• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Lula está emparedado entre Maduro e Milei

Acontecimentos das últimas semanas mostraram ao governo brasileiro que não precisa ir longe para ter relevância

Por Thiago de Aragão

06/12/2023 | 13:44 Atualização: 06/12/2023 | 13:44

Receba esta Coluna no seu e-mail
Lula (PT), presidente do Brasil. Foto: REUTERS/Anushree Fadnavis
Lula (PT), presidente do Brasil. Foto: REUTERS/Anushree Fadnavis

O governo brasileiro, que em inúmeras circunstâncias se proclamou o grande líder da América do Sul, se vê emparedado ao norte, com o inconveniente amigo Nicolás Maduro, e, ao sul, com o conveniente antagonista Javier Milei.

Leia mais:
  • Como a crise imobiliária chinesa prejudica os fundos de investimento
  • China coloca fundos private equity no centro de campanha anticorrupção
  • Javier Milei quer perder de propósito as eleições argentinas?
Cotações
19/02/2026 12h14 (delay 15min)
Câmbio
19/02/2026 12h14 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Os acontecimentos das últimas semanas no continente mostraram ao governo brasileiro que não precisa ir longe (Europa, Oriente Médio ou Mar do Sul da China) para ter relevância internacional.

Antes de buscar solucionar os problemas do mundo, gerar harmonia com amigos e inimigos, a verdadeira demonstração de poder do Brasil estaria aqui mesmo, no continente latino-americano, entre compadres e rivais. As ambições venezuelanas em relação à Guiana não são novas. Na verdade, vêm desde 1899, quando a Venezuela assinou um acordo reconhecendo as fronteiras e, anos depois, se arrependeu.

Publicidade

Hugo Chávez, em uma de suas aventuras mentais, adicionou uma estrela à bandeira venezuelana representando o estado da Guiana Essequibo. O momento é extremamente conveniente para Maduro revisitar esse tema. Situação econômica caótica, credores (Rússia, China) cada vez mais impacientes, amigos (Irã, Cuba) cada vez mais necessitados e, pela primeira vez em muitos anos, uma oposição minimamente organizada que, na figura de Maria Corina, pode ganhar a eleição.

Ganhar é modo de dizer. O sistema judicial venezuelano consegue ser mais dúbio e atrasado do que o sistema arbitral da CBF. Mesmo assim, ainda são capazes de manipular uma eleição. Para Corina ganhar, é necessário se sair muito melhor do que se sairia hoje.

Nesse cenário, Maduro se inspirou em uma saída pouco usual e já testada antes: a la Leopoldo Galtieri, general argentino que, no meio do caos instalado em seu país, decidiu invadir as Malvinas como uma espécie de fuga existencial dos problemas do cotidiano. Só não contou com uma Margaret Thatcher, que também precisava de um episódio externo para aliviar sua relação com os mineiros britânicos.

Invadir ou ameaçar invadir a Guiana é o berro do desesperado. É aquela última olhada na geladeira vazia, onde as ideias sensatas já acabaram ou estão em potes expirados no fundo da prateleira. A ideia de invadir a Guiana gera (potencialmente) um ambiente nacionalista/patriótico, uma sequência de novas matérias jornalísticas domésticas e externas, onde não se fala de Corina ou dos fiascos do governo Maduro.

Publicidade

Além disso, gera a escusa perfeita para adiar a decisão de uma data para as eleições presidenciais. Ou seja, trata-se de uma bela cortina de fumaça. Se Maduro estivesse convencido de que deveria invadir, ele já teria invadido e não realizado referendo, programa de televisão etc. A ideia da invasão ainda é melhor do que a invasão em si. No entanto, a Guiana não é famosa por sua capacidade militar.

Caso isso ocorra, a Venezuela passearia sem dificuldades. O grande problema para Maduro é uma pedra enorme no caminho chamada Exxon. A Exxon tem na Guiana seu maior investimento estrangeiro no mundo. Uma Venezuela que se coloca no caminho é um país que terá de lidar com os EUA.

Tudo bem que os EUA não assustam hoje como no passado, afinal, a Venezuela já está sob sanções. O que é uma chuva para quem está molhado? Já o Brasil precisa ser tão enfático quanto foi no início da guerra da Ucrânia. Lula deixou bem claro, várias vezes, que se sentasse com Putin e Zelensky em um bar sairia dali com uma solução.

Bem, Venezuela versus Guiana pode não ter a magnitude que a guerra europeia tem, mas já é uma excepcional oportunidade para Lula ligar para Maduro e dizer: “Companheiro, deixa de bobagem, guarda seus brinquedos e esquece esse assunto”. Se ao norte o Brasil ainda está tentando compreender como pode ajudar sem abalar a amizade, a posse de Milei e o futuro das relações entre Brasil e Argentina estão em xeque.

