• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

OPINIÃO. Isenção no Imposto de Renda não é almoço grátis

Se não for devidamente analisada, a proposta de isenção do IR pode trazer graves consequências para economia

Por Fabrizio Gueratto

20/03/2025 | 15:34 Atualização: 21/03/2025 | 9:51

Receba esta Coluna no seu e-mail
Proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais é uma medida populista. (Foto: Adobe Stock)
Proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais é uma medida populista. (Foto: Adobe Stock)

Quando o governo apresenta uma medida que promete isentar milhões de brasileiros do Imposto de Renda 2025, é difícil não se empolgar. Afinal, quem não gostaria de ver um alívio no bolso, especialmente para as classes média e baixa, que muitas vezes se sentem sobrecarregadas por tributos?

Leia mais:
  • Como vai funcionar a taxação de dividendos para bancar isenção de IR até R$ 5 mil?
  • Quando vai passar a valer a Isenção do IR até 5 mil?
  • De volta a 2016: o que a Selic em 14,25% significa para o seu bolso e para o Brasil?
Cotações
01/05/2026 22h30 (delay 15min)
Câmbio
01/05/2026 22h30 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Porém, a proposta de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil mensais, apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é uma medida populista que esconde custos elevados para os cofres públicos, para a credibilidade fiscal do país e para as contas públicas. Afinal, se não for devidamente analisada, pode resultar em graves consequências para a economia.

O que muda com a isenção do Imposto de Renda?

A proposta é simples, mas impactante: para aqueles que ganham entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, haverá descontos progressivos, reduzindo o valor a ser pago. Em contrapartida, o governo pretende aumentar a tributação para quem ganha acima de R$ 50 mil mensais, com alíquotas progressivas que podem chegar a 10% para aqueles com rendimentos anuais acima de R$ 1,2 milhão.

A medida promete impactar principalmente os mais ricos, que, em muitos casos, pagam menos impostos devido a rendimentos provenientes de fontes isentas, como dividendos. Mas é importante lembrar aqui que essa medida em outros países levou apenas a uma fuga de capital.

  • Veja também: IR 2025 – Super-ricos se preparam para primeira declaração com nova taxação de lucros em paraíso fiscal

A primeira coisa que precisamos entender é que a medida de isenção do IR, se aprovada, beneficiará cerca de 10 milhões de pessoas, mas custará aos cofres públicos uma perda de arrecadação estimada em R$ 27 bilhões só em 2026. O governo, ao abrir mão dessa arrecadação, enfrenta um desafio: como compensar essa perda em um momento em que já enfrenta um déficit fiscal crescente? Afinal, a perda de arrecadação da classe média e baixa ainda precisa ser compensada.

Publicidade

Para mim, a resposta é clara: ao priorizar medidas populistas em ano eleitoral, o governo coloca em risco a recuperação fiscal e a estabilidade econômica do país. A economia brasileira já enfrenta desafios como inflação alta, baixo crescimento e juros elevados. A isenção do Imposto de Renda, sem um controle adequado dos gastos públicos, é uma estratégia arriscada. O aumento das despesas, com previsão de mais gastos para o ano seguinte, agrava ainda mais o cenário fiscal.

Impacto da isenção nos cofres públicos

Embora a medida populista possa agradar a alguns, ela gera um custo elevado para as contas públicas, colocando em risco a saúde financeira do país. Entretanto, o maior erro não está só na perda de receita, mas na falta de uma estratégia clara para lidar com o déficit crescente. Quando se perde uma quantia tão grande de dinheiro, a resposta deveria ser a contenção de gastos. Mas, em vez disso, o governo segue ampliando suas despesas, sem a preocupação de garantir que a conta seja fechada no final do mês. E isso, meus amigos, é uma bomba fiscal prestes a estourar.

