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OPINIÃO. Metade do Brasil trabalha para sustentar os benefícios sociais da outra metade

Aumento de gastos públicos voltados à distribuição de dinheiro pode reduzir a capacidade de financiar setores produtivos, impactando a geração de empregos

Por Fabrizio Gueratto

09/04/2026 | 13:26 Atualização: 09/04/2026 | 13:26

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Realidade socioeconômica do país expõe desafios no emprego e os impactos das políticas de transferência de renda na economia. (Imagem: Hyejin Kang/Adobe Stock)
Realidade socioeconômica do país expõe desafios no emprego e os impactos das políticas de transferência de renda na economia. (Imagem: Hyejin Kang/Adobe Stock)

O Brasil real não é a Faria Lima. Não está nas capas de revistas nem nos perfis milionários das redes sociais. O Brasil real é a cidade no interior das regiões Norte e Nordeste que espera horas por um caminhão-pipa, onde famílias comemoram quando finalmente chega água, e crianças assistem às aulas em escolas improvisadas. É um país onde o social é uma necessidade, e Estado tem um papel fundamental neste amparo. Não tem cabimento falar para uma pessoa que mora em uma casa de chão de barro que ela precisa estudar inglês para se capacitar. Essas pessoas realmente precisam de um bolsa-família, por exemplo.

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Porém, esta é uma parcela do País. Em contrapartida, nunca na história teve tanta oportunidade de emprego. Em cada esquina tem um comércio precisando de gente para trabalhar. Enquanto metade da população corre atrás do próprio sustento, produz riqueza, paga impostos e mantém empresas funcionando, a outra metade depende de benefícios do governo.

Muitos desses programas vão além do necessário, transformando recursos que poderiam gerar investimento, emprego e crescimento em políticas populistas que atrasam o País. Quando alguém investe em um título, por exemplo, esse dinheiro financia a economia real. Uma LCI (Letras de Crédito Imobiliário) direciona recursos para a construção civil. Uma LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) financia o agronegócio. Até a poupança também cumpre esse papel para financiar a casa própria.

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Quando há menos recursos disponíveis para investimento, há menos capital circulando para sustentar o crescimento do país. Nesse cenário, o aumento de gastos públicos voltados à distribuição de dinheiro pode reduzir a capacidade de financiar setores produtivos, impactando a geração de empregos e reduzindo a oferta de pessoas que querem trabalhar. Quando damos o peixe todos os meses, as pessoas nem precisam aprender a pescar.

Pequenas empresas sofrem, serviços essenciais travam e preços sobem

Se você duvida, faça uma pesquisa de campo. Vá ao comércio da sua rua, pergunte ao dono do boteco da esquina se encontram pessoas dispostas a trabalhar. A resposta será quase sempre a mesma: turnos vazios, contratações que não se completam, sobrecarga para quem permanece na operação. Pequenas empresas sofrem, serviços essenciais travam e preços sobem. A conta do benefício não é abstrata: quem paga é quem está na linha de frente, trabalhando todo dia, correndo atrás do ganha pão e tentando manter o negócio vivo. Para quem adora criticar o empresário o que sugiro é que seja um empreendedor e veja na prática como é fácil.

Semana passada fui a um restaurante em São Paulo que não abriu no almoço porque não tinha gente para trabalhar. E quem depende do sistema social continua protegido, muitas vezes sem esforço algum, independente se a economia do País vai bem ou não. O dinheirinho dele está sempre garantido, às custas do trabalhador que acorda 4h da manhã para pegar o ônibus ou do empreendedor que paga um caminhão de impostos.

Um exemplo prático ajuda a ilustrar o debate. Em diferentes regiões do país, já foram registrados casos de trabalhadores informais ou de baixa renda que optaram por sair de empregos formais para manter o acesso a benefícios sociais, especialmente quando o valor recebido se aproxima ou supera a remuneração disponível no mercado local. Em um desses relatos, uma mulher, mãe de três filhos, decidiu pedir para ser demitida para garantir a continuidade do auxílio, diante da insegurança de renda e da dificuldade de conciliar trabalho com os custos de
cuidado dos filhos.

Esse tipo de comportamento cria preferência por dependência, reduz a disponibilidade de trabalhadores e gera efeito dominó: filas de contratação abertas por semanas, turnos não preenchidos, queda na produtividade. A microeconomia colide com a macroeconomia, e o impacto é sentido no bolso de todos.

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No fim, não há escapatória. O Brasil constrói uma engrenagem de desigualdade com seus próprios impostos e políticas sociais. Cada real gasto em excesso para quem não precisa efetivamente cria um déficit de oportunidades para quem produz. Cada dia que a dependência é incentivada sem contrapartida, a conta aumenta. E quem ainda não percebeu isso vai sentir no bolso: no preço do pão, na falta de mão de obra, na dificuldade de contratação, no atraso de produtos e serviços. O Brasil real, longe da Faria Lima, cobra caro de quem decide trabalhar e empreender.

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