• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

O imposto invisível é um golpe silencioso contra os contribuintes

Atualizar a tabela do IRPF ainda é um passo mínimo rumo a um sistema tributário mais justo e eficiente

Por Samir Choaib

05/04/2025 | 7:45 Atualização: 04/04/2025 | 7:57

Receba esta Coluna no seu e-mail
Nova legislação eleva o limite de isenção do IR 2025 para R$ 5 mil
mensais. (Foto: Adobe Stock)
Nova legislação eleva o limite de isenção do IR 2025 para R$ 5 mil mensais. (Foto: Adobe Stock)

Por décadas, a tabela do Imposto de Renda foi o retrato silencioso de uma injustiça fiscal no Brasil. Congelada, desatualizada e distante da realidade econômica dos brasileiros, ela empurrou milhões de contribuintes — especialmente da classe média — para dentro da tributação, mesmo sem aumento real de renda. Corrigir essa distorção era urgente. E, ainda que tardiamente, o governo decidiu agir.

Leia mais:
  • Como declarar a compra e venda de imóveis e economizar na mordida do Leão
  • Imposto de Renda 2025: como declarar ações, ETFs e rendimentos de renda variável
  • FGC garante liquidez, mas vê risco para o BRB na compra do Master, dizem fontes
Cotações
23/01/2026 20h26 (delay 15min)
Câmbio
23/01/2026 20h26 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A nova legislação, que entra em vigor em 2026, eleva o limite de isenção do IR para R$ 5 mil mensais, corrigindo uma defasagem que se arrastava desde 1996. A mudança vem acompanhada de uma reestruturação na tributação dos mais ricos, com maior incidência sobre rendimentos elevados, lucros e dividendos. Trata-se de um avanço importante — necessário para reequilibrar um sistema tributário marcado por distorções históricas.

Mas o acerto no presente não apaga os erros do passado, nem resolve todas as contradições do modelo atual. A elevação da faixa de isenção é, antes de tudo, o reconhecimento de uma omissão prolongada.

Isenção do IR como justiça fiscal

Segundo a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (UNAFISCO), a defasagem da tabela chegou a 150% (!) até o início de 2024. Durante esse período, trabalhadores com reajustes meramente inflacionários passaram a ser tributados como se tivessem enriquecido. Pagaram mais imposto sem ganhar mais — e sem que houvesse qualquer nova lei para isso. Um aumento invisível, sorrateiro, que driblou o princípio da legalidade tributária previsto na Constituição.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Abra sua conta na Ágora Investimentos

A Constituição Federal, em seu artigo 150, é cristalina: tributos só podem ser criados ou majorados por meio de lei específica. A jurisprudência do STF também já reconheceu que aumentos de carga tributária por omissão — como a não correção da tabela — podem violar o princípio da legalidade. Por quase 30 anos, a arrecadação aumentou sem transparência, sem debate público e sem autorização legislativa. A correção que agora se faz é justa, mas não apaga o fato de que ela já deveria ter sido feita — e há muito tempo.

Além disso, as deduções legais seguem congeladas, perpetuando parte da distorção. O limite para deduzir gastos com educação permanece em R$ 3.561,50 anuais por dependente — um valor fixado em 2015 e que não cobre nem um semestre – ou, em certos casos, nem mesmo um mês – de escola infantil. A dedução por dependente, de R$ 2.275,08 ao ano, tampouco acompanha os custos reais de manter uma criança.

Quem investe na educação dos filhos, em saúde particular ou em qualquer forma de qualidade de vida não está sendo premiado com abatimentos justos: está sendo penalizado com uma tributação que trata necessidade como privilégio.

Esse desequilíbrio revela uma das contradições mais incômodas do sistema tributário brasileiro: um Estado que não cumpre plenamente seu dever constitucional de garantir uma vida digna ao cidadão — mas que tributa pesadamente quem tenta suprir, com esforço próprio, aquilo que deveria ser público. O contribuinte que paga escola particular porque a pública é insuficiente, que busca um plano de saúde por não confiar no SUS, que investe em segurança privada por medo da violência, ainda é tratado como contribuinte de primeira categoria — no pior sentido.

Publicidade

E há um ponto essencial que não pode ser ignorado: a conta segue sendo empurrada para o cidadão, enquanto o próprio Estado pouco ou nada faz para reduzir seus próprios custos. A estrutura pública continua inchada, com gastos crescentes, ineficiências mantidas e privilégios preservados. Fala-se em justiça fiscal, mas a contrapartida do Estado em termos de gestão responsável, corte de desperdícios e revisão de despesas é, no mínimo, tímida.

Tributar mais — mesmo com justiça — sem enfrentar os gastos do próprio governo é, em última análise, repetir a lógica de sempre: transferir ao contribuinte o peso de uma máquina que se recusa a enxugar.

