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Colunista

China x Bitcoin: proibição no país não enfraquece a criptomoeda

A segunda maior potência econômica e bélica não está sendo capaz de acabar com a confiança no ativo

Por Fabrizio Gueratto

30/09/2021 | 7:57 Atualização: 30/09/2021 | 8:07

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China trava batalha contra o Bitcoin. Foto: Envato Elements
China trava batalha contra o Bitcoin. Foto: Envato Elements

Não é de hoje que há uma guerra entre a China e o Bitcoin (BTC). Também não é novidade nenhuma que, a cada nova sanção feita pelo país asiático, as criptomoedas sofrem uma grande queda.

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No entanto, ao mesmo tempo em que o país asiático derruba os valores do Bitcoin, ele fortalece o poder da criptomoeda. Vou explicar o porquê. A segunda maior potência econômica e bélica não está sendo capaz de acabar com a confiança no Bitcoin.

É como o boxeador Rocky Balboa, famoso personagem de Sylvester Stallone: apanha, apanha, mas continua de pé e ainda vence a luta. Tem muito mais resiliência e mostra muito mais força do que se não tivesse apanhado.

Proibição antiga

Se voltarmos no tempo, é possível notar que as proibições relacionadas ao Bitcoin vêm desde 2013, ano em que a China tomou as primeiras medidas contra o setor de criptoativos. Naquela época, o país proibiu suas instituições financeiras de lidarem com transações de BTC.

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Em 2017, o governo declarou que as ofertas iniciais de moedas digitais passariam a ser ilegais. Além disso, no mesmo ano, proibiu a atuação de corretoras de criptomoedas dentro da China e a troca de Bitcoin e outras criptos por papel moeda.

Mesmo com todos estes ataques do governo chinês, em abril deste ano, o Bitcoin chegou a marca de US$ 65 mil, a maior cotação já atingida pelo ativo.

As proibições em 2021

A China reiterou sua posição contrária aos serviços de moedas digitais e também proibiu qualquer atividade ligada à mineração do Bitcoin. Com isso, se instalou o caos no mercado devido a possibilidade de desligamento das máquinas chinesas.

Por volta do mês de maio, o país correspondia por 65% do hashrate de mineração do Bitcoin. Assim, as criptomoedas começaram a cair de maneira brusca. Inclusive, a moeda digital mais famosa do mundo atingiu o patamar abaixo de US$ 30 mil em apenas um mês.

Após a mineração se tornar ilegal, uma pequena parcela dos mineradores realmente desligaram suas máquinas. Porém, a maioria deles migrou para países como Uzbequistão, Paraguai e EUA. Até que chegamos no atual momento, onde todas as transações de criptoativos são totalmente proibidas na China.

Criptomoedas estáveis

Apesar da queda de quase 7% na cotação do Bitcoin, podemos considerar a baixa pouco significativa e que as criptomoedas estão estáveis. A principal razão para isso acontecer é a diminuição da taxa de mineração no mundo.

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A China, que detinha 65% da mineração, hoje possui 45%. Apesar do número parecer significativo, a relevância dele diminui por conta da expansão americana no setor de criptoativos. Os EUA dobraram sua capacidade de mineração, alcançando o patamar de 16% de contribuição para toda rede de mineração mundial.

A China isolada

Apesar de as proibições chinesas sempre afetarem fortemente o mercado de criptos, são movimentos momentâneos de susto. É muito raro que uma ação feita por ela desencadeie uma reação mundial como acontece quando EUA e União Europeia (UE) agem, por exemplo.

Economicamente, o mundo vive uma relação de amor e ódio com a China, pois nem a UE e os EUA morrem de amores pelo país asiático. No entanto, são muito dependentes dele. Tanto para produção, quanto para consumo.

Ou seja, independente das ações chinesas contra as moedas digitais, o mercado tem reagido de maneira muito positiva, fazendo com que os investidores aportem muito mais com essa queda nos preços.

Leia sobre as proibições da China aqui

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Veja o vídeo exclusivo sobre China x Bitcoin (BTC):

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