A expectativa dos mercados é que as duas autoridades monetárias não realizem nenhum reajuste sobre as taxas de juros. Contudo, no exterior, a busca por segurança prevalece. Isso porque há o risco de uma nova paralisação do governo americano, uma vez que parlamentares democratas podem se recusar a votar o Orçamento sem mudanças nas provisões para a segurança nacional, devido aos conflitos em Minneapolis. A escalada dos conflitos culminou no assassinato do cidadão americano Alex Pretti por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE).
Há ainda expectativa pela escolha do novo presidente do Fed e receios com a autonomia da nova composição do BC americano. Além disso, Trump ameaçou impor tarifas de 100% ao Canadá se ele avançar em um acordo com a China. O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou neste domingo que o seu país não tem intenção de buscar um acordo de livre comércio com a China. No Oriente Médio, Irã fez alerta aos EUA e a operação de Israel em Gaza está no radar.
Por aqui, foram divulgados dados do setor externo piores do que o esperado. Amanhã, será divulgado o IPCA-15 de janeiro. No dia seguinte, espera-se que o Copom mantenha a taxa Selic em 15,00% ao ano. Ainda assim, parte do mercado avalia que o colegiado pode sinalizar, no comunicado após a decisão, o início do ciclo de cortes de juros em março. A expectativa é de que a taxa de juros brasileira encerre 2026 em 12,25% conforme o Boletim Focus divulgado nesta manhã.
*Com informações de Luciana Xavier, Maria Regina Silva e Silvana Rocha, do Broadcast