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Comportamento

Black Friday: 8 dicas para aproveitar as promoções de forma segura

Quem deseja realizar compras numa das principais datas do varejo deve tomar cuidado com excessos e golpes

Por Beatriz Rocha

17/11/2022 | 13:20 Atualização: 17/11/2022 | 13:45

A Black Friday deste ano vai acontecer no dia 25 de novembro. (Foto: Envato Elements)
A Black Friday deste ano vai acontecer no dia 25 de novembro. (Foto: Envato Elements)

Com a chegada da Black Friday, os consumidores já ficam na expectativa para realizar compras abaixo do preço. A data, que ocorre sempre na última sexta-feira do mês de novembro, é marcada por diferentes promoções. Segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o evento deverá movimentar R$ 4,21 bilhões neste ano, o maior valor desde 2010, quando foi incorporado ao calendário do varejo nacional.

Leia mais:
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A projeção positiva reflete os resultados dos últimos anos da Black Friday no Brasil. De acordo com dados da CNC, em 2020, a movimentação financeira proporcionada pela data avançou 13,2% em relação ao ano anterior. Já em 2021, houve aumento de 1,7%. Durante o período, a crise sanitária desencadeada pela pandemia do coronavírus impulsionou o processo de digitalização do consumo.

Marcos Paulo Maia Nicolau, diretor antifraude da Gerencianet, alerta para os riscos gerados a partir da grande variedade de ofertas. “As ferramentas de e-commerce estão cada vez mais evoluídas. É possível criar lojas virtuais com poucos cliques. Isso é muito bom, pois democratiza o empreendedorismo, mas também abre espaço para pessoas má intencionadas criarem lojas e divulgarem produtos e preços realmente muito chamativos, mas que muitas vezes não são reais”, explica.

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Atraídos por ofertas tentadoras, os consumidores ficam mais propensos a cair em golpes. É preciso tomar cuidado com sites e links falsos, que podem ser usados para roubar dados pessoais. Por trás dos preços baixos, também podem estar prazos e valores de entrega abusivos.

Além disso, pessoas não se planejam financeiramente e acabam comprando itens sem necessidade, apenas por conta das promoções. Com isso, o risco de endividamento aumenta.

Para não cair em ciladas durante a Black Friday, confira 8 dicas que vão te ajudar a comprar com maior segurança e responsabilidade:

1- Pense no que você realmente quer comprar

A planejadora financeira Daiane Mohr, especialista na Warren Investimentos, recomenda que os consumidores façam uma lista com os itens de desejo ou necessidade. Com tantas ofertas na data, é fácil uma pessoa se perder e comprar mercadorias que nem eram do seu interesse. “Se em dias normais já ficamos zonzos com tantas promoções que vemos em anúncios, e-mails, mensagens de WhatsApp e até de SMS, imagine na Black Friday”, enfatiza.

2- Faça um planejamento financeiro

Se você tem outras dívidas para quitar, não se deixe levar pela euforia do momento. Nessa situação, espere pela Black Friday do próximo ano ou realize compras de pequeno valor.

Caso haja espaço no orçamento, Daiane Mohr ainda recomenda precaução. “Estabeleça um valor máximo para gastar, levando em conta não só o seu saldo e o limite do cartão de crédito, mas também eventuais parcelas que você ainda tenha pendentes”, explica.

3- Confira o histórico de preços

Algumas lojas podem usar a famosa estratégia do “tudo pela metade do dobro”, ou seja, aumentam o valor dos produtos e depois aplicam descontos. Então, pense nas mercadorias que deseja comprar com uma certa antecedência para conseguir monitorar os preços e verificar se as promoções realmente estão compensando.

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Segundo Mohr, a especialista da Warren, também é importante prestar atenção no “esquenta”, já que alguns lugares começam a anunciar suas ofertas antes da data oficial da Black Friday. Certos estabelecimentos adotam, por exemplo, a Black Week (realizada durante toda a semana do evento original) e o Black Month (descontos em todo o mês de novembro).

4- Compre em lojas confiáveis

Confira se a loja onde você deseja comprar é realmente confiável. Caso contrário, busque o produto em outro lugar. O Procon de São Paulo disponibiliza uma lista com sites de estabelecimentos a serem evitados com base em reclamações de consumidores.

O Ministério da Justiça, em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor, desenvolveu uma ferramenta que permite pesquisar o histórico de uma empresa no mercado. A plataforma indica quantos problemas foram solucionados pelo fornecedor e dá uma nota ao atendimento prestado por ele. Sites como o Reclame Aqui também fornecem esse tipo de informação.

5- Desconfie de preços muito abaixo da média

Não deixe de comparar as ofertas de diferentes lojas. No entanto, preços muito abaixo do valor de mercado podem indicar possíveis golpes. Também confira se o prazo de envio da mercadoria e o custo do frete não são abusivos. Esse tipo de prática às vezes é feita para compensar o desconto das encomendas, mas contraria os direitos do consumidor e pode ser denunciada ao Procon.

6- Verifique se o site da loja é verdadeiro

Durante as compras on-line, fique atento ao visual da página oficial do e-commerce. Imagens de baixa qualidade e erros gramaticais podem ser um indicativo de fraude. Ao olhar para a URL (endereço do site na internet), verifique se há um símbolo de cadeado ao lado esquerdo. Antes do “www” também deve estar o protocolo “https”. De acordo com Marcos Paulo Maia Nicolau, da Gerencianet, o “S” no final significa que “existe uma criptografia no fluxo de informações transacionadas por meio de determinado site”.

O diretor antifraude ainda sugere baixar o aplicativo oficial do e-commerce na Play Store (Android) ou App Store (Apple).

Se a compra for feita pela internet, mesmo em um site aparentemente confiável, é interessante tirar um print screen (captura de tela) comprovando que o pagamento foi realizado. Isso pode servir de garantia ao cliente caso ocorra algum problema.

7- Cuidado com o phishing

O golpe ocorre a partir do envio de mensagens e e-mails falsos que tentam induzir uma pessoa a clicar em links duvidosos. Ao acessar o endereço eletrônico, danos podem ser causados em celulares ou computadores. Também há o risco de informações pessoais e dados financeiros serem roubados.

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Desconfie de recados que trazem alertas de urgência, como as frases “Você foi sorteado” e “Sua fatura chegou”. Na dúvida, não clique nos links.

8- Preste atenção na hora de realizar o pagamento

Tome cuidados com qualquer forma de pagamento. Independentemente da escolha ser boleto, Pix ou cartão, confirme os dados do destinatário e veja se as informações de cobrança estão corretas. Nas compras pela internet, vale um cuidado extra: verificar a confiabilidade do site. Então, cheque se há o padrão “https” e o cadeado ao lado esquerdo da URL.

“Outra dica interessante é criar um cartão virtual para cada compra online. Assim, caso se trate de uma loja não segura, os dados do cartão não serão utilizados em outra transação”, recomenda Marcos Paulo Maia Nicolau.

As compras em lojas físicas costumam ser mais seguras, mas não estão isentas dos golpes. No pagamento por maquininha, confera se o valor que está na tela é o mesmo da promoção.

Caí em um golpe. E agora?

Mesmo tomando cuidados, ainda há chances de o consumidor cair em uma cilada. Caso isso aconteça, o diretor antifraude da Gerencianet alerta para a necessidade de realizar um boletim de ocorrência na polícia, reportando a situação. Os clientes também devem comunicar a instituição de pagamento com urgência para avaliar se ainda há tempo de bloquear a transação financeira.

Para o Pix, existe o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que pode ser acionado em casos de fraude. “Ao utilizar o MED, todas as instituições envolvidas na transação são avisadas sobre o possível problema e, caso ainda se tenha o saldo disponível, o valor pode ser bloqueado”, explica Marcos Paulo.

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