• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Tributação dos dividendos: diga não!

Mais uma vez, os pequenos investidores pagarão a conta

Por Louise Barsi

02/07/2021 | 11:18 Atualização: 02/07/2021 | 13:07

Receba esta Coluna no seu e-mail
Paulo Guedes é defensor da tributação sobre dividendos. Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Paulo Guedes é defensor da tributação sobre dividendos. Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O assunto hoje não poderia ser outro, a ‘Desreforma’ Tributária, com o perdão do português. O intuito aqui será debatermos e esclarecermos os principais pontos que afetam especificamente a distribuição de dividendos. São eles:

Leia mais:
  • As 25 maiores pagadoras de dividendos e JCP em 12 meses
  • Entenda os planos do governo para taxar dividendos em 20%
  • Governo quer cortar alíquota do IRPJ para 10% já em 2022, diz Guedes
Cotações
23/04/2026 20h33 (delay 15min)
Câmbio
23/04/2026 20h33 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

– Alíquota de IRPJ de 15% para 12,5% em 2022 e para 10% em 2023;

– Extinção do benefício do pagamento dos juros sobre capital próprio (JCP);

Publicidade

– Tributação de dividendos em 20% na fonte, com faixa de isenção de até R$ 20 mil por mês para dividendos distribuídos por ME e EPP.

Para não parecer injusta, há que se elogiar a iniciativa de correção da faixa de isenção na tabela do Imposto de Renda, defasada desde 2015. Mas não se iluda: a correção que está sendo vendida como benesse pelo governo não compensa nem mesmo a inflação do período. Segundo dados do Sindifisco, a tabela do IRPF acumula uma defasagem de 113%, o que significaria que a faixa de isenção deveria ser ampliada para quem ganha até R$ 4.022,89.

Obviamente teríamos de encontrar soluções para financiar tais subsídios e é justamente aí que a Reforma pode ser considerada extremamente abusiva. A conta, em tese, seria paga pelos investidores, mas não é tão simples assim. O lucro total de uma empresa é composto pelo saldo reinvestido mais o distribuído, portanto suas respectivas alíquotas também se somam para chegarmos à carga tributária total.

No final do dia, quem realmente está pagando toda a conta é a classe empresarial, mesmo tendo sua alíquota de IRPJ reduzida na proposta. A carga total passaria dos atuais 34% para 51,5% em 2022 e 49% em 2023.

Publicidade

“Mas Louise, eu não invisto e não empreendo, esta reforma não muda nada na minha vida. Por que eu deveria me mobilizar? ”

Simplesmente porque as empresas se movimentarão a fim de maximizar o retorno do seu capital investido para compensar essa carga extra de imposto. Basta que os preços sejam elevados e demissões sejam feitas. A partir de então o efeito pode não ser imediato, mas ocorre em cascata: mais inflação, mais desemprego, mais desigualdade de renda e menos crescimento. E tudo isso, leitor, atinge você.

Uma Reforma Tributária realmente eficiente e justa levaria em consideração quatro princípios básicos: Simplicidade, Equidade, Neutralidade e Progressividade. Na minha opinião, as duas últimas foram praticamente ignoradas.

Por neutralidade entende-se que não haveria incentivo para distorcer a forma com que os agentes econômicos organizam os seus recursos. Aqui já temos a primeira prova de ineficiência, já que é instintivo o incentivo gerado para se distribuir o máximo possível disponível em caixa para driblar a tributação antes da virada do exercício fiscal.

Publicidade

Portanto, temos um argumento inicial para afirmarmos que aumentar a carga sobre o lucro distribuído não gera incentivo extra para mais investimentos. Segundo: empresas pagadoras de dividendos geralmente são mais maduras e o fazem, porque simplesmente este costuma ser o melhor destino para seus recursos. Isso se chama alocação de capital.

Terceiro: se a intenção é premiar o reinvestimento, porque o Juros Sobre Capital Próprio está sendo extinto? O mecanismo foi criado justamente para estimular a capitalização via equity e reduzir o endividamento com terceiros; agora está sendo eliminado pelo mesmo motivo.

Outro princípio ferido é o da progressividade, ou seja, em tese quem ganha mais deveria pagar proporcionalmente mais. A proposta se baseia em uma premissa perigosa: a de que apenas ricos investem em Bolsa de Valores. A isenção de R$ 20 mil em dividendos é válida apenas para recursos distribuídos por Microempresa ou Empresa de Pequeno Porte.

A Bolsa de Valores brasileira atingiu em maio de 2021 a impressionante marca de 3,7 milhões de investidores. Ao contrário do que você pode imaginar, esse movimento não foi liderado por milionários: pesquisa da B3 revelou que a grande maioria é jovem (está na casa dos 30 anos), trabalha em tempo integral e tem uma renda mensal de até R$ 5 mil.

Publicidade

Em média, o valor investido gira em torno de R$ 660, enquanto que para os jovens, aproximadamente 25% da base de investidores, a média é de R$ 225 inicialmente. A disseminação da educação financeira, a queda nos custos das operações e na taxa de juros foram os principais responsáveis pela crescente democratização do mercado.

