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OPINIÃO: É em casa que as crianças aprendem a se endividar

A cultura do endividamento começa dentro de casa, e a escola, sozinha, não vai conseguir reverter esse ciclo sem professores preparados, exemplos reais e mudanças profundas no comportamento das famílias

Por Fabrizio Gueratto

26/06/2025 | 15:06 Atualização: 26/06/2025 | 16:12

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A educação financeira deveria começar muito antes da primeira conta bancária. (Foto: Adobe Stock)
A educação financeira deveria começar muito antes da primeira conta bancária. (Foto: Adobe Stock)

A educação financeira já aparece nos currículos escolares e é, sem dúvida, um avanço. Mas achar que isso, por si só, vai resolver a crise de endividamento no Brasil é uma ilusão. Não adianta colocar o tema na grade se quem está ensinando não domina o conteúdo ou vive, na prática, o oposto do que prega em sala de aula. Temos professores bem-intencionados, mas muitos deles também enfrentam dificuldades com o próprio orçamento. Como ensinar a importância de poupar ou fugir do crédito rotativo se o educador está usando o cheque especial para chegar ao fim do mês? Educação financeira não pode ser teórica. Precisa vir de quem vive isso no dia a dia, com propriedade, coerência e exemplo. Eu mesmo não tive uma super educação financeira em casa.

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Esse abismo entre teoria e prática mina qualquer chance de mudança real. Dentro de casa, as crianças seguem aprendendo o que realmente influencia: o comportamento dos pais. Elas veem os adultos parcelando compras no cartão como se fosse algo automático, escutam diariamente frases como “não tenho dinheiro”, “tô endividado”, e crescem achando que isso é o normal. Que viver no limite faz parte da vida adulta.

Os números reforçam essa herança perigosa. Mais de 77% das famílias brasileiras estão endividadas. Quase 30% têm dívidas em atraso. E uma parcela cada vez maior da população jovem entra na vida adulta sem saber organizar o próprio orçamento. A consequência? Um ciclo de endividamento que se repete e se fortalece a cada geração.

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O Brasil não tem só um problema de dívida. Tem um problema de mentalidade. E mentalidade não se muda apenas com uma apostila de educação financeira. A transformação exige consistência, continuidade e, principalmente, coerência entre o que se ensina e o que se vive. É por isso que a formação dos professores precisa ser tratada como prioridade. Não adianta cobrar que eles ensinem algo que nunca aprenderam. Precisamos investir na preparação desses profissionais, com conteúdo técnico, apoio psicológico e até educação financeira voltada para eles próprios. O professor precisa estar bem para ensinar bem.

Ao mesmo tempo, é essencial trabalhar a conscientização dentro das famílias. A escola sozinha não consegue competir com anos de hábitos enraizados. É preciso abrir espaço para diálogo, criar campanhas públicas que levem o tema para dentro das casas e, principalmente, parar de normalizar o endividamento como estilo de vida. A criança aprende o tempo todo, não só na aula. Aprende com os pais, com os professores, com o que ouve no almoço de domingo ou na fila do supermercado. Se quisermos mudar a história financeira do país, essa mudança precisa começar cedo, e precisa ser vivida por todos à volta.

A boa notícia é que isso é possível. Já existem projetos bem-sucedidos em pequenas cidades que mostram que, quando a escola, a família e a comunidade caminham juntas, os resultados aparecem. Mas para isso, é preciso parar de fingir que o problema está resolvido só porque o tema entrou na grade escolar. Educação financeira não pode ser tratada como conteúdo complementar. Ela é um instrumento de transformação social. E, quando feita com seriedade, tem o poder de mudar não só o comportamento individual, mas o futuro de um país inteiro.

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