E há mais vantagens nesse processo, o primeiro deles é não ter juros envolvidos. Como as pessoas subsidiam entre si os imóveis, não há uma instituição financeira que precise emprestar recurso para a compra de terrenos, casas ou apartamentos.
Fabiane Guiraud de Souza, diretora comercial da Clarim Imóveis, afirma que os Fundos de Investimento Imobiliários (FII) e os consórcios funcionam de modos diferentes e com retornos distintos. Por esse motivo, vale a pena conhecer bem os prós e os contras de cada opção.
A especialista diz que, ao aportar um valor nos FII, você não paga taxas e ainda é remunerado durante o processo (0,6% a 0,8% ao mês, em média). Usando essa remuneração para reinvestir, você usa os juros a seu favor — esse é o “mantra” do investidor. Porém, os consórcios podem ter uma alavancagem bem melhor que os fundos imobiliários a depender do período de contemplação.
“Um exemplo: você paga R$ 20 mil em parcelas e é contemplado em uma carta de crédito de R$ 200 mil, então você rapidamente vê um volume dez vezes maior de recurso. Nesse caso, você poderia comprar um imóvel e locar para um inquilino de imediato, ou seja, o imóvel ‘se pagaria sozinho'”, explica Souza.
Por isso, é importante pesar qual é o modelo de investimento que cabe melhor na sua carteira. E, se você tiver um “respiro”, pode até para mesclar as duas opções.