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Comportamento

Não perca o cartão de crédito nos EUA, pois a entrega pode ser longa

Escassez mundial na produção de chips faz com que os cartões sejam produzidos com atrasos de até meses

Por Jaclyn Peiser, Washington Post

20/02/2023 | 17:30 Atualização: 21/02/2023 | 10:54

(Foto: Thiago Teixeira/Estadão)
(Foto: Thiago Teixeira/Estadão)

Quando Ed Delaney entrou em contato com a operadora de seu cartão de crédito no início de novembro para pedir um cartão adicional para a esposa, escutou que ele chegaria em cerca de dez dias. As semanas passaram e nada do cartão chegar. Demorou até janeiro para descobrir o motivo: não havia microchips suficientes.

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As operadoras de cartão de crédito e débito estão sentindo todos os efeitos de uma escassez global de semicondutores que tem atormentado os setores automotivo e de tecnologia desde que a demanda por chips disparou durante a pandemia. Agora, consumidores como Delaney, 67 anos, de Spokane, Washington – que ligou para a operadora do cartão inúmeras vezes até ele finalmente chegar no início de fevereiro – também estão sentindo esses efeitos. “Foi um grande transtorno para nós”, disse ele.

Esperas de seis semanas ou mais tornaram-se comuns – principalmente para associados de cooperativas de crédito – em vez daquelas de cinco a dez dias do passado. E o problema não vai desaparecer: Patrick Penfield, professor de práticas de cadeias de suprimentos na Universidade Syracuse, estima que as entregas de cartões continuem atrasando ao longo de 2023, ainda que os fabricantes estejam planejando produzir três bilhões deles este ano.

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A demanda por cartões com chips EMV é alta: até o fim de 2021, 63% dos cartões nos Estados Unidos tinham o quadradinho prateado ou dourado, de acordo com a EMVCo, órgão de padrões de tecnologia de pagamento.

De julho de 2021 a junho de 2022, os cartões com chip foram usados em 85% das transações feitas nos EUA e em 92% daquelas realizadas globalmente. Os fabricantes não conseguem dar conta: os prazos de entrega dos chips agora são em média de 20 a 25 semanas, segundo a Everstream Analytics, especialista em riscos para cadeias de suprimentos, em comparação com o intervalo de 10 a 14 semanas antes da pandemia.

Lewis Black, CEO da Almonty Industries, com sede em Toronto, um dos maiores produtores mundiais de concentrado de tungstênio, um componente semicondutor, diz que a escassez de chips foi agravada pelo número limitado de fábricas aptas a produzi-los, assim como pela concorrência acirrada entre indústrias, que coletivamente colocaram o setor de cartão de crédito no fim da lista de prioridades.

“Foi um problema atrás do outro”, disse Black

Um aumento repentino

Embora os europeus utilizem cartões de crédito com chip há quase uma década, os americanos ainda estão fazendo essa transição. “Nos EUA, o dinheiro é rei – e assim todos acabavam cedendo”, disse Black.

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Mas isso mudou durante a pandemia, à medida que os consumidores tentavam limitar o contato com pessoas e superfícies pouco higiênicas, disse ele. O chip EMV foi a resposta – bastava aproximar seu cartão de crédito, débito ou pré-pago na hora de pagar. A tecnologia também torna as transações menos suscetíveis a fraudes.

Isso coincidiu com uma onda de compras on-line, sobretudo de eletrônicos como laptops, cujas vendas aumentaram aproximadamente 40% entre o segundo e o terceiro trimestre de 2020, de acordo com o Departamento de Análises Econômicas dos EUA (BEA, na sigla em inglês). As vendas de automóveis registraram uma recuperação semelhante durante aquele período, obrigando os fabricantes de chips a aumentar a produção.

Em seguida, veio o incentivo do governo Biden para os veículos elétricos em 2021, que exigem mais do que o dobro de semicondutores que os carros movidos a gasolina. Isso colocou ainda mais pressão sobre uma cadeia de suprimentos já atrasada, disse Black.

“Não houve um aumento na produção de semicondutores, mas houve um crescimento significativo nas demandas pelas determinações do governo”, afirmou.

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Enquanto isso, duas décadas de consolidação na indústria de chips deixou apenas um pequeno grupo de empresas equipadas para produzir essa tecnologia “extraordinariamente cara e avançada”, disse Black. E “dá para literalmente contar nos dedos de uma mão o número de fabricantes que realmente têm a capacidade técnica para produzi-los e fazê-los funcionar.”

