• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Comportamento

Fim do isolamento social pode causar compras desenfreadas

O consumo alto após o fim da quarentena também é conhecido como revenge spending

Por E-Investidor

19/10/2020 | 17:38 Atualização: 08/12/2023 | 17:35

Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

(Murilo Basso, Especial para o E-Investidor) – Em abril, após meses fechada devido à pandemia do novo coronavírus, uma loja da grife francesa Hermès em Guangzhou, no sul da China, faturou cerca de R$ 14 milhões em um único sábado, um dia após o fim da quarentena na região. A estimativa é de que esse foi o maior resultado diário já registrado pela empresa no país. O episódio é ótimo para explicar a prática de revenge spending (gasto de vingança, em português).

Leia mais:
  • E-commerce tem maior alta em 20 anos. Veja as empresas que se destacaram no semestre
  • Magazine Luiza: o favoritismo no varejo eletrônico e as principais competidoras
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O conceito surgiu na China, na década de 1980, para ilustrar o acentuado aumento do consumo das famílias chinesas de alta renda a partir da abertura comercial do país, explica o professor da Escola de Gestão e Negócios da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) Jorge Henrique Lopes Ferreira.

“De forma geral, essa expressão é usada para ilustrar períodos de rápido crescimento no consumo, após períodos de consumo represado. A expressão revenge shopping também é utilizada com a mesma conotação”, diz, completando que atualmente tem se falado muito sobre um período de revenge spending também no Ocidente, conforme a economia for reabrindo à medida em que a pandemia da Covid-19 é controlada.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Isso porque em muitas circunstâncias, consumir é um ato muito mais emocional do que racional. No cenário atual, a questão pode ser ainda mais verdadeira, já que muitas pessoas estão se sentindo angustiadas e entediadas com a nova rotina, podendo lançar mão da frase “eu mereço” para justificar qualquer compra.

Essa espécie de compaixão consigo mesmo pode ser usada para celebrar uma situação, trazer um pouquinho de prazer, preencher um vazio ou, até mesmo, minimizar uma frustração.

Paula Sauer, especialista em comportamento do consumidor e professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing em São Paulo (ESPM), lembra que, para muitas pessoas, o isolamento social significa meses em casa, em um isolamento que parece não ter fim, com planos que foram adiados ou cancelados. Em cenários assim, costuma-se privilegiar o presente em detrimento do futuro.

“Quanto ao tipo de compras, quando falamos das compras por vingança, elas têm como principal função dar prazer, conforto. Ter ‘utilidade’, neste caso, é secundário. Para alguém que está confinado em casa há meses, jantar em um bom restaurante e comer uma sobremesa cara pode ser uma revanche. Isso não está relacionado somente com o preço, mas, principalmente, com as proibições”, afirma.

Publicidade

Em relação à pandemia de Sars-CoV-2, o revenge spending deve ocorrer porque antes os indivíduos estavam acostumados com a liberdade de ir e vir, limitada com a necessidade de distanciamento social. No longo prazo, medidas como essa tendem a deixar os sujeitos mais propensos a extravasar em uma volta à normalidade. Ferreira afirma que há uma série de aspectos que devem ser considerados nesse comportamento, como o fato de que há pessoas que consomem em conjunto com outras pessoas, então o consumo acaba sendo encarado como uma forma de interação e inserção social.

“Além disso, outras pessoas têm o costume de fazer aquelas ‘comprinhas’ rotineiras ou de renovar o guarda-roupa, e o período de restrição dificultou esse consumo. Dessa forma, ao passo em que a atividade econômica começa a se normalizar, muitos sentem a necessidade de compensar o consumo e, também, as atividades que não foram feitas durante o período de restrições”, diz.

Paula afirma que o confinamento, as mudanças na rotina e até mesmo uma “incansável coleção de lutos” acumulados durante a pandemia trouxeram uma imensa angústia aos brasileiros, e a angústia sufoca. Cada indivíduo reage a esse sentimento de uma forma, como se fosse um líquido que se adapta a diferentes tipos de frasco.

“A angústia avisa que algo precisa ser modificado e funciona como uma mola propulsora. O problema é quando o indivíduo acredita que esse ‘algo’ pode ser comprado. Momentaneamente, pode surgir até uma sensação de prazer, que é passageira. Quando a angústia voltar, além de se lidar novamente com o sufoco, haverá para muitos também uma dívida”, opina a docente da ESPM.

