• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

Cessar-fogo no Irã acende rotação na Bolsa: é hora de vender? Analistas recomendam “colocar lucro no bolso”

Trégua entre EUA, Israel e Irã alivia preços do petróleo no curto prazo, mas mantém incerteza estrutural e abre espaço para migração de capital para outros setores

Por Isabela Ortiz

08/04/2026 | 10:21 Atualização: 08/04/2026 | 11:06

Petróleo recua após cessar-fogo no Oriente Médio, enquanto investidores reavaliam posições e buscam novas oportunidades na Bolsa (Foto: Adobe Stock)
Petróleo recua após cessar-fogo no Oriente Médio, enquanto investidores reavaliam posições e buscam novas oportunidades na Bolsa (Foto: Adobe Stock)

O anúncio de um cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã, divulgado na noite de terça-feira (7) após o fechamento dos mercados, pode até trazer um alívio imediato, mas está longe de encerrar as incertezas que vinham sustentando a recente disparada do petróleo e das ações das petroleiras. Para analistas, o movimento agora tende a ser menos sobre euforia e mais sobre reposicionamento.

Leia mais:
  • Trégua de Trump com Irã derruba petróleo e dispara bolsas globais; Nasdaq sobe quase 3%
  • Bradesco cria Bradsaúde e transforma Odontoprev em consolidadora: “Não quero verticalizar; cada ativo precisa ser um negócio de mercado”, diz CEO
  • Vice-presidente do Bradesco vê guerra no Irã como principal risco e mantém visão de queda de juros no Brasil
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

No curto prazo, a leitura predominante é de pressão negativa para o setor de óleo e gás, especialmente após semanas de forte valorização. Segundo Artur Horta, head de análise da The Link Investimentos, o mercado já vinha antecipando um cenário de risco elevado e se posicionando de forma agressiva em petróleo. “O mercado foi comprando muitas ações de petróleo nas últimas quatro semanas e vendendo outros setores”, afirma.

Com o cessar-fogo, ainda que frágil, esse fluxo tende a se inverter. Na prática, isso abre espaço para uma rotação setorial. Horta avalia que investidores devem migrar parte do capital para segmentos que ficaram para trás durante o estresse geopolítico, como construção, varejo e educação.

“Agora o mercado vai ter que comprar ações de outros setores e, para isso, vai tirar de petróleo”, diz.

Nesse contexto, ele é direto ao sugerir que “está na hora de colocar o lucro no bolso”. Segundo o analista, quem entrou no setor no último mês cm Petrobras, PetroReconcavo (RECV3), Prio (PRIO3)  Brava Energia (BRAV3), provavelmente já acumula ganhos relevantes e pode aproveitar o momento para realizar.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Esse ajuste ocorre em paralelo a uma reprecificação da própria commodity. Após atingir níveis elevados com o aumento das tensões no Oriente Médio, o petróleo passou a refletir o alívio inicial trazido pelo cessar-fogo, ainda que longe de eliminar o prêmio de risco geopolítico.

Na visão de Regis Cardoso, head de óleo, gás e petroquímicos da XP, o mercado vive um ponto de inflexão. Ele destaca que a queda recente da commodity (WTI já atinge -17,31% e Brent -16,30% às 9h40), se soma a medidas domésticas que alteram a dinâmica para empresas como a Petrobras (PETR3; PETR4). Entre elas, está o pacote anunciado pelo governo brasileiro, com subsídios ao diesel e incentivos tanto para importadores quanto para refinadores.

Inclusive, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) critica o imposto de exportação de 12% sobre o petróleo bruto (MP nº 1.340/2026), considerando-o desnecessário para um setor que já destina cerca de 70% da renda a tributos e recolheu mais de R$ 1 trilhão entre 2010 e 2025. Para a entidade, a medida é essencialmente arrecadatória e se sobrepõe a mecanismos como royalties e Participação Especial, que já capturam ganhos com a alta do petróleo, podendo gerar mais de R$ 50 bilhões com o Brent a US$ 90, acima da estimativa do governo.

