• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Trump x Biden: entenda os impactos no Brasil

A agenda de Washington relacionada à América Latina demonstra uma falta de prioridade da região para o país

Por Thiago de Aragão

13/03/2024 | 15:08 Atualização: 13/03/2024 | 15:08

Receba esta Coluna no seu e-mail
Estados Unidos (Foto: Envato Elements)
Estados Unidos (Foto: Envato Elements)

A política dos Estados Unidos em relação à América Latina tende a ser errática, sobretudo devido à falta de prioridade que a região representa para Washington. O interesse flutua conforme o desenvolvimento de outros assuntos globais nos quais os Estados Unidos estão envolvidos. Especialmente em anos eleitorais, a visão de Washington e dos partidos Democrata e Republicano tende a ser uma ampliação do que pensam os eleitores da Flórida sobre a região.

Leia mais:
  • China: crescem as preocupações com a economia
  • O potencial transformador da relação entre Índia e América Latina
  • Por que a nova fase do conflito no Oriente Médio ameaça a estabilidade global
Cotações
27/04/2026 13h25 (delay 15min)
Câmbio
27/04/2026 13h25 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Não surpreende, portanto, que a agenda de Washington para com a América Latina continue focada em México, Cuba e Venezuela, girando em torno de temas “negativos” como imigração ilegal, narcotráfico, corrupção e falta de transparência. O restante da região acaba vitimado pela generalização superficial que o termo “América Latina” impõe, com todos os países nivelados por uma compreensão individual insuficiente de suas características e oportunidades. Os “maus elementos” tendem a contaminar os “bons”potenciais , dominando as manchetes e a atenção dos formuladores de políticas.

O Brasil, porém, por vezes se destaca como um caso à parte. Como um país que não utiliza normalmente o termo “América Latina”, suas diferenças culturais, linguísticas, bem como de desenvolvimento, proeza econômica e descolamento do resto da região, permitem que o país seja uma espécie de ilha na percepção latino-americana de Washington.

Publicidade

No entanto, isso ocorre apenas em casos específicos. Se a percepção em relação ao Brasil é relativamente positiva, ele é destacado. Caso contrário, se a percepção é negativa, como em questões de violência, corrupção e burocracia pesada, o País é agrupado na visão comum “latino-americana” de Washington e Miami.

A disputa entre Joe Biden e Donald Trump apresenta pouco potencial de impactos positivos para a maioria da região. Se Trump não demonstra interesse em uma agenda positiva, Biden parece não ter tempo para priorizá-la construtivamente. Com diferentes graus de compaixão, ambos ainda veem a região mais como fonte de problemas do que de potenciais benefícios.

Sob a administração Trump, a relação EUA-Brasil se caracterizou por uma forte afinidade pessoal entre os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro, refletindo abordagens similares em várias questões, incluindo a pandemia da COVID-19. Essa proximidade parece ter contribuído para uma cooperação reforçada em determinadas áreas, como defesa, segurança e esforços contra o narcotráfico.

Além disso, a presença de Mike Pompeo no Brasil, discutindo questões como a crise na Venezuela e imigração, indica uma agenda de política externa ativa e alinhada entre os dois países. Essa relação não resultou, necessariamente, em avanços significativos e limitou-se a encontros de alto nível, sem se aprofundar em cooperações substanciais em áreas como comércio, tecnologia e inovação.

Publicidade

Em contraste, uma administração Biden poderia sinalizar mudanças significativas na relação com o Brasil, especialmente em temas como mudança climática e meio ambiente. Dada a importância que Biden atribui à questão climática, é provável que haja um esforço para engajar o Brasil de maneira construtiva na busca por soluções para a preservação da Amazônia e no combate ao desmatamento, considerando o papel crucial do país na segurança alimentar global e na biodiversidade.

A perspectiva de Biden sobre a diplomacia e a cooperação multilateral sugere que a relação com o País poderia se expandir para incluir uma gama mais ampla de questões, priorizando o diálogo e a colaboração em desafios globais. Importante ressaltar que há um antagonismo entre o governo brasileiro e o governo americano na região (posicionamento em relação à Venezuela sendo um importante fator contra o governo brasileiro), que inibe um avanço significativo entre os dois países na área ambiental.

No campo comercial, a China permanece como o eixo gravitacional. Sob a liderança de Biden, o Brasil encontra um ambiente mais previsível no que tange a sanções contra empresas chinesas, mantendo estáveis as exportações para a China. Com Trump, por outro lado, existe a possibilidade de aumento nas sanções contra a China, afetando diretamente empresas envolvidas na importação e exportação. Essa incerteza com Trump, que poderia escalar a guerra comercial e afetar negativamente as exportações brasileiras, adiciona uma camada de complexidade às relações internacionais.