Consumo on-line x consumo físico

Apesar de estarem fechadas em casa há meses, as pessoas ainda tinham a opção do e-commerce, que, aliás, cresceu exponencialmente no país.

Publicidade

Dados da 42ª edição do Webshoppers, estudo sobre o varejo on-line brasileiro elaborado semestralmente pela Ebit|Nielsen em parceria com a Elo, demonstraram as lojas digitais nacionais registraram crescimento de 47% no primeiro semestre de 2020, maior alta em 20 anos. Por que, então, a reabertura das lojas físicas faria o consumo crescer, já que mesmo com o isolamento ninguém ficou impedido de comprar?

Porque consumir em uma loja física é, para muita gente, um momento de lazer, de socializar e de alimentar a vaidade. Quase como se fosse um “ritual”. Há também quem prefira comprar presencialmente porque gosta de ter um contato com o produto, experimentá-lo, antes de arrematá-lo. Por isso é que ainda que o comércio eletrônico possa ser, muitas vezes, mais barato e mais prático, ele não permite esse envolvimento social proporcionado por uma ida à loja ou ao shopping.

Existe, aqui, um fator psicológico relevante; não se trata apenas de um fator econômico ou financeiro. Além disso, segundo Paula, comprar pela internet pode ser confortável, mas não traz a sensação “aconchegante” da normalidade. Como agora não é possível encontrar a família e os amigos, ninguém vê a compra – e se ninguém a vê, é quase como se ela não tivesse acontecido.

“Tem um outro lado mais pragmático: algumas compras pela internet simplesmente não funcionam. Não se tem a noção exata do que se está comprando e o pós- venda pode ser insuficiente, transformando a experiência do consumidor num pesadelo. Um outro aspecto que se deve levar em conta sobre o revenge spending é a experiência do consumidor. Em muitas ocasiões, o atendimento, o cheiro da loja, o ambiente, é tudo
o que o cliente quer. Em outras, é até mesmo a realização de um sonho”, diz.

Como fomentar o consumo

Apesar de as chances de um boom no consumo no Brasil serem altas conforme o isolamento for sendo cada vez mais relaxado, Ferreira diz que é difícil afirmar que esse movimento dará conta de “salvar” o comércio nacional, já que alguns impactos do período de restrição são permanentes. Ele lembra que muitos negócios, em especial os pequenos, precisaram fechar suas portas.

Publicidade

“Além disso, quando tudo isso passar, uma parte do comércio ainda deve ter um saldo líquido negativo, uma vez que, durante o período em que as pessoas estiveram em casa, elas gastaram menos com e também utilizaram menos itens como calçados, roupas e acessórios, o que poderá se refletir na demanda imediata por esses bens”, opina.

Aos varejistas, caberá pensar em estratégias que possam fomentar ainda mais o consumo. Nesse sentido, o professor da Unisinos diz que campanhas de vendas serão fundamentais para que as lojas possam conquistar uma atenção maior de clientes em potencial. Devem ser utilizadas promoções, condições diferenciadas de pagamento e campanhas organizadas pelas associações comerciais.

Leia também: Magazine Luiza: o favoritismo no varejo eletrônico e as principais competidoras

Ao mesmo tempo, os consumidores precisam ter a consciência de não gastar mais do que realmente têm, para que não caiam em dívidas e a situação ruim vire uma bola de neve. Esse comportamento de comprar como se não houvesse amanhã, alerta Paula Sauer, pode, em pouco tempo, ocasionar uma quebra nas finanças de muitas famílias brasileiras.

Publicidade

“É preciso lembrar que, apesar de ser um comportamento para muitos, extremamente prazeroso, consumir não resolve problemas. Ainda estamos vivendo um cenário grave de desemprego, queda na renda e de muitas incertezas econômicas. Comprar no ‘modo piloto automático’ pode ser fonte de mais angústia, pois o prazer gerado pelo consumo tende a acabar antes da dívida” pontua.

Manter os “pés no chão” neste momento é crucial. Algumas dicas que podem ajudar na hora das compras são: pesquisar preços, barganhar descontos e não acumular parcelas demais para serem pagas nos próximos meses. Refletir sobre a real necessidade do bem que se está comprando ou querendo comprar também é uma boa.

Novos hábitos de consumo

Sobre quais devem ser os novos hábitos de consumo no pós-pandemia, Jorge Henrique Lopes Ferreira acredita que deve haver um aumento na demanda por bens e serviços não essenciais, como calçados e vestuário, alimentação fora de casa, viagens, hotéis e
shows, para citar alguns.

