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Colunista

3 motivos para comprar ações ligadas ao agronegócio

Muitas empresas ligadas ao agronegócio se beneficiam do dólar; saiba em quais papéis investir

Por Marco Saravalle

19/09/2022 | 8:01 Atualização: 04/11/2022 | 16:36

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Comprar ações do agronegócio pode ser muito vantajoso para a rentabilidade da sua carteira. Foto: Envato Elements
Comprar ações do agronegócio pode ser muito vantajoso para a rentabilidade da sua carteira. Foto: Envato Elements

O Brasil, com seu apanhado de terras férteis, sempre teve certa vantagem competitiva em commodities.

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O País que se tornou a sétima maior economia do mundo com o boom das commodities, possui um clima diversificado, boa energia solar e cerca de 13% de toda água doce do mundo. Não é à toa que tem 338 milhões de hectares de terras férteis para a agricultura.

Do ponto de vista econômico, o agronegócio é subdividido em duas partes: a montante e a jusante. A primeira trata da cadeia produtiva antes da agregação de valor ao produto (antes da porteira), como o cultivo de grãos, gado, ovinos, suínos, leite, entre outros.

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Já a segunda, intitulada ‘a jusante’ (depois da porteira), diz respeito ao produto já com a agregação de valor embutido nela, após passar por alguma transformação industrial até chegar ao consumidor final.

Ademais, a cadeia produtiva do agronegócio vai muito além da agricultura, pois se considera também as máquinas e equipamentos utilizados na produção, os insumos, fertilizantes, defensivos químicos, etc.

Neste artigo, abordaremos as vantagens de se investir em ações do agronegócio e, por fim, sugerir algumas ações do setor que podem fazer sentido na sua carteira de investimentos.

3 razões para comprar ações do agronegócio

1) Setor se beneficia do dólar

Muitas empresas ligadas ao agronegócio e listadas em Bolsa de Valores brasileira se beneficiam do dólar.

Isto porque o Brasil é um grande exportador de matérias-primas para o mundo e, com a desvalorização cambial do real, essas companhias tendem a se valorizar por possuírem suas receitas em dólar. 

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O produtor rural deixa de priorizar a venda interna para vender para o mercado externo por lucrar mais com a variação entre o dólar e o real.

2) O Brasil é um dos grandes players globais

O País é um dos grandes players mundiais no segmento do agronegócio, sendo que a participação do setor no Produto Interno Bruto (PIB) do país é por volta de 27%.

Trata-se de um setor interligado às necessidades humanas de alimentação e fornecedor de matérias-primas essenciais para a fabricação de outras mercadorias.

Atualmente, a China é uma das maiores parceiras comerciais do Brasil.

Em 2021, estima-se que o país tenha importado US$ 87,9 bilhões de produtos brasileiros, contribuindo com US$ 61,4 bilhões de superávit para a balança comercial do País. 

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O produto mais importado do Brasil pelo país asiático, hoje, é a commodity soja, sendo muito utilizada na alimentação de animais de pastoreio.

3) Retomada do crescimento econômico

Com a retomada econômica e a queda da taxa de juros, o agronegócio tende a se valorizar cada vez mais, uma vez que seu financiamento – apesar de possuir taxas específicas para o setor – também sofre influências positivas da diminuição da taxa básica de juros e as perspectivas de crescimento econômico.

Além disso, as condições climáticas podem aquecer ainda mais o setor, visto que estima-se uma safra recorde para 2022 e 2023, especialmente de soja, após problemas climáticos nas regiões Sul do País e parte do Mato Grosso do Sul.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma safra recorde de 308 milhões de toneladas de grãos e oleaginosas, sendo que a produção de soja é projetada para alcançar 150 milhões de toneladas na safra 2022-2023.

Agro é POP

Depois de saber que o mercado agro está muito além das porteiras e que o Brasil possui grande vantagem comparativa em relação aos outros países, fica evidente que investir no setor aqui no Brasil pode ser muito vantajoso para a rentabilidade da sua carteira. Mas vamos às preferências do momento:

1) Brasil Agro (AGRO3)

A Brasil Agro é uma empresa com foco em aquisição, desenvolvimento e comercialização de terras agricultáveis.

Já são 14 propriedades rurais adquiridas desde que começaram suas operações em 2006. Seus produtos são compostos, especialmente, por soja, milho, pecuária, cana-de-açúcar e algodão.

2) SLC Agrícola (SLCE3)

Fundada em 1977 pelo Grupo SLC, a companhia atua no plantio de soja, milho, algodão e pastagem e criação de gado.

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Além disso, possui a marca SLC Sementes, produzindo e comercializando sementes de soja e braquiária.

Seu modelo de negócios é composto por um sistema de produção moderno, padronização das unidades de produção, com alta escala, subdividido em três abordagens básicas: i) Operação agrícola em terras desenvolvidas próprias; ii) Operação agrícola em terras arrendadas (e Joint Ventures); iii) Aquisição de terras brutas para transformação e venda.

3) Kepler (KEPL3)

Kepler Weber, diferente das outras duas, atua no desenvolvimento de atividades industriais e operacionais de produção de sistemas de armazenagem e conservação de grãos, instalações industriais, terminais portuários, peças de reposição e serviços de assistência técnica.

Estrategicamente, a companhia possui cinco centros de distribuição localizados em Cascavel (PR), Panambi (RS), Campo Grande (MS) e Rio Verde (GO).

Lembre-se sempre de diversificar sua carteira de investimentos em diferentes setores e classes de ativos a fim de mitigar os riscos. Se você quer receber conteúdos exclusivos gratuitamente, entre no meu grupo do WhatsApp.

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