O desafio da sonegação fiscal

Há, ainda, um caminho pouco explorado, que o governo insiste em adiar: melhorar de forma efetiva a fiscalização, a chamada evasão fiscal. Segundo estimativas da própria Receita Federal e de institutos especializados, o Brasil perde centenas de bilhões de reais por ano em sonegação fiscal. Um valor que supera, com folga, o déficit de várias áreas sociais.

O paradoxo é evidente: ao invés de ampliar a eficiência na arrecadação, o Estado preferiu, por décadas, restringir a atualização da tabela e das deduções legais, punindo quem declara e paga corretamente e, pior, aqueles que se arriscam ao empreender e gerar empregos e riqueza.

É preciso reconhecer o mérito da atualização da faixa de isenção e da tributação mais justa sobre os ‘super-ricos’. Mas também é preciso afirmar, com serenidade e firmeza, que isso é só o começo. A verdadeira justiça fiscal exige mais: atualização realista das deduções, respeito à legalidade, simplificação do sistema e, sobretudo, um compromisso inequívoco do Estado com a qualidade dos serviços públicos e com o uso eficiente do dinheiro arrecadado.

Publicidade

Enquanto isso não acontece no Imposto de Renda, o contribuinte continua a pagar caro — muitas vezes, pagando por tudo duas vezes: nos impostos e nos serviços que ele mesmo precisa contratar, justamente por ausência do Estado. Isso não é apenas injusto. É insustentável.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Imposto de Renda 2025

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Will Bank liquidado e site fora do ar: devo pagar a fatura em aberto do banco?

  • 2

    Bancos e corretoras travam disputa por R$ 41 bi do FGC: veja as ofertas agressivas para clientes ressarcidos por CDBs do Master

  • 3

    Ibovespa hoje bate recorde histórico e tem maior alta diária desde abril de 2023

  • 4

    CDBs do Will Bank já preocupavam mercado antes de BC decretar a liquidação; entenda o caso

  • 5

    Como ficam os clientes do Will Bank, que têm R$ 7 bi em CDBs e LFs, após a liquidação da fintech pelo Banco Central?

Publicidade

Quer ler as Colunas de Samir Choaib em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Foi demitido em 2026? Entenda como fica o saque-aniversário do FGTS
Logo E-Investidor
Foi demitido em 2026? Entenda como fica o saque-aniversário do FGTS
Imagem principal sobre o Gás do Povo: o que é e como consultar a migração para a modalidade gratuita
Logo E-Investidor
Gás do Povo: o que é e como consultar a migração para a modalidade gratuita
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (23)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (23)?
Imagem principal sobre o 5 situações em que o saldo retido do FGTS pode ser liberado
Logo E-Investidor
5 situações em que o saldo retido do FGTS pode ser liberado
Imagem principal sobre o 4 formas para solicitar a aposentadoria para servidores públicos
Logo E-Investidor
4 formas para solicitar a aposentadoria para servidores públicos
Imagem principal sobre o Como fica a aposentadoria para professores que são servidores públicos federais em 2026?
Logo E-Investidor
Como fica a aposentadoria para professores que são servidores públicos federais em 2026?
Imagem principal sobre o Aposentadoria de professores: como receber o primeiro pagamento do INSS?
Logo E-Investidor
Aposentadoria de professores: como receber o primeiro pagamento do INSS?
Imagem principal sobre o Demitidos por justa causa têm direito ao saque retido do FGTS? Entenda
Logo E-Investidor
Demitidos por justa causa têm direito ao saque retido do FGTS? Entenda
Últimas: Colunas
Quando educação encontra cultura, o aprendizado ganha vida
Carol Paiffer
Quando educação encontra cultura, o aprendizado ganha vida

Empresas podem contribuir no processo de transformação pessoal e tornar o conhecimento parte da vida

23/01/2026 | 14h19 | Por Carol Paiffer
Guardem dinheiro: em breve, o brasileiro vai precisar se aposentar com 75 anos
Fabrizio Gueratto
Guardem dinheiro: em breve, o brasileiro vai precisar se aposentar com 75 anos

Previdência Social já consome mais de 12,3% do PIB e deve ultrapassar a barreira de R$ 1 trilhão anuais

22/01/2026 | 15h23 | Por Fabrizio Gueratto
Empresas da B3 voltam a valer R$ 5 trilhões e reacendem o debate sobre um novo ciclo no mercado brasileiro
Einar Rivero
Empresas da B3 voltam a valer R$ 5 trilhões e reacendem o debate sobre um novo ciclo no mercado brasileiro

Alta histórica do Ibovespa reflete reprecificação de ativos, fluxo estrangeiro e uma mudança gradual na percepção de risco sobre o Brasil

22/01/2026 | 11h00 | Por Einar Rivero
Dezembro concentrou dividendos e JCPs de 2025; entenda por que isso não se repetirá
Einar Rivero
Dezembro concentrou dividendos e JCPs de 2025; entenda por que isso não se repetirá

Remuneração de dezembro foi de 63,47% do que foi pago entre janeiro e novembro; mudança no IR é a causa

21/01/2026 | 14h31 | Por Einar Rivero

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador