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Colunista

Quanto custa comer nos melhores restaurantes da América Latina?

Os restaurantes que estão no topo na lista não servem apenas comida, mas uma experiência completa 

Por Gisele Rech, especial para o E-Investidor

01/07/2023 | 7:15 Atualização: 01/07/2023 | 9:29

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Prato da Casa do Porco Foto: Mauro Holanda
Prato da Casa do Porco Foto: Mauro Holanda

A divulgação da lista dos 50 melhores restaurantes do mundo – a The World´s 50 Best Restaurants – reforça o olimpo da alta gastronomia, que pratica preços que ultrapassam facilmente a barreira do R$ 1 mil por um menu degustação, que dependendo do número de etapas pode fazer um jantar durar até três horas.

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A verdade é que a maiorias dos restaurantes que estão no topo na lista, neste ano com 12 latino-americanos, não servem apenas comida. O foco é na experiência completa, que vai desde o ambiente até o conceito e narrativa usada para contar a história dos pratos, meticulosamente alinhavados para comunicar por meio dos cinco sentidos.

No caso do agora número um do mundo, o Central, que também é o primeiro da Latin America’s 50 Best Restaurants, o diálogo com os ingredientes e biomas peruanos é intenso. Muito do que é experimentado à mesa é resultado da profunda pesquisa com produtos locais levada a cabo no Centro Mater, um espaço de investigação de produtos locais. Por lá, os titulares do Central, Virgilio Martínez e Pía León se unem a Malena Martínez e grande elenco para desenvolver pesquisas e testar receitas.

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No Central, são quatro opções de menu degustação, que variam de 1.045 (R$ 1.377) a 1.250 soles peruanos (R$ 1.647), sem harmonização com bebidas. As opções começam com o menu Território em desnível, que sai por 1.045 pesos e tem 12 etapas. Como o próprio nome indica, o menu convida os comensais a explorarem toda a riqueza dos ingredientes das diferentes altitudes peruanas, do nível do mar à extrema altura, com milhos e camotes cultivados a 4.200 quilômetros de altura.

Quem optar por harmonizar a refeição, tem três opções: terroir de vinhos do mundo, por 424 soles peruanos (R$ 558), seleção de fermentados, destilados e vinhos da América do Sul, que custa de 454 soles (R$ 598) a 518 soles (R$ 683), a depender da escolha do menu. Há, ainda, harmonização com produtos sem álcool, composta por néctares, infusões e extratos produzidos no laboratório Mater, por 222 (R$ 292) e 278 (R$ 366) soles, a depender da experiência escolhida.

O segundo restaurante da América Latina melhor classificado na lista do The 50 World´s Best Restaurants, na sexta posição, é o também peruano Maido, do chef Mitsuharu “Micha” Tsumura. O menu degustação convencional, marcado por altas doses de influências asiáticas, algo usual na gastronomia peruana, sai por 875 soles (R$ 1.153), sem harmonização. Se a opção for combinar os pratos com bebidas alcóolicas, o valor sobe para 1.425 soles (R$1.877). No Maido, há ainda opção vegetariana do menu degustação, a 625 soles (R$ 824).

Para comer no Quintonil, do México, o nono da lista dos melhores restaurantes do mundo, os amantes da gastronomia precisam investir, pelo menos 4.045 pesos (R$ 1.127) ou 6.370 pesos (R$ 1.775) o menu degustação com harmonização. Se a opção for experimentar os pratos do chef Jorge Vallejo no balcão, vendo o time em ação, o valor do menu sem bebidas sobe para 4.500 (R$ 1.254).

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Na sequência, vem o único brasileiro na seleção dos 50 melhores restaurantes do mundo, A Casa do Porco. O restaurante, encabeçado pela dupla Jefferson e Janaína Rueda, como o próprio nome diz, foca na carne suína como carro-chefe, com altas doses da autêntica cozinha brasileira. Quem passa pelo endereço, no Centro de São Paulo, se depara com uma grande fila de comensais dispostos a provar o sabor do 12º colocado na lista mundial e quarto no Latin America´s 50 Best Restaurants.

