O Hotel Maxinvest (HTMX11), fundo gerido pelo BTG Pactual voltado para o mercado hoteleiro da cidade de São Paulo, lidera o ranking feito pela Grana Capital. Em um ano, o fundo imobiliário registrou um DY de 16% e distribuiu aos seus cotistas cerca de R$ 30 em proventos ao longo desse período. O rendimento reflete o período de desinvestimento de parte do seu portfólio.
Em setembro, o HTMX11 informou em relatório gerencial a venda de quatro unidades hoteleiras, o que ajudou na distribuição de R$ 2,13 por cota em dividendos. Os valores acima da média do mercado atraíram novos investidores. Ainda de acordo com o HTMX11, em 12 meses, o número de cotistas saiu de 27,8 mil para 35,4 mil. Ou seja, houve um crescimento de 27,3%.
Logo depois, aparece o fundo imobiliário Merito Desenvolvimento Imobiliario (MFII11) que apresentou um dividen yield de 15,18% nos últimos 13 meses. Em termos de valores pagos aos cotistas, a remuneração dos proventos chegou a R$ 15,18 em um intervalo de um ano. O fundo possui uma estratégia voltada para projetos de desenvolvimento imobiliários residenciais e, ao longo desse período, distribuiu em dividendos mensais pelo menos R$ 1 por cota.
Veja os FIIs que mais pagam dividendos nos últimos 12 meses
| FII |
Dividendos |
Dividend yield |
| HTMX11 |
R$ 30,3 |
16,06% |
| MFII11 |
R$ 15,18 |
15,18% |
| RBOP11 |
R$ 55,69 |
15,01% |
| FLCR11 |
R$ 13,43 |
13,78% |
| KNHY11 |
R$ 14,1 |
13,67% |
| KNUQ11 |
R$ 13,78 |
13,32% |
| VGIR11 |
R$ 1,28 |
13,05% |
| KNCR11 |
R$ 12,97 |
12,41% |
| HOSI11 |
R$ 9,59 |
10,78% |
| TRXB11 |
R$ 14,72 |
10,75% |
| RBRP11 |
R$ 5,47 |
10,52% |
| PQDP11 |
R$ 214,17 |
10,52% |
| RNGO11 |
R$ 5 |
10,39% |
| PQAG11 |
R$ 5,94 |
10,25% |
| Fonte: Grana Capital, aplicativo de imposto de renda de investimentos/Os dados consideram o período de outubro de 2023 a outubro de 2024 |
Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura
Nos últimos 12 meses, as projeções para o cenário econômico mudaram radicalmente, o que contribuiu para que o IFIX – índice que reúne os FIIs mais negociados da B3 – a ter o seu pior outubro da história. Antes, havia uma previsão otimista de continuidade nos cortes da Selic, que poderia ficar abaixo de 10% no fim de 2024. No entanto, o risco fiscal do Brasil alterou a rota das expectativas do mercado e influenciou na retomada do ciclo de aperto monetário.
Com a mudança de cenário, os investidores tendem a direcionar os seus investimentos para os investimentos em renda fixa, especialmente os títulos do Tesouro que entregam retornos de dois dígitos e livre de risco. Já os fundos imobiliários, especialmente os FIIs de tijolo que investem em imóveis reais, costumam perder a atratividade por registrar uma rentabilidade similar ou menor e com risco elevado. No entanto, o diferencial dessa classe de ativos surge com a valorização dos imóveis médio e longo prazo.
Isso significa que, quando há venda de qualquer empreendimento, os FIIs tendem a distribuir lucros acima da média do mercado, como ocorreu com o HTMX11. Além disso, há algumas estratégias que conseguem enfrentar um ambiente de alta de juros e entregar retornos acima da Selic. “O ideal é buscar fundos que tenham ativos localizados em boas regiões com uma demanda recorrente e estável porque conseguem ter uma vacância baixa e os imóveis se valorizam mais ao longo do tempo”, afirma José Augusto Balotari, assessor da Manchester Investimentos.
Os investidores devem entender ainda se a estratégia de investimento está alinhada ao seu perfil de risco e a transparência da equipe de gestão frente às suas ações dentro do fundo imobiliário ao analisar a qualidade do investimento. “Uma boa gestão é indispensável para gerar valor. O investidor deve pesquisar o histórico da gestora, verificar se as ações estão alinhadas aos interesses dos cotistas e avaliar a performance dos fundos administrados por ela”, ressalta Leonardo Garcia, analista de fundos imobiliários do Trix. Veja nesta reportagem os fundos imobiliários (FIIs) mais recomendados por corretoras e bancos de investimentos.