• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Comportamento

Biden quer aumentar impostos sobre dividendos. Qual a alíquota ideal?

A questão é controversa, e certamente será tema dos próximos debates no Congresso americano

Por E-Investidor

14/05/2021 | 18:00 Atualização: 14/05/2021 | 18:00

Joe Biden quer aumentar os impostos para os mais ricos dos EUA. REUTERS/Kevin Lamarque
Joe Biden quer aumentar os impostos para os mais ricos dos EUA. REUTERS/Kevin Lamarque

(The Economist) – Se o presidente Joe Biden conseguir aumentar para 39,6% os impostos federais sobre ganhos de capital e dividendos cobrados dos americanos mais ricos, conforme afirmou em discurso no Congresso no dia 28 de abril, a nova alíquota seria duas vezes maior do que a média cobrada na Europa desse mesmo grupo de contribuintes. A tarifa, porém, seria aplicada apenas à fatia de 0,3% de cidadãos que representa a renda mais alta do país: gente que ganha mais do que US$ 1 milhão.

Leia mais:
  • Como ficam os investimentos com a posse de Biden nos EUA?
  • Bitcoin cai para US$50 mil com receios sobre planos fiscais de Biden
  • Dez ETFs inusitados para investir nos Estados Unidos
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A tentativa de comparar impostos sobre capital entre diferentes países é capciosa, uma vez que diferentes nações “jogam a rede” de diferentes maneiras: esses tributos incluem tanto cobranças sobre empresas ou propriedade quanto ganhos de capital e dividendos. A OCDE, um clube de países ricos, não rastreia as alíquotas de impostos sobre ganhos de capital de seus membros (pelo menos não em público), justamente porque isenções e exceções às regras dificultam esse tipo de comparação.

Felizmente, cotejar a arrecadação de diferentes nações é mais fácil. Em 2018, todos os impostos sobre capital dos Estados Unidos trouxeram uma receita equivalente a 5% do PIB, de acordo com a análise de Spencer Bastani, do Institute for Evaluation of Labour Market and Education Policy (Instituto para Avaliação do Mercado de Trabalho e Política de Educação), e de Daniel Waldenstrom, do Research Institute of Industrial Economics (Instituto de Pesquisa de Economia Industrial), duas organizações suecas. Já no painel que inclui 16 países da OCDE, essa receita foi de 5,8%.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

A mistura dos tipos de impostos sobre capital faz dos Estados Unidos um caso único. A tributação sobre empresas traz receitas relativamente modestas, enquanto a arrecadação resultante de impostos sobre propriedade é notavelmente alta. De maneira geral, os Estados Unidos recolhem menos impostos do que a maioria dos países ricos. Por isso, os tributos sobre capital representam impressionantes 20% de toda a receita tributária – o que coloca o país em quinto lugar entre os 16 integrantes da amostra analisada pelos pesquisadores.

Em que medida os planos de Biden podem mudar esse cenário? Responder a essa pergunta é tarefa tão capciosa quanto comparar dois países. As principais propostas do governo são claras. A tributação sobre empresas aumentaria de 21% para 28%. A alíquota sobre ganhos de capital e dividendos praticamente dobraria em relação aos atuais 20% cobrados dos mais ricos (a quem pertence um pedaço desproporcional da riqueza do país). No entanto, avaliar como a poupança e os investimentos reagem a impostos sobre capital é um dos temas mais controversos do debate econômico.

Os investidores podem decidir quando vender ativos – e, consequentemente, quando pagar impostos sobre ganhos de capital. Estudiosos do orçamento americano costumam calcular em 28% a alíquota capaz de maximizar a receita obtida com a tributação desse tipo de ganho. O cálculo, porém, é válido para as regras atuais – que, na prática, dispensam os herdeiros de pagar impostos no momento em que ficam com o patrimônio de seus familiares. Biden quer acabar com essa brecha na legislação, de modo que postergar os ganhos de capital indefinidamente deixe de ser tão atraente, num movimento que puxaria mais contribuintes para dentro da rede da receita federal do país.

Considerando a mudança proposta, o modelo orçamentário Penn-Wharton revela que o projeto do presidente para ganhos de capital poderia arrecadar US$ 113 bilhões ao longo de dez anos. É uma quantia ainda relativamente módica quando comparada ao US$ 1 trilhão que Biden espera recolher com sua proposta de aumento no imposto sobre pessoas jurídicas. Combinadas, as receitas representariam cerca de 0,4% do PIB projetado para a década, o que ainda deixaria os Estados Unidos na faixa intermediária do grupo da OCDE, considerando todos os impostos sobre capital.

Publicidade

Será que os estudiosos estão subestimando a receita que poderia vir de uma mudança dos tributos sobre ganhos de capital? Sim, responde um estudo recente escrito por Natasha Sarin (Universidade da Pensilvânia), Larry Summers (Universidade Harvard), Owen Zidar (Universidade Princeton) e Eric Zwick (Universidade de Chicago). E a resposta é essa por uma série de motivos técnicos. Trabalhos anteriores apresentados por Zidar e Ole Agersnap (também de Princeton) mostram que uma alíquota entre 38% e 47% poderia maximizar a arrecadação. Mas a incerteza em torno dessas análises é alta: o segundo estudo parte de uma extrapolação dos impostos estaduais. De todo modo, a alíquota capaz de maximizar a receita não é necessariamente igual à alíquota mais desejada para uma sociedade, como ressalta James Poterba, do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Políticas econômicas devem considerar tanto a arrecadação obtida quanto as desvantagens tributárias de cada regime. E, em breve, o Congresso americano certamente irá discutir isso.

(Tradução de Beatriz Velloso)

© 2021 The Economist Newspaper Limited. Direitos reservados. Publicado sob licença. O texto original em inglês está em www.economist.com

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Dividendos
  • Estados Unidos
  • Impostos
  • Joe Biden
Cotações
25/03/2026 16h06 (delay 15min)
Câmbio
25/03/2026 16h06 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje sobe mais de 3% e salta quase 6 mil pontos após Trump pausar ataques ao Irã; dólar cai a R$ 5,24

  • 2

    Conflito de interesses impulsiona migração da assessoria para consultoria. O fee fixo é para todo mundo?

  • 3

    Nubank vai pagar até R$ 6 mil de cashback para clientes que transferirem investimentos para o banco

  • 4

    Petróleo caro vai além da Petrobras: veja empresas que podem ganhar ou perder na Bolsa

  • 5

    Imposto de Renda 2026: veja regras, prazos, tabela atualizada e quem deve declarar

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Benefício de Prestação Continuada: qual final do benefício recebe hoje (25)?
Logo E-Investidor
Benefício de Prestação Continuada: qual final do benefício recebe hoje (25)?
Imagem principal sobre o Aposentados e pensionistas INSS: qual final do benefício recebe hoje (25)?
Logo E-Investidor
Aposentados e pensionistas INSS: qual final do benefício recebe hoje (25)?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual NIS recebe hoje (25)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual NIS recebe hoje (25)?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 12 contribuintes obrigados a declarar neste ano
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 12 contribuintes obrigados a declarar neste ano
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia 2026: tem pagamento do benefício hoje (25)?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia 2026: tem pagamento do benefício hoje (25)?
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: qual é o prazo para resgatar o prêmio?
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: qual é o prazo para resgatar o prêmio?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia 2026: tem pagamento do benefício hoje (24)?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia 2026: tem pagamento do benefício hoje (24)?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual NIS recebe hoje (24)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual NIS recebe hoje (24)?
Últimas: Comportamento
Nubank vai pagar até R$ 6 mil de cashback para clientes que transferirem investimentos para o banco
Comportamento
Nubank vai pagar até R$ 6 mil de cashback para clientes que transferirem investimentos para o banco

Recompensas serão pagas em 10 parcelas mensais e é preciso manter os recursos no NU por todo o período; veja como funciona

23/03/2026 | 12h11 | Por Luíza Lanza
Testamento de US$ 500 milhões de CEO Tony Hsieh intriga Justiça com beneficiário misterioso e testemunhas ‘fantasmas’
Comportamento
Testamento de US$ 500 milhões de CEO Tony Hsieh intriga Justiça com beneficiário misterioso e testemunhas ‘fantasmas’

Documento atribuído ao executivo da varejista norte-americana Zappos surge do nada, levanta suspeitas de fraude e desencadeia disputa milionária nos tribunais

20/03/2026 | 17h30 | Por David Segal, da Fortune
Cartão de crédito movimenta R$ 3,1 tri no Brasil e acirra disputa entre bancos e fintechs
Comportamento
Cartão de crédito movimenta R$ 3,1 tri no Brasil e acirra disputa entre bancos e fintechs

Cartão de débito, por sua vez, mostra estagnação, a R$ 1 trilhão; concorrência é maior no segmento de alta renda

20/03/2026 | 09h28 | Por André Marinho
Petróleo: o preço que poderia travar a economia global — e colocar os EUA no limite
Comportamento
Petróleo: o preço que poderia travar a economia global — e colocar os EUA no limite

Fechamento do Estreito de Ormuz corta milhões de barris do mercado, faz o petróleo disparar e eleva o risco de um choque global com impacto direto sobre crescimento, inflação e emprego

19/03/2026 | 17h18 | Por Tristan Bove, da Fortune

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador