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Possível condenação de Bolsonaro amplia tensão com EUA e põe Banco do Brasil no centro das sanções

Resultado do julgamento deve aumentar tensão entre Brasil e EUA, afetar bancos e gerar volatilidade no câmbio e no risco país

Por Thiago de Aragão

10/09/2025 | 15:43 Atualização: 10/09/2025 | 15:43

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A possível condenação de Bolsonaro eleva a tensão entre Brasil e EUA, pressiona bancos como o Banco do Brasil e aumenta a volatilidade no câmbio e no risco país, afetando investidores e o sistema financeiro. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
A possível condenação de Bolsonaro eleva a tensão entre Brasil e EUA, pressiona bancos como o Banco do Brasil e aumenta a volatilidade no câmbio e no risco país, afetando investidores e o sistema financeiro. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

A condenação de Jair Bolsonaro, prevista para esta semana, pode virar mais um ponto de atrito entre Brasília e Washington. Nos bastidores do governo americano, o Departamento de Estado pressiona por sanções duras, inclusive via Lei Magnitsky, que já foi usada para punir Alexandre de Moraes e pode se estender a outros nomes do STF ou até do Executivo. Já o Tesouro é mais cauteloso e teme que ampliar sanções ao sistema financeiro brasileiro gere instabilidade global e desgaste com outros emergentes.

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O Banco do Brasil está no centro dessa equação. Como principal banco público e operador de pagamentos do funcionalismo, ele virou alvo simbólico de pressões. Se o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) endurecer, o BB pode se ver encurralado: cumprir sanções dos EUA e enfrentar a lei brasileira, ou ignorá-las e correr risco de punições internacionais como multas pesadas ou restrição de acesso ao dólar. Para investidores, esse dilema não é teórico, já que ações dos bancos sentiram o impacto nas últimas semanas.

O que pode vir a seguir? No curto prazo, novas sanções individuais são o cenário mais provável, mantendo o desgaste no campo simbólico. Mas se a retórica escalar, tarifas comerciais ou restrições financeiras adicionais não estão fora de cogitação, sobretudo com Trump disposto a usar a economia como arma política.

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Para o mercado, a consequência é clara: mais volatilidade no câmbio, nos bancos e no risco para o Brasil. Até que um canal diplomático reduza a temperatura, o investidor precisa assumir que qualquer decisão em Brasília ou em Washington pode bater direto nos preços aqui.

Além disso, há o fator reputacional. Se o Brasil aceitar que outro país interfira diretamente no funcionamento de sua justiça, abre-se espaço para um cenário de instabilidade institucional que pode evoluir para um verdadeiro caos político. Esse risco compromete a percepção de solidez das instituições, gera insegurança sobre a previsibilidade das regras e impacta de forma imediata tanto o fluxo de capital estrangeiro quanto as avaliações de risco feitas por agências de rating.

Mesmo sem sanções adicionais, apenas a ideia de que decisões judiciais no Brasil possam ser contestadas ou condicionadas a pressões externas já é suficiente para aumentar a aversão de parte dos investidores.

Outro ponto é a possibilidade de o Brasil buscar alternativas fora da órbita do dólar, algo já debatido no âmbito dos BRICS. Ainda que não seja uma solução rápida, a crise atual pode acelerar movimentos de diversificação de reservas e maior uso de moedas locais em transações. Para o investidor, isso sinaliza uma tendência de médio prazo de fragmentação do sistema financeiro global, com impactos na liquidez e no custo de capital em países emergentes.

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Por fim, a política doméstica brasileira não fica imune. O governo Lula terá de equilibrar o discurso de defesa da soberania com a necessidade de preservar a estabilidade macroeconômica. Qualquer gesto mais agressivo contra bancos ou investidores estrangeiros pode ser interpretado como risco adicional e punido rapidamente pelos mercados.

Aqui em Washington, é importante destacar que esse não é um assunto prioritário. Ele aparece e desaparece conforme a dinâmica da política doméstica americana. Em geral, volta à pauta quando a pressão sobre o governo Trump aumenta em relação a temas como o caso Epstein ou outras crises internas. Não existe, por enquanto, um canal de negociação oficial entre os dois governos.

O que há são tentativas de aproximação vindas do setor privado, principalmente de associações e empresas brasileiras, em conversas ainda informais, mais voltadas à troca de ideias e percepções do que a uma negociação concreta.

A tendência é que a situação piore antes de melhorar, especialmente com a condenação de Bolsonaro. Mas, uma vez que essa condenação se torne fato consumado, pode haver, algumas semanas depois, uma abertura para negociação em bases mais realistas, ainda que envolva outros fatores políticos e comerciais.

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Para que o governo Lula consiga se sair bem dessa situação, será preciso agir com estratégia e não com emoção. O aspecto emocional tem sido o combustível central da crise, tanto do lado americano quanto do lado brasileiro. Aquele que conseguir baixar a intensidade do debate e reduzir a temperatura política terá uma vantagem importante no processo de negociação.

O Brasil deve focar no que é essencial neste momento: proteger seus interesses comerciais e assegurar as exportações das empresas brasileiras. Ao adotar essa postura estratégica e pragmática, o governo terá melhores condições de atravessar a turbulência com êxito.

A crise abre uma janela perigosa. O Departamento de Estado parece disposto a manter o tom duro, enquanto o Tesouro tenta segurar os danos colaterais. Para o Brasil, o recado é direto: mesmo sem sanções sistêmicas, o simples uso do dólar como instrumento de pressão já coloca o sistema financeiro em xeque.

Até que a diplomacia encontre um ponto de equilíbrio, o investidor deve esperar volatilidade e incerteza e talvez se acostumar com a ideia de que o Brasil entrou em um novo ciclo de risco político com consequências globais.

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