“Durante a restrição de circulação, o consumo das famílias foi voltado para a compra de produtos essenciais. Nesse período, uma série de atividades que as pessoas eram acostumadas a fazer, como sair para jantar fora, ficaram muito restritas. Assim, entendo que o consumidor deverá dar uma maior atenção para as atividades que não puderam ser realizadas durante a pandemia”, finaliza.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • China
  • Consumo
  • E-Commerce
  • Varejo
Cotações
18/01/2026 19h35 (delay 15min)
Câmbio
18/01/2026 19h35 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Até voos de helicóptero: o que os bancos ofertam em cartão para altíssima renda

  • 2

    Ações para dividendos em 2026: as mais citadas nas carteiras e o porquê

  • 3

    FGC inicia pagamento de R$ 40,6 bilhões a investidores com CDBs do Banco Master; veja como receber

  • 4

    Endividamento das famílias cresce em ano eleitoral; veja como organizar o orçamento

  • 5

    Ibovespa hoje fecha em queda e perde os 165 mil pontos com temor de Selic elevada por mais tempo

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Motoristas de Uber podem ser isentos do Imposto de Renda ainda em 2026? Entenda
Logo E-Investidor
Motoristas de Uber podem ser isentos do Imposto de Renda ainda em 2026? Entenda
Imagem principal sobre o Aposentados do INSS: teto para quem recebe mais de um salário mínimo sobe para R$ 8,4 mil
Logo E-Investidor
Aposentados do INSS: teto para quem recebe mais de um salário mínimo sobe para R$ 8,4 mil
Imagem principal sobre o FGC paga credores do Master e alerta para o prazo de ressarcimento; cuidado com os golpes
Logo E-Investidor
FGC paga credores do Master e alerta para o prazo de ressarcimento; cuidado com os golpes
Imagem principal sobre o Benefício Variável Familiar: como sacar o valor do benefício?
Logo E-Investidor
Benefício Variável Familiar: como sacar o valor do benefício?
Imagem principal sobre o Este benefício acrescenta R$ 50 no valor do Bolsa Família
Logo E-Investidor
Este benefício acrescenta R$ 50 no valor do Bolsa Família
Imagem principal sobre o FGTS: caso o titular tenha falecido, seus dependentes podem sacar o saldo retido?
Logo E-Investidor
FGTS: caso o titular tenha falecido, seus dependentes podem sacar o saldo retido?
Imagem principal sobre o Aposentadoria tem novo valor mínimo de pagamento pelo INSS em 2026
Logo E-Investidor
Aposentadoria tem novo valor mínimo de pagamento pelo INSS em 2026
Imagem principal sobre o Mudou de endereço? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Logo E-Investidor
Mudou de endereço? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Últimas:
CDBs do Banco Master: FGC processa 9 mil pedidos de ressarcimento por hora; veja como solicitar
Mercado
CDBs do Banco Master: FGC processa 9 mil pedidos de ressarcimento por hora; veja como solicitar

Até o início da tarde deste domingo, 18, cerca de 150 mil pedidos de já haviam sido feitos; pagamentos começam nesta segunda-feira

18/01/2026 | 14h01 | Por Jenne Andrade
FGC diz que, a partir de 1º de junho de 2026, novas regras do CMN não mudam garantia, mas afetam oferta de CDBs
Tempo Real
FGC diz que, a partir de 1º de junho de 2026, novas regras do CMN não mudam garantia, mas afetam oferta de CDBs

Após o caso Banco Master, fundo esclarece que mudanças aprovadas pelo CMN não limitam a garantia, mas buscam reduzir riscos excessivos no sistema

18/01/2026 | 12h08 | Por Isabela Ortiz
Tele Sena Semanal de hoje (18): SORTEIO REALIZADO; veja as dezenas da 87ª edição
Loterias
Tele Sena Semanal de hoje (18): SORTEIO REALIZADO; veja as dezenas da 87ª edição

Os dois sorteios da modalidade foram transmitidos ao vivo pelo Sistema Brasileiro de Televisão (SBT)

18/01/2026 | 11h22 | Por Jéssica Anjos
Resultado da +Milionária 321: ACUMULOU! Prêmio máximo fica sem vencedores; veja detalhes
Loterias
Resultado da +Milionária 321: ACUMULOU! Prêmio máximo fica sem vencedores; veja detalhes

O concurso da vez foi sorteado no sábado (17) no Espaço da Sorte, localizado na cidade de São Paulo

18/01/2026 | 09h35 | Por Jéssica Anjos

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador