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Comportamento

Qual palavra o brasileiro mais usa para descrever suas finanças? Estudo responde

Os dados são reflexo de mais de 2 mil pessoas entrevistadas

Por Laura Abreu, Estadão Conteúdo

16/06/2023 | 12:36 Atualização: 16/06/2023 | 13:24

Foto: Envato Elements
Foto: Envato Elements

Palavras negativas, alternativas para complementar a renda e uso de crédito para crescer. São estes alguns pontos levantados sobre a vida financeira dos brasileiros, segundo estudo inédito sobre dismorfia financeira da instituição bancária Will Bank. Apresentada nesta quinta-feira, 15, em um bate-papo com convidados, a pesquisa aponta a relação do brasileiro com o dinheiro e traz observações sobre o perfil nacional, como o dado que sete em cada dez brasileiros descrevem suas vidas financeiras com discursos negativos, representando 47,3%, ou neutros, com 24%.

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Uma realidade reforçada pela pesquisa é a insuficiência da renda mensal do brasileiro para o pagamento das contas como luz, água e moradia, uma vez que 44,8% das pessoas da classe B2 buscaram renda extra nos últimos 12 meses e 50,5% da classe DE declarou que não consegue ou tem dificuldade para pagar as contas do mês. A palavra “desespero” é associada não somente para descrever gastos para pessoas negras, mas também pela classe C1 ao associar a atividades como abrir um negócio, guardar dinheiro para a aposentadoria ou realizar um projeto pessoal.

O acesso ao mercado de crédito e serviços bancários também é um dos apontamentos que a pesquisa aborda. Dados mostram como as ofertas de crédito representam uma forma de driblar as vulnerabilidades sociais para as mulheres negras da classe DE (52,3%), mas que a maior porcentagem de solicitações de empréstimo ainda é concentrada em classes mais privilegiadas (24,1%). Isso se confirma ao observar que a maior parcela é de usuários de serviços financeiros são homens da classe AB1, que utilizam, em média, 5,8 produtos, entre cartões de crédito e débito, conta corrente, investimentos, débito automático, seguros ou crédito pessoal.

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Os dados são reflexo de mais de 2 mil pessoas entrevistadas, entre homens e mulheres, na faixa etária de 18 a 40 anos, de todas as etnias e regiões do Brasil. O estudo foi dividido em três fases: a primeira consistiu em análise interna com equipes e clientes; a segunda foi uma pesquisa expandida entre as regiões do país e, por fim, a pesquisa se debruçou em análises quantitativas e qualitativas.

Mais resultados deste trabalho estão compilados em 22 páginas que mostram como os brasileiros possuem uma visão distorcida das finanças, que despertam sentimentos diferentes entre as classes sociais. Isso explica o conceito de dismorfia financeira.

Segundo Felipe Félix, fundador do Will Bank, a instituição percebia este comportamento em seus clientes e sentiu a necessidade de explorar em um estudo os gatilhos que promovem o problema entre os brasileiros. Para ele, os gatilhos são irracionais e moldam como as pessoas vão consumir e tomar as suas decisões financeiras.

“Quais são esses gatilhos que impedem as pessoas de serem incluídas financeiramente? A pesquisa mostra que tem muito a ver sobre a falta de pertencimento (ao ambiente bancário). As pessoas não se enxergarem. Então, acho que a gente tem uma expectativa muito positiva de que a partir do conhecimento é possível mudar essa realidade e esse vai ser um dos nossos objetivos, tendo o crédito como direito humano. O estudo envelopa todos esses aprendizados e dá o nome a ele ?, mas isso é um processo contínuo”, reforçou Félix.

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Ainda segundo o executivo, a visão geral do estudo já é trabalhada internamente e irá auxiliar a equipe a simplificar os seus produtos, entender como devem se comunicar e levar clientes para uma posição de protagonista.

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