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Colunista

O impacto da geopolítica nos investimentos globais

A crescente agitação nos mercados faz com que investidores busquem orientação em meio a um cenário incerto

Por Karina Saade

21/05/2024 | 7:37 Atualização: 21/05/2024 | 7:37

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A geopolítica afeta os investimentos globais (Foto: Adobe Stock)
A geopolítica afeta os investimentos globais (Foto: Adobe Stock)

As últimas semanas e meses têm sido marcados por uma crescente agitação nos mercados globais, à medida que as tensões geopolíticas aumentam e os investidores buscam orientação em meio a um cenário incerto. Como sempre, é crucial entender os ventos de mudança que moldam as economias e os mercados financeiros em todo o mundo. Para isso, se faz necessário explorarmos os principais temas geopolíticos que estão influenciando o cenário global e delinearmos suas implicações para investidores atentos.

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Desde o término da Segunda Guerra Mundial, o mundo tem passado por três grandes eras geopolíticas: este conflito em si, a Guerra Fria e o período atual. Atualmente, nos encontramos em um cenário caracterizado pela fragmentação e pela diminuição da cooperação entre as grandes potências, o que implica diretamente em uma maior tensão e competição entre Rússia e China e o Oeste.

Há pouca colaboração entre eles, em quase qualquer pauta, e menos efetividade em instituições internacionais, resultando em um processo de desglobalização. Esse novo paradigma geopolítico é marcado pelos crescentes gastos com defesa em escala global, impactando negativamente a posição financeira de nações em todo o globo.

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Uma análise das principais questões geopolíticas em diferentes regiões revela uma paisagem repleta de desafios. Desde o conflito Israel-Palestina no Oriente Médio, que envolve em maior escala o Egito, o Irã e a Jordânia, passando pelo embate entre Ucrânia e Rússia na Europa e por fim as tensões entre EUA e China na Ásia. Apesar da magnitude da tragédia humana, os conflitos em Gaza e na Ucrânia permanecem razoavelmente contidos, sem impacto significativo nos mercados, mas a dinâmica entre os EUA e a China apresenta um risco de contágio significativo.

Claro que no caso de Israel-Palestina existe um foco nos recursos energéticos, e na Ucrânia na produção petroquímica e no gás. Os alimentos também são importantes já que, antes do conflito, o país era um grande polo de produção e distribuição para a Europa.

Além dos pontos anteriormente discutidos, é importante monitorar de perto as ameaças crescentes à cibersegurança e o risco de aumento do terrorismo global, todos os quais podem ter implicações profundas nos mercados financeiros.

Por sua vez, o relacionamento da América Latina com os Estados Unidos é influenciado por uma série de fatores, incluindo questões comerciais e migratórias. Enquanto a região enfrenta suas próprias dinâmicas geopolíticas, também pode se beneficiar das crescentes tensões internacionais, especialmente no que diz respeito à competição entre os EUA e a China.

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E enquanto investidor, o que levar em consideração nos próximos movimentos dados todos estes cenários?

É importante que os investidores compreendam a dinâmica geopolítica para tomar decisões assertivas. Eventos que movimentam a política e relações comerciais globais podem desencadear volatilidade nos mercados e afetar a saúde econômica de diferentes regiões, exigindo uma abordagem cautelosa e adaptável.

Uma coisa é certa: as políticas mudaram da eficiência (nas cadeias de suprimentos, por exemplo) para a segurança nacional, e isso é inflacionário por natureza. A inflação veio para ficar e isso terá implicações para as taxas, que permanecerão mais altas por mais tempo e na alocação de capital junto aos fluxos financeiros em todo o mundo.

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