A vantagem da casa paulista é que, além do menu degustação batizado de Banquete Gastronômico Somos de Carne e Osso, que sai por R$ 290 ou R$ 500, com harmonização, há opções à la carte, incluindo sanduíches. A estrela do cardápio convencional é o porco San Zé, assado por até nove horas e servido com acompanhamentos da horta do restaurante (R$ 92). Também tem petiscos super criativos, como o sushi de papada de porco, com tucupi preto e nori (R$ 48).

Para comer no Pujol (13º), o menu degustação sai por 2.565 pesos mexicanos (R$ 728). O chef Enrique Olvera explora ingredientes típicos do México, como destaque para o milho e pratos como o mole. Outra experiência oferecida no restaurante é inspirada no omakase japonês, que coloca os comensais no balcão de frente para o chef, que prepara tacos com ingredientes que mudam dia a dia.

Outros destaques latino-americanos da lista

Don Julio (nº 19) – Buenos Aires, Argentina – A casa portenha, a favorita do astro Lionel Messi, serve apenas à la carte e o foco é na primorosa carne argentina. Os cortes servidos têm preços que variam de 13.045 pesos (R$ 247) o bife de chorizo ancho a 19.320 pesos (R$ 366) o assado de tira.

Kjolle (nº 28) – Lima, Peru – Voo solo da chef Pía León, que comanda o Central ao lado do marido Virgílio Martinez, tem menu degustação por 669 soles (R$ 881) e pratos a la carte a partir de 58 soles (R$ 78), como o Steak Tartare com sementes de cacau.

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Boragó (nº 29) – Santiago, Chile – Único chileno entre os 50 melhores restaurantes do mundo, a casa comandada pelo chef Rodolfo Guzmán se inspira pelos biomas chilenos e tem menu degustação de 12 a 17 preparos a 148 mil pesos chilenos. Com harmonização de vinhos, são acrescidos 80 mil pesos chilenos.

El Chato (nº 33) – Bogotá, Colômbia – O menu da casa é servido em função da disponibilidade dos produtos de pequenos produtores, de modo que sempre podem surgir novidades. O menu sem harmonização sai por 380 mil pesos colombianos (R$ 434) e com, custa 495 mil pesos (R$ 565). Também há oferta de pratos a la carte, com entradas a partir de 22 mil pesos (R$ 25).

Leo (nº 43) – Bogotá, Colômbia – O outro colombiano da lista dos melhores restaurantes do mundo é comandado pela chef Leonor Espinosa, que pediu saudação especial aos latino-americanos presentes na cerimônia de premiação. Para comer no Leo, os comensais podem escolher entre o menu de oito ou de 12 tempos. Se preferir, pode optar pelo menu degustação de seis aperitivos ou, ainda, pedir pratos à la carte na hora do almoço.

Mayta (nº 47) – Lima, Peru – No Mayta, que significa terra nobre em uma das línguas nativas do Peru, o chef Jaime Pesaque é responsável pelo menu degustação Yachay, com 11 etapas por 735 soles (R$ 981). As influências são da chamada cozinha peruana contemporânea, com exploração máxima de ingredientes locais.

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Rosetta (nº 49) – Cidade do México, México – Novidade na lista deste ano,  a casa comandada pela chef Elena Reygadas serve pratos a la carte, como os emblemáticos tamales mexicanos, de elote e creme defumado por 260 pesos mexicanos (R$ 72). Os principais, que dialogam com pratos com influência italiana, como o minestrone de verduras, saem a partir de 260 pesos mexicanos (R$72).

Quanto custa o menu degustação dos cinco melhores do mundo

Central – Lima, Peru – R$ 1.377 (1.045 soles peruanos)

Disfrutar – Barcelona, Espanha – R$ 1.329 (255 euros)

DiverXo – Madrid, Espanha – R$ 1.902 (365 euros)

Asador Etxebarri – País Basco – R$ 1.376 (264 euros)

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Alchemist – Copenhagen, Dinamarca – R$ 3.430 (4.900 coroas dinamarquesas)

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