O instituto também alerta para impactos negativos na segurança jurídica e na competitividade, em uma indústria que responde por 53% do saldo da balança comercial e 17,2% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial, com previsão de US$ 183 bilhões em investimentos até 2031 e cerca de 445 mil empregos anuais. Sem debate prévio e prazo claro, a medida pode afastar investimentos, enfraquecer o Brasil como fornecedor global e até comprometer a produção futura.

Publicidade

Essas ações, segundo Cardoso, têm impacto direto na rentabilidade da estatal. A subvenção de R$ 0,80 por litro para refinadoras, por exemplo, equivale a cerca de US$ 25 por barril, algo próximo de US$ 5 bilhões anuais em geração adicional de resultado. “É uma boa notícia para a Petrobras, que não vinha capturando integralmente os preços mais altos do petróleo“, afirma.

Preços acima do esperado no início do ano

Se antes havia uma expectativa de petróleo a US$ 60, ou até abaixo disso, o cenário atual incorpora um prêmio de risco persistente.

“É improvável voltar para aquela narrativa mais baixista”, diz Cardoso.

Mesmo com uma eventual estabilização, a tendência seria de preços em patamares intermediários, entre US$ 70 e US$ 100.

Essa leitura dialoga com uma visão mais cautelosa sobre o próprio cessar-fogo. Para Pedro Renault, economista do Itaú Unibanco, o acordo está longe de representar uma solução definitiva. Ele aponta três fatores que sustentam essa visão.

O primeiro é estrutural, mesmo com uma trégua, a percepção de que o Irã mantém influência sobre o Estreito de Ormuz deve manter um prêmio de risco embutido no petróleo.

“A sensação é de que quem controla o estreito é o Irã, e isso tende a manter os preços em um equilíbrio mais alto”, afirma.

O segundo ponto é operacional. Segundo Renault, o que foi anunciado não necessariamente implica uma reabertura plena da rota marítima. O Irã mencionou a concessão de passagem sob coordenação de suas forças armadas e sujeita a limitações técnicas, o que sugere uma normalização parcial, e não total. “Uma reabertura de 70% já traria alívio, mas não é exatamente o que foi combinado”, pondera.

O terceiro ponto é a distância entre as demandas das partes envolvidas. Propostas divergentes (incluindo cobrança de pedágio no estreito, manutenção do programa nuclear iraniano e retirada de forças americanas da região) indicam que o cessar-fogo pode ser mais tático do que estrutural. “Há uma leitura cautelosa de que isso pode escalar novamente”, afirma.

Um período de “hiperincerteza”

Essa incerteza geopolítica mais ampla é justamente o ponto central da análise do economista e professor da Universidade de Nova York (NYU) Nouriel Roubini. Para ele, o mundo vive um período de “hiperincerteza”, marcado por choques sucessivos (da pandemia à escalada de conflitos no Oriente Médio) e com impactos diretos sobre mercados e economia global.

Publicidade

Seu cenário-base considera que, se o conflito não se prolongar por mais de dois ou três meses, o impacto será limitado a uma desaceleração do crescimento global combinada com inflação um pouco mais alta, uma espécie de “estagflação leve” – alta inflação, desemprego elevado e baixo crescimento do PIB. Nesse caso, países exportadores de energia, como o Brasil, tendem a se beneficiar em termos de troca, ainda que com efeitos negativos sobre consumo e atividade.

No curto prazo, o cessar-fogo reduz o prêmio de risco e pressiona o petróleo e as ações do setor; no médio e longo prazo, porém, a incerteza estrutural mantém um piso mais elevado para os preços.

Diante disso, o investidor se vê em um momento clássico de transição. O trade tático em petróleo, que funcionou nas últimas semanas, dá sinais de esgotamento, enquanto a geopolítica segue como variável central para o rumo dos mercados.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • cessar-fogo
  • Conteúdo E-Investidor
  • oriente médio
  • Petróleo
Cotações
21/04/2026 0h22 (delay 15min)
Câmbio
21/04/2026 0h22 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje fecha em leve alta com tensão no Oriente Médio e disparada do petróleo; dólar cai ao menor valor em 2 anos

  • 2

    Acumular grandes quantidades de dinheiro garante a grandeza? Veja o que diz Buffett

  • 3

    Cresce a compra e a venda de ativos problemáticos no País: maioria busca retorno mínimo de 20%, diz EY

  • 4

    Domicílio fiscal: os 7 países mais vantajosos — e o que cada um tributa

  • 5

    Petróleo hoje dispara e fecha acima de 5% com tensão no Oriente Médio e pressiona cenário global

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Gás do Povo: é possível consultar se o vale de recarga está disponível pelo Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Gás do Povo: é possível consultar se o vale de recarga está disponível pelo Caixa Tem?
Imagem principal sobre o Microaposentadoria: 5 dicas para você planejar pausas curtas, sem comprometer o orçamento
Logo E-Investidor
Microaposentadoria: 5 dicas para você planejar pausas curtas, sem comprometer o orçamento
Imagem principal sobre o Idosos têm quantos anos para renegociar suas dívidas e salvar as finanças? Veja o prazo
Logo E-Investidor
Idosos têm quantos anos para renegociar suas dívidas e salvar as finanças? Veja o prazo
Imagem principal sobre o Idosos conseguem renegociar dívidas de cartão de crédito, mas como isso deve ser feito?
Logo E-Investidor
Idosos conseguem renegociar dívidas de cartão de crédito, mas como isso deve ser feito?
Imagem principal sobre o Carteira do Idoso: saiba como emitir o documento e conseguir 50% de desconto em passagens de ônibus
Logo E-Investidor
Carteira do Idoso: saiba como emitir o documento e conseguir 50% de desconto em passagens de ônibus
Imagem principal sobre o Starlink residencial: quanto custa o plano família e o que vem no pacote?
Logo E-Investidor
Starlink residencial: quanto custa o plano família e o que vem no pacote?
Imagem principal sobre o Idosos podem renegociar dívida com conta de água e aliviar o orçamento; entenda como
Logo E-Investidor
Idosos podem renegociar dívida com conta de água e aliviar o orçamento; entenda como
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: veja como consultar o extrato do INSS do segurado falecido
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: veja como consultar o extrato do INSS do segurado falecido
Últimas: Investimentos
Inflação projetada para 2026 sobe e influencia Tesouro Direto; entenda o impacto dos juros mais altos sobre os títulos públicos
Investimentos
Inflação projetada para 2026 sobe e influencia Tesouro Direto; entenda o impacto dos juros mais altos sobre os títulos públicos

Revisões no Focus elevam projeções de inflação e Selic, pressionando títulos prefixados e IPCA+ e mudando o humor do mercado

20/04/2026 | 10h23 | Por Isabela Ortiz
Cresce a compra e a venda de ativos problemáticos no País: maioria busca retorno mínimo de 20%, diz EY
Investimentos
Cresce a compra e a venda de ativos problemáticos no País: maioria busca retorno mínimo de 20%, diz EY

Pesquisa feita pela EY-Parthenon aponta as razões por trás do maior interesse por esse tipo de ativo

20/04/2026 | 05h30 | Por Marília Almeida
Risco moral pode ser mais relevante do que o de crédito, diz co-CEO da RB Asset
Investimentos
Risco moral pode ser mais relevante do que o de crédito, diz co-CEO da RB Asset

Para Marcelo Michaluá, episódios recentes reforçam a importância da governança das empresas na análise de crédito das dívidas corporativas

20/04/2026 | 03h00 | Por Daniel Rocha
Domicílio fiscal: os 7 países mais vantajosos — e o que cada um tributa
Investimentos
Domicílio fiscal: os 7 países mais vantajosos — e o que cada um tributa

Panamá, EUA, Mônaco e outros destinos oferecem vantagens fiscais, mas exigem planejamento e mudanças reais de residência

18/04/2026 | 05h30 | Por Marília Almeida

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador