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Educação Financeira

Vale a pena contratar um seguro automotivo por quilometragem?

Levantamento feito pela Youse compara o seguro convencional com o novo serviço

Por Luiz Felipe Simões

28/09/2021 | 17:56 Atualização: 29/09/2021 | 14:18

(FOTO: Envato Elements)
(FOTO: Envato Elements)

Os seguros são um dos poucos serviços que contratamos com a esperança de nunca utilizar. Com o intuito de baratear os custos para os clientes, as seguradoras têm se reinventado para oferecerem seus serviços de forma mais acessível.

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É o caso da Youse, da Caixa Seguradora, que está lançando o segmento de seguro automotivo por quilometragem, no qual o cliente paga conforme a distância percorrida.

Segundo a própria companhia, o serviço ‘Auto por Km’ funciona aos moldes do modelo “pay per use”, ou seja, pague pelo que usar. Essa modalidade pode ser mais vantajosa para as pessoas que utilizam o carro para percorrer curtas distâncias ou combinam seu uso com transporte coletivo, bicicleta, entre outros.

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“Para aqueles que rodam em média 300 quilômetros por mês, a modalidade é uma boa opção, já que mantém seu seguro mesmo quando o carro está parado e garante o pagamento compatível com o uso”, indica Lenara Londero, product manager na Youse.

O E-Investidor conversou com especialistas em educação financeira para saber se vale mais a pena contratar o seguro convencional ou o por quilometragem. Para efeito de análise, a Youse enviou um levantamento exclusivo no qual compara ambas as modalidades.

Vale lembrar que os combos apresentados (básico, intermediário e completo) são distintos por produto, ou seja, possuem coberturas e assistências diferentes. Outro ponto importante é que a seguradora considerou a quilometragem de 14 km/dia, que é a média de quilometragem percorrida atualmente na Youse levando em conta o perfil médio do cliente da seguradora: homem, 38 anos, de São Paulo, com uso particular do veículo.

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Caio Fragata, da Planejar, associação brasileira de planejamento financeiro, explica que antes de qualquer contratação de seguro o motorista deve avaliar como usa o carro. “Com as pessoas se deslocando menos, talvez um seguro proporcional possa ter uma vantagem ante ao tradicional. Se a pessoa consegue se organizar para se deslocar de maneira mais eficaz, pode fazer sentido procurar cotações para averiguar qual caso é melhor. Tudo vai depender de como ele se encaixa na rotina da pessoa”, diz Fragata.

Antônio Jorge Martins, coordenador dos cursos automotivos da FGV, destaca que os valores da tabela são muito parecidos e as diferenças começam a se tornar mais relevantes à medida em que o carro conta com um maior conteúdo tecnológico. Ou seja, quanto mais completo o veículo, mais as diferenças de preço começam a aparecer em valores maiores.

“No caso do Compass, por exemplo, existe uma diferença de preço entre o seguro tradicional e o por quilômetro. A diferença, nesse caso, se torna mais chamativa, porque na realidade você tem um veículo que tende a ser objeto de desejo e também sujeito a roubo. Você tem um risco maior com veículos mais tecnológicos, então paga-se um seguro mais caro”, diz.

Segundo a Youse, o valor do seguro por quilometragem é calculado de acordo com o modelo do carro, seu perfil e as coberturas contratadas. Ele é separado em duas partes: uma fixa e outra variável. Na parte fixa, a companhia considera o valor mínimo para ter o seguro sempre ativo, mesmo sem rodar.

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Já a parte variável é calculada pela quantidade de quilômetros rodados com o carro no período. Por exemplo: se o preço por km é R$ 0,10 e o veículo andou 100 km no mês, a fatura do período vai ser o valor fixo + R$ 10 (100 km x R$ 0,10). O preço por quilômetro também depende do perfil do segurado.

Na opinião de Martins, esse modelo acaba sendo uma premissa razoável para quem quer usar o seguro por períodos mais curtos de tempo. “Você vai pagar pelo número de dias e de quilômetros que está utilizando. Isso, na minha opinião, é bem mais razoável do que quando comparamos com o valor cheio”, diz.

Por outro lado, aqueles que rodam maiores distâncias tendem a não se beneficiar do serviço. “O modelo por quilometragem acaba não se tornando econômico e, nesse caso, prevalece o modelo convencional”, diz.

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