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Em 2025, o patrimônio dos Exchange Traded Funds (ETFs) registrou um forte crescimento no Brasil. O volume sob gestão passou de R$ 470,6 bilhões no fim de 2024 para R$ 727 bilhões em novembro de 2025, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). A diferença representa uma expansão superior a 50% em menos de um ano.
O avanço deste mercado, acompanhado por mais de 50 lançamentos na B3 apenas nos últimos 12 meses, evidencia a crescente popularidade dos ETFs entre os investidores brasileiros. Esses produtos são fundos que buscam retornos semelhantes a um índice de referência e ganham destaque por oferecer ao investidor facilidade de investimento, baixo valor mínimo de aplicação e taxa reduzida em comparação a outros fundos.
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Além disso, assim como as ações e os fundos imobiliários (FIIs), os ETFs podem ser grandes aliados na construção de uma renda passiva para o investidor, com foco no longo prazo. Uma simulação realizada por Geraldo Búrigo, consultor financeiro independente e analista CNPI, mostra que um portfólio com ETFs de estratégias diferentes é capaz de garantir uma renda mensal de R$ 5 mil, sem depender exclusivamente da distribuição dos proventos.
A estratégia consiste em alocações em quatro ETFs, com cada ativo tendo um peso inicial equivalente a 25% do patrimônio. São eles: DIVO11 (índice que acompanha a performance das melhores ações pagadoras de dividendos), LFTS11 (índice que acompanha a performance de títulos pós-fixados do Tesouro Selic), IMAB11 (índice que replica a cesta de Títulos Públicos Tesouro IPCA de vencimentos variados do IMAB) e o IVVB11 (índice que replica o desempenho das 500 maiores empresas americanas ponderadas por valor de mercado do S&P 500).
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O portfólio, segundo Búrigo, considera todas as fontes de retorno do investidor, como a valorização das cotas e os juros da renda fixa, em um único pacote. Nesta estratégia, a remuneração mensal consiste na realização de lucro anual na ordem de 5% da carteira, priorizando sempre as classes de ativos que apresentaram os maiores retornos durante o período.
Na prática, funcionaria da seguinte forma: se os retornos do S&P 500 forem os maiores da carteira em um determinado período, o resgate na ordem de 5% deve ser aplicado nos ganhos da Bolsa americana, enquanto os aportes mensais devem ser direcionados para os investimentos com as performances mais baixas. Esse método garante o rebalanceamento do portfólio e viabiliza a remuneração ao investidor sem deteriorar o patrimônio.
“A proposta da carteira, portanto, é buscar diversificação e controle de volatilidade, reduzindo a chance de desistência nos períodos difíceis e aumentando a consistência do investidor para atingir seus objetivos financeiros”, diz o especialista.
Nos últimos 20 anos, a carteira sugerida por Búrigo teve um rendimento médio anual de 13,51% e volatilidade anualizada de 6,56%. Com essas condições, aportes mensais de R$ 2.200, corrigidos mensalmente pela inflação, seriam suficientes para construir um patrimônio de R$ 3,6 milhões ao longo de duas décadas. Considerando uma taxa segura de resgate de 5% ao ano, o montante permitiria uma renda mensal de aproximadamente R$ 14.466,51, valor que preservaria o poder de compra dos R$ 5 mil de hoje.
Veja quanto você precisaria investir para ter R$ 5 mil por mês com ETFs
| Aportes mensais | Rentabilidade anual | Período de investimento |
Patrimônio acumulado
|
| R$ 2.200 | 13,5% | 20 anos |
R$ 3.604.361,17
|
| Fonte: Geraldo Búrigo, consultor financeiro independente e analista CNPI | |||
Vale destacar que os números não incluem a dedução do Imposto de Renda (IR) sobre os investimentos e assumem que a inflação e os retornos médios da carteira permaneçam os mesmos dos últimos 20 anos. Segundo Búrigo, com a estratégia, o investidor ganha diversificação e um portfólio menos volátil com uma maior expectativa de retorno.
“O investidor tende a ganhar em robustez do portfólio e controle de volatilidade, reduzindo a dependência de “acertar” a seleção de ativos para alcançar um resultado competitivo ao longo de décadas”, diz o consultor financeiro.
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