Embora o governo Biden tenha aprovado a “lei dos chips”, que oferece incentivos aos fabricantes de chips para construir mais fábricas, ainda vai levar um tempo até a escassez ser resolvida. A Associação da Indústria de Semicondutores recusou um pedido de entrevista do Washington Post.

“Esses gargalos de produção também afetam os prazos de entrega dos cartões de crédito”, disse Michael Dorner, CEO da VariusSystems, empresa austríaca de tecnologia da informação e presidente da Associação Internacional de Fabricantes de Cartões, em uma nota enviada ao Post.

“Levará algum tempo até que as cadeias de suprimentos se recuperem completamente.”

‘Os grandões recebem primeiro’

Na hierarquia dos chips, os cartões de crédito ocupam o lugar mais baixo, disse Penfield. Os fabricantes priorizam seus clientes com maior margem de lucro, ou seja, quem produz computadores e smartphones.

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“Quando se leva em consideração o que eles vão focar de verdade, ou dar preferência, são esses os chips com os quais eles podem ganhar mais dinheiro”, afirmou.

A indústria de cartão de crédito também tem sua própria hierarquia. Instituições grandes, como a American Express, a Chase e a Discover disseram ao Post que não estão tendo atrasos em suas cadeias de suprimentos. Por outro lado, segundo os especialistas, são as cooperativas de crédito e os bancos regionais que estão passando pelo sufoco.

Tiffany Milbrandt, gerente de desenvolvimento comercial da fabricante de cartões impressos personalizados CARDSource, disse não se surpreender com o fato de os bancos menores serem os mais afetados. Apesar de sua empresa não utilizar chips EMV, ela tem vivenciado atrasos na cadeia de suprimentos de outros materiais usados em seus cartões vale-presente e de fidelidade.

“Os grandões recebem primeiro”, disse ela.

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Black observou que os fabricantes de cartões não podem arriscar se indispor com um banco grande ou perder um cliente importante.

“Os clientes não têm memória curta”, disse Black. “Eles não vão lembrar que você os apoiou neste momento, mas vão lembrar se não o fizer. (…) Se você deixar de entregar o pedido, digamos, da Amex, haverá alguém à espreita que dará conta da demanda.”

Mas isso ainda deixa aqueles que dependem de bancos menores com poucas opções. Alguns clientes manifestaram suas frustrações nas redes sociais, como um tuíte no qual uma pessoa relatou estar esperando há mais de cinco semanas por um cartão de débito da Pentagon Federal Credit Union, que afirma ter 2,8 milhões de associados em seu site. “Eles nunca avisaram sobre o problema com a emissão de cartões quando solicitamos um”, tuitou o cliente da PenFed, acrescentando que não houve explicação para o atraso.

A PenFed não respondeu ao pedido de posicionamento do Post. Em tuítes respondendo às queixas dos clientes, a cooperativa de crédito disse que estava “trabalhando diligentemente para resolver o problema com nosso fornecedor de cartões”.

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Quando Karen Lubieniecki, 73 anos, entrou em contato com a equipe da Federal Credit Union para solicitar a substituição de um cartão perdido, foi avisada de que o prazo de entrega poderia ser de até dois meses. “Isso foi um choque”, disse a moradora de Laurel, em Maryland. “Fomos pegos de surpresa.”

Ela teve sorte, o cartão chegou cerca de dez dias depois. Mesmo assim, a partir desta semana, os funcionários do serviço de atendimento ao cliente vão dar prazos de entrega de quatro a seis semanas.

Uma forcinha para o uso das carteiras digitais

A Teachers Credit Union, que tem mais de 50 filiais em Indiana e no Michigan, começou a informar a respeito dos atrasos na emissão de cartões no mês passado. Agora, a cooperativa está incentivando os associados a usar as carteiras digitais em seus smartphones; mesmo que o cartão tenha vencido, a versão digital ainda funcionará.

Black acredita que outras cooperativas de crédito deveriam seguir o exemplo – é uma oportunidade para elas conseguirem uma vantagem em relação aos bancos maiores. Além disso, a tecnologia é mais segura.

“Se você roubar um celular, isso não significa que conseguirá sair e comprar o almoço com ele”, disse Black.

Substituir um cartão roubado ou perdido é mais complicado porque exige que um cliente o cancele, deixando-o sem um número de cartão para usar em seu smartphone.

“Acho que esse é de certa forma o dilema”, disse Penfield. Porém, os bancos vão precisar ser criativos e fazer coisas como enviar pelo correio para o cliente o novo número do cartão antes de ele ser entregue. “Acho que isso seria interessante para eles (…) Afinal, os cartões só vão atrasar cada vez mais.”

TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

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