Um país de economia forte é feito também de um mercado de capitais forte. A proposta de tributação de dividendos atual penaliza os investidores de longo prazo em detrimento da especulação e da renda fixa. Mais uma vez, os pequenos investidores pagarão a conta.

Você não precisa acreditar em mim. veja o que Marcos Cintra, ex-Secretário da Receita Federal tem a dizer em entrevista ao Estadão: “Uma das coisas saudáveis que a isenção trouxe ao Brasil é que sempre tivemos uma Bolsa de Valores que é quase um cassino, onde as pessoas compram e vão ganhar ou perder, vendendo o ativo. O que a não tributação de dividendos fez foi aproximar o Brasil do que existe em outros países, onde as pessoas compram ações e vivem dos dividendos que são pagos. Isso é saudável e dá estabilidade. Com a taxação, se desestimula esse mercado”.

Se você também é contra a Reforma Tributária, o Ações Garantem o Futuro preparou um abaixo-assinado. Mobilize o deputado e o senador que recebeu o seu voto e garanta que a sua voz seja ouvida.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Dividendos
  • Imposto de Renda
  • Reforma tributária

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    20 fundos de crédito privado renderam apenas 28,4% do CDI no 1º trimestre — em um deles a cota caiu

  • 2

    Bolsa cara ou barata? Onde encontrar dividendos de até 13%

  • 3

    Ganhar dinheiro ou construir patrimônio? Entenda a diferença e por onde começar

  • 4

    Ibovespa cai mais de 1,5% enquanto dólar fica abaixo dos R$ 5; Petrobras sobe com petróleo a US$ 100

  • 5

    Inadimplência preocupa e JPMorgan acende alerta para bancos no 1T26

Publicidade

Quer ler as Colunas de Louise Barsi em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Idosos com dívidas na conta de luz: 2 maneiras para renegociar faturas atrasadas
Logo E-Investidor
Idosos com dívidas na conta de luz: 2 maneiras para renegociar faturas atrasadas
Imagem principal sobre o Restituição do Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 60 anos têm prioridade no pagamento?
Logo E-Investidor
Restituição do Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 60 anos têm prioridade no pagamento?
Imagem principal sobre o Gás do Povo: passo a passo para saber se o vale de recarga expirou
Logo E-Investidor
Gás do Povo: passo a passo para saber se o vale de recarga expirou
Imagem principal sobre o Meia-entrada para idosos: quem tem mais de 60 anos deve apresentar documento para conseguir o desconto?
Logo E-Investidor
Meia-entrada para idosos: quem tem mais de 60 anos deve apresentar documento para conseguir o desconto?
Imagem principal sobre o Idosos com mais de 60 anos estão isentos do pagamento de algumas dívidas? Entenda como funciona
Logo E-Investidor
Idosos com mais de 60 anos estão isentos do pagamento de algumas dívidas? Entenda como funciona
Imagem principal sobre o Idosos ainda precisam ir ao banco fazer a prova de vida? Entenda o procedimento
Logo E-Investidor
Idosos ainda precisam ir ao banco fazer a prova de vida? Entenda o procedimento
Imagem principal sobre o Starlink: entenda se é possível usar o plano viagem fora do Brasil
Logo E-Investidor
Starlink: entenda se é possível usar o plano viagem fora do Brasil
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 2 canais online para fazer a declaração
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 2 canais online para fazer a declaração
Últimas: Colunas
Por que o pior investimento do mundo ainda é melhor do que as bets?
Fabrizio Gueratto
Por que o pior investimento do mundo ainda é melhor do que as bets?

Chamar aposta de mau investimento é um erro técnico: enquanto bancos tratam o cliente com ineficiência, as bets o tratam como um alvo em um sistema desenhado para a extração de riqueza

23/04/2026 | 14h50 | Por Fabrizio Gueratto
OPINIÃO: Chave para 2026, eleitores de centro sinalizam afastamento de Lula
Erich Decat
OPINIÃO: Chave para 2026, eleitores de centro sinalizam afastamento de Lula

Pesquisas indicam distanciamento crescente desse grupo decisivo, que hoje lidera o eleitorado e tende a definir o rumo da disputa

23/04/2026 | 09h33 | Por Erich Decat
Petrobras (PETR4) lidera ranking global em 2026, mas volatilidade do petróleo impõe teste de resistência às petroleiras
Einar Rivero
Petrobras (PETR4) lidera ranking global em 2026, mas volatilidade do petróleo impõe teste de resistência às petroleiras

Estatal supera pares globais e até o próprio petróleo em 2026, mas correção recente expõe um setor mais sensível a choques geopolíticos

22/04/2026 | 14h34 | Por Einar Rivero
O reinado do dólar questionado (não ainda ameaçado) e o Brasil no meio do jogo
Thiago de Aragão
O reinado do dólar questionado (não ainda ameaçado) e o Brasil no meio do jogo

Queda nas reservas globais, sanções à Rússia e avanço de sistemas alternativos aceleram busca por um “plano B” ao dólar com o Brasil em posição delicada entre EUA e BRICS

22/04/2026 | 09h34 | Por Thiago de Aragão

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador