Contudo, a recente valorização ainda não sinaliza ao investidor uma tendência de alta para os próximos dias. Beto Fernandes, analista da Foxbit, explica que as tarifas dos EUA sobre os produtos de importação podem elevar a inflação no país e, como consequência, desencadear uma recessão econômica nos próximos meses.
“Com uma taxa mais agressiva e a reciprocidade dessas tarifas pelos outros governos, os produtos e matérias-primas tendem a encarecer”, diz o especialista. Caso esse movimento ocorra, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) seria obrigado a elevar as taxas de juros para controlar a alta dos preços, o que seria negativo para o bitcoin.
Dado esse contexto, Rafael Bonventi, analista da Bitget, diz que o ativo digital ainda precisa encontrar forças para superar outras zonas de resistências, como as cotações de US$ 84 mil, para reverter a tendência de perdas em um movimento efetivo de recuperação.
“Um rompimento acima de US$ 85.470 seria o primeiro sinal de que o momento comprador está ganhando força, mas uma confirmação completa exigiria uma quebra acima de US$ 86.700, o que indicaria uma tendência de alta mais sustentável”, ressalta o especialista.
Em 2025, o bitcoin hoje acumula uma desvalorização de 10,5%.