Não podemos negar que a isenção do Imposto de Renda 2025 tem um apelo imediato. Mas, ao mesmo tempo, sabemos que o “almoço grátis” que ela promete não é sustentável a longo prazo. Essa “generosidade” tem um preço. Ao não cortar gastos e ao abrir mão de uma receita bilionária, o governo coloca em risco a estabilidade das contas públicas, a confiança dos investidores e das agências de classificação de risco, tornando o Brasil mais vulnerável a crises econômicas, o que pode resultar em um aumento do prêmio de risco-país, desvalorização da moeda e pressões inflacionárias adicionais.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Imposto de Renda 2025
  • Isenção do IR

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Dólar cai ao menor nível desde 2024, mas cenário é frágil; veja o que esperar para maio

  • 2

    Copom confirma Selic a 14,5%: onde investir com segurança agora

  • 3

    Ibovespa hoje tem 6ª queda seguida após Federal Reserve manter juros nos EUA; dólar sobe

  • 4

    Superquarta: mercado vê risco no recado dos bancos centrais; veja o pior cenário para o investidor

  • 5

    Ibovespa hoje sobe 1,39% com Vale (VALE3) em alta e dólar fecha no menor valor desde março de 2024

Publicidade

Quer ler as Colunas de Fabrizio Gueratto em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Gás do Povo: quem deseja ser beneficiário deve ter este limite de renda
Logo E-Investidor
Gás do Povo: quem deseja ser beneficiário deve ter este limite de renda
Imagem principal sobre o BTS: ainda tem ingressos para os shows no Brasil? Entenda se há entrada disponível
Logo E-Investidor
BTS: ainda tem ingressos para os shows no Brasil? Entenda se há entrada disponível
Imagem principal sobre o Álbum da Copa do Mundo 2026: veja quanto custam os modelos na pré-venda
Logo E-Investidor
Álbum da Copa do Mundo 2026: veja quanto custam os modelos na pré-venda
Imagem principal sobre o Restituição do IR 2026: por que idosos com 80 anos devem ficar atentos à ordem de prioridade?
Logo E-Investidor
Restituição do IR 2026: por que idosos com 80 anos devem ficar atentos à ordem de prioridade?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: os alunos conseguem solicitar o cartão do programa pelo Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: os alunos conseguem solicitar o cartão do programa pelo Caixa Tem?
Imagem principal sobre o IR 2026: este grupo de pessoas tem grandes chances de receber a restituição no 1º lote
Logo E-Investidor
IR 2026: este grupo de pessoas tem grandes chances de receber a restituição no 1º lote
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: é possível consultar se o dinheiro está rendendo pelo Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: é possível consultar se o dinheiro está rendendo pelo Caixa Tem?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: é possível retornar ao programa depois de cancelar o benefício?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: é possível retornar ao programa depois de cancelar o benefício?
Últimas: Colunas
O ano já está (quase) na metade. E agora?
Carol Paiffer
O ano já está (quase) na metade. E agora?

Com o ano avançando rapidamente, empresas ainda operam como se estivessem no início — e podem pagar caro por isso

01/05/2026 | 07h30 | Por Carol Paiffer
Por que só os FIDCs de primeira linha sobreviverão nos próximos 10 anos
Fabrizio Gueratto
Por que só os FIDCs de primeira linha sobreviverão nos próximos 10 anos

O avanço dos FIDCs para R$ 800 bilhões marca o fim do amadorismo e exige tecnologia para enfrentar a alta inadimplência

30/04/2026 | 14h34 | Por Fabrizio Gueratto
ETFs no Brasil: crescimento consistente e uma alternativa eficiente para o investidor
Einar Rivero
ETFs no Brasil: crescimento consistente e uma alternativa eficiente para o investidor

Patrimônio mais que dobra em dois anos, base de investidores avança e diversificação consolida ativo como peça cada vez mais relevante na carteira do brasileiro

29/04/2026 | 14h22 | Por Einar Rivero
Ibovespa sobe no ano com dinheiro de fora — mas o barato já ficou para trás?
Vitor Miziara
Ibovespa sobe no ano com dinheiro de fora — mas o barato já ficou para trás?

Fluxo estrangeiro explica a alta do ano, não os fundamentos. Com o valuation já acima da média, o investidor precisa recalcular o jogo

28/04/2026 | 17h45 | Por Vitor Miziara

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador