentos mais seguros

Por Fabrizio Gueratto

02/05/2024 | 16:01 Atualização: 02/05/2024 | 16:10

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Foto: Envato Elements
Foto: Envato Elements

Nesta semana, a Anbima revelou dados surpreendentes: 22 milhões de brasileiros fazem apostas esportivas. Na minha visão, tais plataformas são, na prática, cassinos on-line.

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Em um país como o Brasil, conhecido por sua cultura de ganância e busca por dinheiro rápido, esses números levantam questões sobre a direção que estamos tomando.

O que é ainda mais surpreendente é a comparação desses números com os da B3 (B3SA3). Enquanto apenas 3,7 milhões de pessoas investem na bolsa de valores, 22 milhões de brasileiros optaram por fazer apostas esportivas.

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A proporção é chocante: para cada 6 apostadores on-line, há apenas 1 investidor de ações.

Essa discrepância destaca a necessidade urgente de melhorar a educação financeira e promover investimentos mais seguros e sustentáveis.

Por que tantos brasileiros estão dispostos a arriscar seu dinheiro em apostas, um empreendimento inerentemente incerto, em vez de investir na bolsa de valores, que apesar dos riscos é fundamentada em análises de mercado e tendências econômicas?

Uma explicação plausível para essa tendência pode ser a falta de conhecimento financeiro. Muitos brasileiros podem não compreender o funcionamento da bolsa de valores ou como investir nela.

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As apostas, por outro lado, são intuitivas e diretas, tornando-as mais acessíveis para a população em geral.

No entanto, é crucial destacar que, embora as apostas possam proporcionar ganhos imediatos, elas não oferecem a mesma segurança a longo prazo que os investimentos na bolsa de valores.

A bolsa de valores permite aos investidores construir um portfólio diversificado, o que pode ajudar a mitigar os riscos e potencialmente levar a retornos mais consistentes ao longo do tempo.

Para combater essa tendência preocupante, dou 5 dicas para melhorar o conhecimento financeiro:

  • Sugiro aos pais que eduquem financeiramente seus filhos desde cedo, incorporando-a no currículo escolar.
  • A internet é um mundo infinito de informações e cursos gratuitos. Vale ir em busca de informações para melhor conhecimento, sem deixar de checar a credibilidade das fontes.
  • Você pode iniciar essa prática de investimentos recorrendo a simulações, antes de investir dinheiro real. Ou inicias com quantias mínimas.
  • Eu sempre sou a favor da frase “ovos em cestas diferentes”. Faça a diversificação de investimentos para minimizar riscos.
  • A coisa mais importante é fazer um planejamento financeiro sólido e de longo prazo.

É imperativo intensificar a educação financeira no Brasil para incentivar mais pessoas a investir na bolsa de valores. Embora as apostas possam parecer atraentes devido à possibilidade de ganhos rápidos, elas não devem substituir os investimentos sólidos e bem pensados.

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A economia brasileira e seus cidadãos se beneficiarão a partir do momento em que tiverem informação de qualidade e todos forem financeiramente alfabetizados. Mas será que os governantes querem esse tipo de população?

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