Publicidade

Justiça seja feita: foi Milei quem colocou um grande ponto de interrogação na cabeça dos brasileiros a respeito da continuidade ou não das relações. No momento, não há muito o que fazer pelo lado brasileiro, mas a viagem da inteligente Diana Mondino, provável chanceler argentina, ao Brasil, mostra que se as picuinhas ficarem de lado a relação comercial com nosso terceiro maior parceiro seguirá funcionando bem.

A Argentina de Milei representa um teste novo para o governo Lula. Pela primeira vez, um dos nossos três principais parceiros comerciais será presidido por um político abertamente contra e rival do presidente brasileiro. Nesse caso, o profissionalismo e o pragmatismo serão colocados em teste, principalmente pelo lado de Lula.

Milei ainda buscará entender seu papel na região ao longo dos próximos meses e, certamente, perceberá que não vale a pena brigar com o Brasil (assim como já percebeu que não vale a pena brigar com a China).

Já Lula precisará demonstrar o pragmatismo exigido para manter as relações comerciais funcionando. Na prática, tanto no norte com a Venezuela, quanto no sul com a Argentina, o governo brasileiro precisará de doses distintas do mesmo medicamento: pragmatismo e eficiência.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • argentina
  • Brasil
  • China
  • Conteúdo E-Investidor
  • EUA
  • Europa
  • Luiz Inácio Lula da Silva

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Como comprar dólar e pagar menos no exterior: os melhores apps e contas globais para viajar em 2026

  • 2

    BC decreta liquidação do Banco Pleno, de ex-sócio do Master; veja o que fazer se você tem CDB ou dinheiro na instituição

  • 3

    Ibovespa hoje fecha em queda em dia de liquidação do Banco Pleno, pressão sobre Vale e ata do Fed

  • 4

    Carnaval: bancos têm modo de proteção para golpes; veja como ativar nos apps

  • 5

    Como recuperar dinheiro do Banco Pleno após liquidação: veja passo a passo do FGC

Publicidade

Quer ler as Colunas de Thiago de Aragão em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que muda na apuração anual?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que muda na apuração anual?
Imagem principal sobre o IPVA 2026 Ceará: é possível ter desconto no pagamento?
Logo E-Investidor
IPVA 2026 Ceará: é possível ter desconto no pagamento?
Imagem principal sobre o IPVA 2026 Ceará: veja o calendário de vencimento das cinco parcelas
Logo E-Investidor
IPVA 2026 Ceará: veja o calendário de vencimento das cinco parcelas
Imagem principal sobre o Saque FGTS: veja 3 documentos necessários para o trabalhador avulso
Logo E-Investidor
Saque FGTS: veja 3 documentos necessários para o trabalhador avulso
Imagem principal sobre o Imposto de Renda MEI: onde consultar o recibo após a entrega da DASN?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda MEI: onde consultar o recibo após a entrega da DASN?
Imagem principal sobre o IPVA 2026 Bahia: como efetuar o pagamento?
Logo E-Investidor
IPVA 2026 Bahia: como efetuar o pagamento?
Imagem principal sobre o IPVA 2026 Bahia: veja o calendário de vencimento das parcelas
Logo E-Investidor
IPVA 2026 Bahia: veja o calendário de vencimento das parcelas
Imagem principal sobre o Imposto de Renda MEI: como fazer a declaração de 2026?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda MEI: como fazer a declaração de 2026?
Últimas: Colunas
Fundos de investimento, crédito bancário e a importância das plataformas
Einar Rivero
Fundos de investimento, crédito bancário e a importância das plataformas

Uma comparação simples mostra o impacto das plataformas de distribuição na desconcentração do mercado financeiro brasileiro

18/02/2026 | 14h21 | Por Einar Rivero
Seis carnavais depois, o mapa da recuperação global pós-pandemia expõe vencedores, retardatários e uma lição em dólares
Einar Rivero
Seis carnavais depois, o mapa da recuperação global pós-pandemia expõe vencedores, retardatários e uma lição em dólares

Ibovespa despencou 52,09% em dólares em 2020. Mas avançou 185% desde então, rebote vigoroso mas insuficiente para recolocá-lo entre líderes globais

17/02/2026 | 13h28 | Por Einar Rivero
O paradoxo de 2026: investidor estrangeiro toma risco, local busca proteção e a curva longa fecha
Marco Saravalle
O paradoxo de 2026: investidor estrangeiro toma risco, local busca proteção e a curva longa fecha

Enquanto o investidor local mantém postura defensiva e privilegia o CDI, o capital estrangeiro entra com força na B3, apostando no fechamento da curva de juros e na compressão dos prêmios de risco no Brasil

16/02/2026 | 11h00 | Por Marco Saravalle
Imposto sobre grandes fortunas: a tributação que o mundo abandonou e que o Brasil insiste em ressuscitar
Samir Choaib
Imposto sobre grandes fortunas: a tributação que o mundo abandonou e que o Brasil insiste em ressuscitar

O Projeto de Lei Complementar 5/2026 reacende o debate sobre taxar grandes fortunas e evidencia a escolha política de ampliar a arrecadação em vez de controlar despesas públicas

14/02/2026 | 06h30 | Por Samir Choaib

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador