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Educação Financeira

Investir no exterior: como escolher a melhor corretora e ativos fora do Brasil

Com as recentes quedas da bolsa americana, investidores passaram a buscar diversificação em ativos fora do Brasil

Retrato de busto sob fundo azul escuro.
Por Leo Guimarães
Editado por Wladimir D'Andrade

21/03/2025 | 3:00 Atualização: 20/03/2025 | 17:24

Critério mínimo para investir no exterior com segurança é negociar via corretoras reguladas pelos órgãos de controle, como a SEC nos EUA. (Imagem: ImageFlow em Adobe Stock)
Critério mínimo para investir no exterior com segurança é negociar via corretoras reguladas pelos órgãos de controle, como a SEC nos EUA. (Imagem: ImageFlow em Adobe Stock)

Com a saída de recursos da bolsa americana e o giro global dos mercados, cresce o apelo por diversificação em ativos no exterior. Mas antes de buscar oportunidades na Europa e em países emergentes, ou mesmo nos Estados Unidos, o investidor brasileiro precisa começar pela escolha da corretora internacional certa. E não basta mirar apenas nos ganhos, pois investir no exterior exige estratégia que já começa pela seleção da plataforma que melhor pode atender cada perfil e seus objetivos.

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“O brasileiro não deve pensar nos investimentos internacionais apenas olhando sob a ótica de retorno, mas sim como diversificação, que deve ser feita em diversas geografias e classes de ativos”, diz Caio Zylbersztajn, sócio da Nord Investimentos.

  • Melhores corretoras para investir no exterior: como escolher e onde abrir conta

Dentro do plano de diversificação, Tatiana Berenguer, estrategista de investimentos globais da Garrington Capital, lembra que os EUA seguem como destino principal dos investimentos globais e que os atuais juros altos por lá tornam o crédito privado e ativos alternativos mais atrativos como proteção contra volatilidade.

Por que investir no exterior pode ser vantajoso agora?

“Na Europa, empresas com valuations (preços de mercado) descontados e incentivos fiscais chamam atenção, enquanto emergentes oferecem crescimento e escala, apesar da menor previsibilidade”, diz Berenguer.

Na prática, Europa e mercados emergentes ainda estão baratos, observa Gerson Brilhante, analista da Levante Inside Corp., citando o Stoxx 600 (índice europeu) negociando a menos de 15 vezes o lucro das empresas e o MSCI Emerging Markets (índice de emergentes) a cerca de 12 vezes o lucro.

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“Bonds mexicanos via IBKR ou Saxo são interessante também”, diz Brilhante, citando os títulos de dívida do México que podem ser acessados por meio de plataformas como IBKR (Interactive Brokers) ou Saxo Bank, corretoras internacionais que oferecem acesso direto a esse tipo de papel.

Mas será que vale a pena operar com corretoras internacionais enquanto existem plataformas brasileiras oferecendo uma interface mais amigável ao investidor brasileiro?

Corretoras internacionais: como escolher a melhor opção?

Para o investidor, o critério mínimo para manter um investimento seguro no além mar é procurar por corretoras reguladas pelos órgãos de controle de mercado de capitais, como a Securities and Exchange Commission (SEC), nos Estados Unidos, a Financial Conduct Authority (FCA), no Reino Unido, e a própria Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no Brasil.

Nos EUA é importante operar com serviços vinculados a organizações como o Securities Investor Protection Corporation (SIPC), que protege investidores contra a falência de corretoras, normalmente até o valor de US$ 500 mil, e a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), que protege depósitos em contas bancárias até o limite de US$ 250 mil, o que poderia ser visto como instituições equivalentes ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) brasileiro.

Depois disso, o investidor precisa avaliar os custos que impactam a rentabilidade, como taxas de corretagem cobradas por operação e o spread cambial, que é a diferença entre a taxa de câmbio de compra e venda.

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Para quem pretende fazer “trade” (comprar e vender no curto prazo), o slippage também é uma tecnicidade que deve ser levada em conta pelo investidor. A diferença entre o preço esperado de execução de uma ordem e o preço real obtido no mercado, como pode ser definido o termo, pode sair cara.

Experiência e custos: o que considerar antes de investir fora do Brasil?

A variedade de ativos disponíveis, a facilidade de uso e o suporte ao cliente em português podem facilitar a experiência do investidor, “especialmente dos iniciantes”, diz Zylbersztajn. O problema é que serviço custa caro e as plataformas que se destacam pela acessibilidade oferecem taxas menos competitivas e possuem menor variedade de ativos disponíveis.

Já plataformas mais sofisticadas, com ampla diversidade de investimentos, podem ser menos amigáveis e exigir um nível maior de conhecimento técnico. “O ideal é equilibrar esses fatores conforme o perfil e os objetivos do investidor”, comenta Berenguer.

Veja nesta matéria quais corretoras oferecem o melhor custo benefício para brasileiro que pretende investir no exterior, a tributação incidente para quem aporta recursos lá fora e os principais desafios dos que desejam iniciar no mercado financeiro fora do Brasil.

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