O Brasil pode se destacar por razões muito específicas. Se Trump vencer, espera-se que a relação com Lula seja difícil, marcada por ironias e sarcasmos. Como Lula provavelmente associará Trump a Bolsonaro, é improvável um entendimento mais amplo entre os dois presidentes. Isso poderia levar Lula a se aproximar de rivais naturais dos EUA, como a China e, talvez, a Rússia.

Publicidade

Ainda assim, a profundidade da relação entre os dois países impede danos significativos, mantendo-se sólida nas áreas financeira, tecnológica, de entretenimento e de bens de consumo. Eventuais antagonismos entre Lula e Trump ou entre Lula e Biden tenderiam a ter pouco impacto prático, com o setor privado mantendo o controle dos elementos mais importantes das relações Brasil-EUA.

Os impactos indiretos para o Brasil, sob uma vitória de Trump e a consequente redução das taxas de juros nos EUA, poderiam beneficiar o Brasil ao atrair investidores do mercado de títulos para o mercado de ações, oferecendo retornos atrativos. Independentemente dos presidentes, o Estado brasileiro continua com as rédeas de seu futuro e de suas relações com o setor privado estrangeiro, seja dos EUA, China ou Europa. Trump não representa um “benefício” para o Brasil, assim como Biden, se mantivermos um antagonismo ideológico em questões conceituais.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • américa latina
  • Brasil
  • China
  • Conteúdo E-Investidor
  • Donald Trump
  • Economia
  • EUA
  • Joe Biden
  • Luiz Inácio Lula da Silva

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Dólar abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos: viajar agora ou esperar? Veja se vale a pena comprar

  • 2

    O novo luxo: como itens raros, de guitarras a vinhos, viraram símbolo de status entre bilionários

  • 3

    Robôs dominam mais da metade das negociações na B3; o que isso muda para quem investe?

  • 4

    Bancos cortam projeções para ação do Banco do Brasil (BBAS3) após Investor Day

  • 5

    Buffett devia só US$ 7 em impostos aos 14 anos — veja sua 1ª declaração

Publicidade

Quer ler as Colunas de Thiago de Aragão em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Starlink mini para viagem: veja quanto tempo dura o período de teste do plano
Logo E-Investidor
Starlink mini para viagem: veja quanto tempo dura o período de teste do plano
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: o que acontece com o dinheiro quando o aluno encerra a conta no Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: o que acontece com o dinheiro quando o aluno encerra a conta no Caixa Tem?
Imagem principal sobre o Se você fizer isso, pode acabar recebendo a sua restituição do IR mais tarde
Logo E-Investidor
Se você fizer isso, pode acabar recebendo a sua restituição do IR mais tarde
Imagem principal sobre o IR 2026: até quando idosos com mais de 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição mais cedo?
Logo E-Investidor
IR 2026: até quando idosos com mais de 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição mais cedo?
Imagem principal sobre o Como conseguir a sua restituição do IR mais cedo? Descubra
Logo E-Investidor
Como conseguir a sua restituição do IR mais cedo? Descubra
Imagem principal sobre o 5 dicas para idosos fugirem das dívidas e salvar as finanças
Logo E-Investidor
5 dicas para idosos fugirem das dívidas e salvar as finanças
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: quem recebe a restituição primeiro, idosos com 60 anos ou com 80 anos?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: quem recebe a restituição primeiro, idosos com 60 anos ou com 80 anos?
Imagem principal sobre o Tem mais de 60 anos? Veja 3 benefícios que idosos podem aproveitar
Logo E-Investidor
Tem mais de 60 anos? Veja 3 benefícios que idosos podem aproveitar
Últimas: Colunas
Imposto de Renda: quando incluir dependentes pode sair mais caro
Samir Choaib
Imposto de Renda: quando incluir dependentes pode sair mais caro

Somar a renda do dependente à declaração pode elevar a alíquota e anular o ganho com deduções

25/04/2026 | 06h30 | Por Samir Choaib
O preço do dólar não deveria guiar seu investimento no exterior
William Castro
O preço do dólar não deveria guiar seu investimento no exterior

Mais do que a cotação, estratégia, diversificação global e tempo de mercado explicam o retorno de quem investe fora do Brasil

24/04/2026 | 17h52 | Por William Castro
Lavagem de dinheiro com cripto: nada mais (in)discreto do que lavar dinheiro em público
Fabrício Tota
Lavagem de dinheiro com cripto: nada mais (in)discreto do que lavar dinheiro em público

Rastro público das blockchains desafia o mito do anonimato e expõe o papel — ainda minoritário — das criptomoedas na lavagem global

24/04/2026 | 14h10 | Por Fabrício Tota
Por que o pior investimento do mundo ainda é melhor do que as bets?
Fabrizio Gueratto
Por que o pior investimento do mundo ainda é melhor do que as bets?

Chamar aposta de mau investimento é um erro técnico: enquanto bancos tratam o cliente com ineficiência, as bets o tratam como um alvo em um sistema desenhado para a extração de riqueza

23/04/2026 | 14h50 | Por Fabrizio Gueratto

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador