Com um volume próximo ao da mineradora, o Itaú (ITUB4) ocupou a segunda posição, com R$ 15,8 bilhões pagos em dividendos no período. Na terceira colocação aparece a Ambev (ABEV3), com uma distribuição total de R$ 13,2 bilhões.
Tradicionalmente entre as maiores pagadoras da Bolsa, a Petrobras (PETR3; PETR4) ficou apenas na quarta posição do ranking em 2025, com R$ 11,3 bilhões distribuídos aos acionistas.
A recorrência no pagamento de dividendos não atrai apenas investidores – costuma sinalizar maior robustez financeira das companhias. Esses proventos são amplamente utilizados como estratégia de geração de renda passiva e de incremento do retorno total do investimento.
O levantamento da Quantum foi realizado em 6 de janeiro de 2026 e considerou apenas os dividendos efetivamente pagos dentro da data de corte de 2025. Confira as maiores pagadoras de dividendos em 2025 a seguir.
As maiores pagadoras de dividendos em 2025
A Quantum também analisou o desempenho das small caps — empresas de menor valor de mercado em relação às demais companhias listadas na B3. Veja quais nomes se destacaram nesse segmento.
Vale desponta entre as maiores pagadoras
Para João Daronco, analista da Suno Research, chama atenção o fato de a Vale figurar entre as maiores pagadoras de dividendos mesmo em um cenário de dólar mais baixo, o que, em tese, tende a pressionar os resultados da companhia. “Ainda assim, a eficiência operacional da empresa tem sido um grande destaque”, afirma.
Segundo o analista, outro ponto relevante do ranking é a presença do Itaú no topo da lista, com desempenho superior ao de outros grandes bancos brasileiros.
“Do lado negativo, destacaria a Petrobras, que perdeu algumas posições nos últimos anos, assim como o Banco do Brasil (BBAS3), que também deixou de figurar entre os principais destaques”, avalia.
Como usar o ranking para ajustar estratégias em 2026
Daronco ressalta que dividend yield (retorno do dividendo) elevado, isoladamente, diz pouco sobre a qualidade do investimento. Para ele, o ranking pode servir como um filtro inicial, ajudando o investidor a identificar empresas que merecem uma análise mais aprofundada.
“A partir daí, cabe ao investidor avaliar quais companhias têm condições de se manter como boas pagadoras de dividendos no futuro”, afirma. Entre os principais critérios a serem considerados, o analista destaca:
- A sustentabilidade dos dividendos;
- O payout (porcentagem de lucro líquido distribuído aos acionistas);
- O endividamento da empresa;
- e o preço pago pelas ações da empresa.
Na avaliação de Daronco, os dividendos distribuídos em 2025 tendem a ser sustentáveis nos próximos anos. “Com a queda das taxas de juros, a tendência é de aceleração da economia e melhora dos resultados das empresas, o que pode favorecer o aumento dos dividendos distribuídos”, conclui.